Ao utilizar este site, você concorda com a nossa política de privacidade e termos de uso.
Aceitar
starten.techstarten.techstarten.tech
Redimensionador de fontesAa
  • hubs
  • notícias
  • oportunidades
  • carreira
  • colunistas
  • artigos
  • pt
    • pt
    • en
Leitura: Para destravar o potencial das startups é preciso atualizar as regras do jogo
compartilhar
Redimensionador de fontesAa
starten.techstarten.tech
  • hubs
  • notícias
  • oportunidades
  • carreira
  • colunistas
  • artigos
pesquisar
  • quem somos
  • manifesto
  • contato
siga starten.tech>
2023 © starten.tech. Todos os direitos reservados.
starten.tech > notícias > artigos > Para destravar o potencial das startups é preciso atualizar as regras do jogo
artigos

Para destravar o potencial das startups é preciso atualizar as regras do jogo

Claudia Schulz
Última atualização: 30/04/2026 14:46
Claudia Schulz - CEO da Abstartups
compartilhar
compartilhar

O Brasil já provou que tem talento, criatividade e capacidade empreendedora para construir startups relevantes. O que ainda falta, em muitos casos, é algo básico: um ambiente regulatório que pare de atrasar quem está tentando inovar.

Com mais de 3.650 startups distribuídas por 424 cidades brasileiras, segundo a ABStartups, a aprovação do Marco Legal das Startups, em 2021, representou um avanço relevante para o setor. Ainda que tardio, o movimento reconheceu que negócios inovadores não podem ser enquadrados na mesma lógica das estruturas empresariais tradicionais. A medida trouxe instrumentos importantes, abriu novas possibilidades e sinalizou, de forma clara, que a inovação demanda políticas públicas consistentes, previsibilidade e segurança jurídica para prosperar.

Mas é preciso dizer com clareza: o Marco Legal foi um começo, não uma solução acabada. Nos últimos anos, o ecossistema brasileiro amadureceu, se sofisticou e passou a operar em uma velocidade muito maior do que a da legislação. Startups hoje lidam com desafios mais complexos, ciclos mais rápidos de validação, novos formatos de captação, modelos de negócio altamente dinâmicos e mercados cada vez mais globais. E, mesmo assim, ainda precisam navegar por regras que, em muitos pontos, seguem burocráticas, pouco aderentes e, às vezes, simplesmente descoladas da realidade. 

Isso custa caro. Custa tempo, energia, investimento e competitividade. Há avanços que precisam ser preservados, mas há travas que precisam ser enfrentadas com coragem. Uma delas está nos instrumentos de investimento. O Brasil ainda impõe complexidade excessiva justamente onde deveria oferecer clareza. 

Para quem empreende, captar não deveria ser uma jornada de insegurança jurídica. Para quem investe, aportar em inovação não deveria exigir um esforço desproporcional de interpretação e adaptação. Se queremos mais capital no ecossistema, precisamos de mecanismos mais simples, seguros e compatíveis com a prática do mercado, especialmente em fases iniciais, quando a previsibilidade faz toda a diferença.

Outro ponto crítico é a contratação pública de inovação. O Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI) foi uma das inovações mais promissoras do Marco, porque reconhece algo óbvio, mas ainda pouco praticado no Brasil: o Estado precisa ser capaz de testar, contratar e escalar soluções novas. O problema é que, na prática, o instrumento ainda não alcançou o potencial que poderia ter. Não basta existir na lei. Ele precisa funcionar na ponta. E, para isso, precisa ser mais acessível, mais operacional e mais seguro para quem empreende e para quem está na gestão pública.

Se o Brasil quer usar a inovação para resolver problemas reais, de saúde, educação, mobilidade, clima, produtividade e serviços públicos, então precisa parar de tratar a compra pública inovadora como exceção. Também é hora de admitir que o ecossistema mudou mais rápido do que o texto legal. Hoje, discutir startups no Brasil significa também falar de deep techs (startups focadas em resolver problemas complexos e globais), bioeconomia, inteligência artificial, impacto socioambiental, novos modelos societários, novas relações de trabalho e novas formas de financiar crescimento. Um marco legal que não acompanha essa transformação deixa de ser motor e passa a ser freio.

A revisão do Marco Legal, portanto, não é um capricho setorial. É uma agenda de desenvolvimento econômico. Atualizar regras para startups não significa beneficiar um nicho. Significa criar melhores condições para geração de emprego qualificado, aumento de produtividade, atração de investimento, modernização do Estado e fortalecimento da competitividade brasileira.

O Brasil não precisa apenas celebrar suas startups. Precisa decidir, de forma madura, se quer realmente criar condições para que elas cresçam aqui. Porque talento nós já temos. O que ainda está em disputa é se o país terá coragem institucional para acompanhar o futuro.

TAGS:opinião
Por Claudia Schulz CEO da Abstartups
Cláudia Schulz é CEO da Associação Brasileira de Startups desde abril de 2025, após uma trajetória sólida dentro da instituição, onde atuou nas áreas de projetos, comunidades e operações. Mestre em Artes Visuais pela UFSM e com MBA em Gestão Estratégica de Processos pela Anhembi Morumbi, também acumula experiência no setor público, com passagens pelo Ministério da Cultura e pela Secretaria de Cultura de Maricá (RJ). À frente da Abstartups, tem se destacado por liderar iniciativas que fortalecem o ecossistema de inovação no Brasil, com foco em inclusão territorial, apoio legislativo, educação empreendedora e ampliação das conexões entre startups, investidores e grandes empresas, sempre com a missão de transformar o Brasil no país das startups.
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

últimas notícias

Mercado de influência: Idea Maker lança tecnologia para sorteios digitais
Tags: tecnologia
IA reduz tempo de resposta de corretores de planos de saúde de dias para minutos e destrava vendas 
Tags: saúde
Onde os bancos não chegam: CloQ aposta em nano-empréstimos para ampliar acesso ao crédito no Brasil
Tags: economia
Norte-americana Firecrawl conquista mercado brasileiro e cresce 750% no país
Tags: negócios
CERTI destaca inovação industrial brasileira na Hannover Messe 2026
Tags: inovação

notícias relacionadas

artigos

Afinal, até onde deixar a inteligência artificial decidir?

4 Min leitura
artigos

O Brasil precisa de um Regime Tributário para o Futebol

6 Min leitura
artigos

No superluxo automotivo, eletrificação não pode apagar a história

8 Min leitura
artigos

O novo ritmo da inovação em fintechs: da ideia ao fluxo

7 Min leitura

editorial

starten.tech: jornalismo digital que traduz o dinamismo local para o contexto global de inovação, startups e tecnologia.

🏆vencedor do Brasil Publisher Awards 2024 na categoria “Melhor site de Tecnologia”.

sugira uma pauta

(51) 99990-3536
[email protected]

tags

agtech artigos carreira colunistas cursos editais edtech especial eventos femtech fintech foodtech geek govtech healthtech hubs lawtech legaltech logtech oportunidades Sem categoria tech vagas

cadastre-se

starten.techstarten.tech
siga starten.tech>
2024 © starten.tech. Todos os direitos reservados.
  • quem somos
  • contato
  • política de privacidade
  • termos de uso
Vá para versão mobile
Welcome Back!

Sign in to your account

Perdeu sua senha?