A inteligência artificial já está incorporada à rotina das empresas brasileiras e globais, atravessando áreas como marketing, finanças, jurídico, RH e tecnologia. Segundo levantamento da Nexus, ao menos 63% dos brasileiros já utilizaram plataformas como ChatGPT, Gemini, Copilot, Midjourney, Veo3 ou a IA do Canva. O estudo também aponta uma mudança na percepção sobre essas tecnologias: 51% dos entrevistados acreditam que, em determinadas situações, as ferramentas de IA são capazes de tomar decisões melhores do que os próprios seres humanos.
Impulsionadas pela pressão competitiva e pela busca por ganhos de produtividade, organizações de todos os portes passaram a adotar ferramentas de IA generativa em larga escala. No entanto, um movimento preocupa especialistas: o crescimento do uso sem controle, sem diretrizes claras e fora dos modelos tradicionais de governança corporativa.
Segundo o sócio-diretor da SinapseTech, João Back, o mercado vive um dilema. “A IA deixou de ser tendência para se tornar prática cotidiana. O problema é que, na maioria das empresas, essa adoção acontece de forma desordenada, sem visibilidade sobre quais ferramentas estão sendo usadas, que dados estão sendo inseridos e onde essas informações estão sendo processadas”.
Esse comportamento tem dado origem ao fenômeno conhecido como shadow IA, que é o uso de soluções de inteligência artificial fora do conhecimento e das políticas corporativas. De acordo com Back, não se trata de má-fé por parte dos profissionais, mas de um reflexo direto da falta de direcionamento estratégico. “Quando a empresa não oferece um caminho seguro, as pessoas encontram soluções por conta própria. Isso é natural, mas extremamente arriscado”, explica.
Do ponto de vista de mercado, o impacto vai além da tecnologia. O uso não governado de IA expõe as empresas a vazamento de dados sensíveis, comprometimento de informações estratégicas, riscos regulatórios e jurídicos, além de custos imprevisíveis, pulverizados em múltiplas assinaturas individuais. “Muitas organizações acreditam que estão inovando, quando, na prática, estão perdendo controle operacional, financeiro e reputacional”, alerta o executivo.
Para João Back, a maturidade do mercado passa por uma mudança de mentalidade: enxergar governança não como barreira à inovação, mas como habilitadora do crescimento sustentável. “Potência sem controle não é vantagem competitiva. É risco. A governança é o que permite escalar o uso da IA com segurança, previsibilidade e responsabilidade”, destaca.
A tendência, segundo o especialista, é que empresas que estruturarem modelos claros de governança, com apoio tecnológico para centralização, auditoria e controle de custos, ganhem vantagem competitiva nos próximos anos. “Adotar inteligência artificial é inevitável. Adotá-la sem controle é uma escolha, e uma escolha cada vez mais cara”, conclui.
Sobre a SinapseTech
A SinapseTech é uma empresa especializada em segurança digital e conformidade regulatória, que atua como parceira estratégica na transformação tecnológica de organizações brasileiras. Com a convicção de que a proteção de dados e a governança podem impulsionar — e não limitar — a inovação, a SinapseTech integra pessoas, negócios e tecnologia para desenvolver soluções seguras, escaláveis e orientadas ao crescimento sustentável.
Sua atuação é sustentada por um modelo de evolução contínua baseado no método PDCA (Plan, Do, Check, Act), garantindo previsibilidade, maturidade tecnológica e resiliência em ambientes digitais acelerados. Formada por um time multidisciplinar de especialistas em segurança da informação, direito, administração e desenvolvimento, a SinapseTech tem a segurança digital como pilar silencioso de suas soluções e se destaca pela implementação responsável e confiável de tecnologias avançadas, incluindo inteligência artificial.

