Ao utilizar este site, você concorda com a nossa política de privacidade e termos de uso.
Aceitar
starten.techstarten.techstarten.tech
Redimensionador de fontesAa
  • hubs
  • notícias
  • oportunidades
  • carreira
  • colunistas
  • artigos
  • pt
    • pt
    • en
Leitura: Crise dos regimes próprios municipais
compartilhar
Redimensionador de fontesAa
starten.techstarten.tech
  • hubs
  • notícias
  • oportunidades
  • carreira
  • colunistas
  • artigos
pesquisar
  • quem somos
  • manifesto
  • contato
siga starten.tech>
2023 © starten.tech. Todos os direitos reservados.
starten.tech > notícias > artigos > Crise dos regimes próprios municipais
artigos

Crise dos regimes próprios municipais

Darcy Francisco Carvalho dos Santos
Última atualização: 15/02/2026 19:38
Darcy Francisco Carvalho dos Santos - Economista
compartilhar
compartilhar

Há anos que escrevo sobre a difícil situação financeira e atuarial dos regimes próprios de previdência dos municípios (RPPS), em artigos e no livro “Crenças e situações que atrasam o País”, que publiquei recentemente, em que abordei o tema sob o titulo “Regimes próprios municipais: uma bomba relógio”.

A causa raiz da crise está na insuficiente contribuição patronal por parte das sucessivas administrações municipais. O que leva a crer que esses fundos já foram criados para fugir da contribuição mensal ao INSS, que seria obrigatória. Mas, com isso, houve um alívio de contribuição no presente por conta da criação de um enorme passivo previdenciário, hoje impossível de honrá-lo.

Com isso, os municípios foram fazendo enormes dívidas que não tendo com pagá-las, criaram contribuições adicionais, visando a dilatação no tempo desses compromissos.

Ocorre, no entanto, que tais contribuições são excessivamente grandes e duradouras, chegando a 30 ou 35 anos, e impossíveis de serem cumpridas, todas elas aprovadas por leis municipais. Num levantamento junto ao Anuário Estatístico da Previdência, numa amostra de 35 municípios gaúchos, com contribuições, incluindo a do servidor e a patronal, que perfazem uma média de 38,5%, em ordem decrescente de 66,50% a 26%. 

Nos outros estados ocorre o mesmo procedimento. A boa notícia é que a Emenda Constitucional n° 103/2019 introduziu o $ 22 no art. 40 na Constituição federal para vedar a instituição de novos regimes próprios e determinar que lei complementar federal estabeleça para os já existentes normas gerais de organização, de funcionamento e outras, inclusive a migração para o Regime Geral de Previdência.

Pelo tamanho das contribuições, tudo indica que os municípios não têm como atendê-las, pagando, ao mesmo tempo, a folha de pessoal. Como as folhas não podem deixar de ser pagas, a solução encontrada foi não recolher as contribuições citadas. Na prática, podemos dizer, então, com raras exceções que não estão mais sendo formados fundos de previdência. A solução para os municípios será segregar as massas e formar fundos para os servidores ingressantes, de agora em diante. Não dá mais para continuar com esse engodo. A outra alternativa, seria migrar para o INSS quase falido, mas será que ele aceitaria segurados em meia idade ou mais, sem nenhuma contrapartida.

TAGS:opinião
Por Darcy Francisco Carvalho dos Santos Economista
Bacharel em Ciências Contábeis, pela Ufrgs (1971) e Bacharel em Ciências Econômicas, pela Ufrgs (1980). É especialista em Integração Econômica e Comércio Internacional, pela PUC-RS (1997). Com mais de 30 anos dedicados à vida pública, atua com foco em finanças públicas e previdência. É co-autor do livro “O Rio Grande tem saída?” Uma análise das potencialidades e dos entraves para o desenvolvimento (2014). É autor do livro "Crenças e situaçãoes que atrasam o país (2024).
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

últimas notícias

Nova fase dos pagamentos digitais no Brasil exige equilíbrio entre inovação e segurança
Tags: economia
Assespro-RS promove missão para São Paulo
Tags: inovação
Adoção segura e governança digital: BBMOV Advogados moderniza operação com apoio da SOU
Tags: tecnologia
HJ Conference se posiciona como laboratório do empreendedor brasileiro e lança novos projetos de impacto na comunidade
Tags: empreendedorismo
Algoritmos e ética: entusiasmo tecnológico não pode atropelar o sigilo profissional
Tags: opinião

notícias relacionadas

artigos

Algoritmos e ética: entusiasmo tecnológico não pode atropelar o sigilo profissional

8 Min leitura
artigos

Inovação e a Nova Rota Brasil-Europa

5 Min leitura
artigos

Faltam menos de 60 dias para a NR-1: o que ainda dá para fazer

9 Min leitura
artigos

Crescer devagar também é estratégia: lições de uma biotech industrial

4 Min leitura

editorial

starten.tech: jornalismo digital que traduz o dinamismo local para o contexto global de inovação, startups e tecnologia.

🏆vencedor do Brasil Publisher Awards 2024 na categoria “Melhor site de Tecnologia”.

sugira uma pauta

(51) 99990-3536
[email protected]

tags

agtech artigos carreira colunistas cursos editais edtech especial eventos femtech fintech foodtech geek govtech healthtech hubs lawtech legaltech logtech oportunidades Sem categoria tech vagas

cadastre-se

starten.techstarten.tech
siga starten.tech>
2024 © starten.tech. Todos os direitos reservados.
  • quem somos
  • contato
  • política de privacidade
  • termos de uso
Vá para versão mobile
Welcome Back!

Sign in to your account

Perdeu sua senha?