Apesar de contar com um ecossistema de inovação consolidado, a ausência de investimentos privados segue como o principal entrave ao fortalecimento das deep techs no Rio Grande do Sul. É o que ficou evidenciando durante painel sobre o tema, realizado nesta quarta-feira, 25, primeiro dia de South Summit Brazil, evento correalizado pelo Governo do RS.
“O surgimento de novas startups é duas vezes maior que o aporte de recursos. Sem dúvida, existe uma lacuna de capital, ainda mais quando falamos em projetos de ponta e que exige maior tempo de maturação”, destacou o diretor de Planejamento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Leonardo Busatto.
Busatto destacou, durante o debate realizado no espaço RS Innovation Stage, o esforço do governo do Estado e das instituições públicas de crédito no apoio às deep techs. “Mas diferente de outras partes do país, aqui falta maior aporte do setor privado. Todo mundo acha bonito apoiar a inovação, mas é preciso preencher o cheque”, resumiu.
As deep techs se diferenciam das demais startups por mobilizarem tecnologias baseadas em conhecimentos científicos com alta complexidade de desenvolvimento, com mais tempo para pesquisa e desenvolvimento de produto, o que demanda investimento maior e de risco proporcional.
O painel teve como moderadora a secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia, Simone Stülp. Os participantes destacaram que o Estado reúne um conjunto de parques tecnológicos, capacidade acadêmica e talentos necessários para o fortalecimento das deep techs. “É preciso transbordar toda essa capacidade para realmente impactar a sociedade”, frisou o presidente da Rede Gaúcha de Ambientes de Inovação (Reginp), Lissandro Dorneles Dalla Nora.
O painel contou ainda com a participação do presidente do Badesul – Agência de Desenvolvimento, Robson Ferreira, e do gerente de Inovação do Sebrae-RS, Carlos Eduardo Aranha.

