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O futuro dos pagamentos B2B será híbrido, e o boleto ainda é parte dele

Isis Abbud
Última atualização: 22/01/2026 13:52
Isis Abbud - co-CEO e cofundadora da Qive
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O ecossistema de pagamentos entre empresas no Brasil vive um momento de transição silenciosa, em que a inovação cresce ao redor de práticas consolidadas. Enquanto o varejo celebra o avanço do Pix e das carteiras digitais, o universo B2B ainda se apoia em um protagonista de longa data: o boleto bancário. E não por inércia, mas por lógica.

O Panorama do Contas a Pagar 2026, estudo que analisou mais de 315 milhões de notas fiscais e R$ 3,7 trilhões em transações corporativas entre 2023 e 2025, mostra que o boleto segue responsável por 69,3% do valor financeiro movimentado entre empresas — mesmo após uma leve queda em relação a 2023, quando era 73,2%. Essa redução, embora visível, não sinaliza ruptura, e sim amadurecimento. As organizações estão migrando, mas com prudência: de um lado, em busca de agilidade digital; de outro, preservando previsibilidade e controle.

Enquanto isso, o boleto permanece dominante porque resolve problemas que o Pix ainda não alcançou. Ele integra-se de forma nativa aos ERPs, facilita a conciliação automática via DDA e oferece registro formal da transação, atributos essenciais para empresas com milhares de pagamentos mensais e exigências rígidas de compliance. No mundo corporativo, segurança e rastreabilidade ainda valem mais que velocidade.

Mas aos poucos a paisagem está mudando. O estudo mostra que transferências bancárias e carteiras digitais ocupam o segundo lugar em participação no valor financeiro B2B, ganhando força sobretudo em setores de alto ticket médio, como serviços, energia e setor público. 

De forma similar, os depósitos ampliaram seu share de valor financeiro de 10,3% (2023) para 11,9% (2025), especialmente em Energia (24,4%), Setor Público (22,8%) e Educação (12,8%). Em 2025, o ticket médio supera R$ 30 mil em setores como Serviços (R$ 31,5 mil) e Setor Público (R$ 42 mil), sinal de que o método é usado em pagamentos contratuais e recorrentes — um indicativo de que a digitalização avança primeiro onde há governança e relacionamento consolidado entre as partes.

Enquanto isso, o Pix ainda ocupa um espaço modesto no B2B: 1,6% das notas e 0,5% do valor financeiro em 2025. Ele cresce em frequência, é verdade — dobrou sua participação nos últimos dois anos — mas ainda está restrito a operações pontuais, de menor valor ou com menor complexidade operacional. O Pix não é o vilão nem o salvador dos pagamentos empresariais. Ele é mais uma peça de um mosaico que se tornará cada vez mais fragmentado e contextual.

Essa fragmentação é saudável. Mostra que o futuro dos pagamentos B2B será híbrido e inteligente, com as companhias escolhendo o meio mais adequado conforme o contexto, o risco e o tipo de relação com o fornecedor. A eficiência aqui não está em substituir formatos, mas em integrar sistemas e automatizar o processo de ponta a ponta, reduzindo erros humanos e otimizando a gestão do fluxo de caixa.

Outro dado relevante do levantamento é que, entre as empresas entrevistadas, os principais entraves de eficiência ainda estão ligados a erros de dados, retrabalho e baixa automação nos fluxos de pagamento. É esse vácuo operacional que mantém o boleto atrativo: ele traz previsibilidade, permite conciliação automatizada e reduz riscos de erro, fatores críticos em um ambiente corporativo que movimenta trilhões de reais por ano.

O boleto, no fim das contas, não é um símbolo de atraso, e sim um reflexo da maturidade do sistema que equilibra inovação com segurança. A verdadeira transformação não está em abandoná-lo, mas em redesenhar a forma como ele é gerido. A automação (e não os “modismos”) é o que definirá o futuro dos meios de pagamento corporativo. Inovação, afinal, não consiste em trocar um método por outro. É sobre tornar o processo mais previsível, integrado e confiável. O futuro dos pagamentos B2B será plural, conectado e, acima de tudo, inteligente. E parece que o boleto, com toda sua estrutura e estabilidade, ainda fará parte dele por um bom tempo.

TAGS:opinião
Por Isis Abbud co-CEO e cofundadora da Qive
Co-CEO e Cofundadora da Qive, Isis Abbud é empreendedora e mentora Endeavor. Referência em eficiência financeira e automação de processos, ajuda mais de 210 mil empresas em todo o Brasil a transformarem os desafios do Contas a Pagar em estratégia, segurança e escalabilidade.
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