Ao utilizar este site, você concorda com a nossa política de privacidade e termos de uso.
Aceitar
starten.techstarten.techstarten.tech
Redimensionador de fontesAa
  • hubs
  • notícias
  • oportunidades
  • carreira
  • colunistas
  • artigos
  • pt
    • pt
    • en
Leitura: ESG e inovação em 2026: quando sobreviver passa a ser o maior motor de mudança
compartilhar
Redimensionador de fontesAa
starten.techstarten.tech
  • hubs
  • notícias
  • oportunidades
  • carreira
  • colunistas
  • artigos
pesquisar
  • quem somos
  • manifesto
  • contato
siga starten.tech>
2023 © starten.tech. Todos os direitos reservados.
starten.tech > notícias > colunistas > ESG e inovação em 2026: quando sobreviver passa a ser o maior motor de mudança
colunistas

ESG e inovação em 2026: quando sobreviver passa a ser o maior motor de mudança

Rossana Parizotto
Última atualização: 26/01/2026 14:41
Rossana Parizotto - Administradora, doutora em Administração pela Unisinos e pós-doutoranda pela PUCRS. Fundadora da PeopleESG.
compartilhar
compartilhar

Posso estar sendo otimista, mas tudo indica que estamos entrando em um daqueles momentos históricos em que inovação deixa de ser escolha e vira necessidade. O mundo em 2026 está mais instável, mais quente, mais desigual e mais imprevisível. Cadeias produtivas quebram, eventos climáticos paralisam cidades, tensões geopolíticas alteram mercados de uma semana para outra. Nesse cenário, ESG e inovação deixam de ser agendas paralelas e passam a ser a mesma coisa: a capacidade de adaptar sistemas econômicos a uma realidade que mudou.

Por muito tempo, inovação foi associada a eficiência, tecnologia e novos produtos. Hoje, ela está cada vez mais ligada à capacidade de reduzir riscos ambientais, reconstruir vínculos sociais e criar modelos de negócio que sobrevivam ao caos. Empresas que inovam em 2026 não são apenas as que digitalizam processos, mas as que reinventam cadeias de suprimento, energia, logística, relações de trabalho e relação com os territórios. E isso é ESG na sua forma mais prática.

Enquanto o mundo lida com inflação climática, crises humanitárias e instabilidade política, o Brasil entra nesse jogo com algumas vantagens raras. Temos uma matriz energética relativamente limpa, biodiversidade estratégica, um mercado interno robusto e, agora, um reposicionamento comercial com a União Europeia que transforma sustentabilidade em critério econômico. Isso cria um campo fértil para inovação orientada por ESG: agricultura de baixo carbono, bioeconomia, rastreabilidade, economia circular, soluções para resíduos, logística verde, tecnologias sociais e inclusão produtiva.

Talvez eu esteja sendo otimista, mas é difícil ignorar que, nesse novo cenário, inovação que não conversa com ESG simplesmente perde mercado. A Europa não vai importar desmatamento, trabalho precário ou cadeias opacas. Investidores não vão financiar riscos climáticos mal geridos. Consumidores estão cada vez mais atentos ao impacto real das marcas. Inovar, agora, é alinhar tecnologia, pessoas e natureza dentro de modelos de negócio viáveis.

O mais interessante é que isso abre espaço para algo que o Brasil sabe fazer bem: soluções criativas em contextos difíceis. Inovação social, tecnologias de baixo custo, arranjos produtivos locais, cooperativas, economia circular, agricultura familiar, startups de impacto e bioindústrias ganham um novo valor estratégico. Não são mais apenas “boas iniciativas”, mas peças de um novo sistema econômico.

O ESG, nesse sentido, deixa de ser um checklist e passa a ser um mapa de onde inovar. Onde há emissões altas, há oportunidade de novos modelos energéticos. Onde há desigualdade, há espaço para inclusão produtiva. Onde há resíduos, há matéria-prima. Onde há conflito social, há demanda por governança e tecnologias sociais.

No fundo, 2026 nos coloca diante de uma virada: ou usamos a inovação para adaptar o capitalismo aos limites do planeta e da sociedade, ou vamos continuar remendando um sistema que já mostra sinais claros de esgotamento. E, nesse jogo, países como o Brasil, que conseguem combinar natureza, gente, criatividade e mercado, talvez tenham mais a ganhar do que a perder.

Posso estar sendo otimista, mas às vezes a crise não é o fim, é o empurrão que faltava para mudar de verdade.

TAGS:sustentabilidade
Por Rossana Parizotto Administradora, doutora em Administração pela Unisinos e pós-doutoranda pela PUCRS. Fundadora da PeopleESG.
Administradora, doutora em Administração pela Unisinos e pós-doutoranda pela PUCRS. Com mais de 10 anos de experiência em Recursos Humanos e 6 anos dedicados à responsabilidade social corporativa, ela é fundadora da PeopleESG. Sua empresa promove a transformação por meio de tecnologias sociais e práticas de ESG, criando soluções que conectam organizações a um impacto socioambiental positivo, fortalecendo a responsabilidade social corporativa e impulsionando mudanças significativas no mercado e na sociedade.
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

últimas notícias

Hub One sedia encontro da Aliança para Inovação de Novo Hamburgo
Tags: inovação
Ybynsect participa da Gramado Summit 2026 e reforça posicionamento como indústria deeptech de base biológica
Tags: tecnologia
Impacto social ou narrativa corporativa?
Tags: impacto social
Campo Bom Expo Summit vai proporcionar conteúdos inspiradores
Tags: empreendedorismo
Jornada Startups amplia prazo para inscrições até 10 de maio
Tags: startups

notícias relacionadas

colunistas

Impacto social ou narrativa corporativa?

6 Min leitura
colunistas

Menos operacional, mais presença. É isso que a IA tem a oferecer à liderança

6 Min leitura
colunistas

Por que alguns projetos avançam e outros simplesmente não saem do papel?

2 Min leitura
hubs

ESG Now lança Lumina, IA que analisa dados globais para orientar estratégias ESG

4 Min leitura

editorial

starten.tech: jornalismo digital que traduz o dinamismo local para o contexto global de inovação, startups e tecnologia.

🏆vencedor do Brasil Publisher Awards 2024 na categoria “Melhor site de Tecnologia”.

sugira uma pauta

(51) 99990-3536
[email protected]

tags

agtech artigos carreira colunistas cursos editais edtech especial eventos femtech fintech foodtech geek govtech healthtech hubs lawtech legaltech logtech oportunidades Sem categoria tech vagas

cadastre-se

starten.techstarten.tech
siga starten.tech>
2024 © starten.tech. Todos os direitos reservados.
  • quem somos
  • contato
  • política de privacidade
  • termos de uso
Vá para versão mobile
Welcome Back!

Sign in to your account

Perdeu sua senha?