A ampliação da atuação da Hidroenergia – que passou a operar sob o nome Keltra, com novas verticais de negócio – marca uma nova fase de expansão da empresa, com o desenvolvimento de soluções tecnológicas que partem da expertise no setor hidrelétrico e podem ser aplicadas a diferentes mercados. Entre os destaques estão tecnologias voltadas à automação, ao controle e à modernização da operação de usinas, como o Regulador Integrado de Velocidade e Tensão (RIVT) e o projeto PCH 4.0, que ganham novas possibilidades de aplicação.
A nova estrutura da Keltra amplia a atuação da empresa para três frentes. A Hidroenergia permanece como uma das verticais, mantendo a atuação especializada na geração hidrelétrica com domínio de todo o ciclo Water-to-Wire (W2W), enquanto a Keltra Infraestrutura desenvolve e fornece equipamentos para infraestrutura hídrica, saneamento, obras estruturantes e sistemas de grande porte.
A Keltra Automação, por sua vez, integra automação, engenharia e tecnologia para oferecer controle, confiabilidade e plataformas inteligentes para geração de energia e plantas industriais. Entre as principais entregas estão reguladores, painéis de média tensão, cubículos e subestações.
É nessa vertical que está um dos principais exemplos de inovação da empresa: o Regulador Integrado de Velocidade e Tensão (RIVT), desenvolvido integralmente em Ijuí. O sistema é o centro de controle da operação da usina hidrelétrica, realizando funções de automação e supervisão para garantir maior segurança e eficiência na geração de energia. A tecnologia também permite otimizar a operação e a manutenção das plantas, contribuindo para a redução de custos.
Embora a sua aplicação esteja mais consolidada em usinas hidrelétricas, a experiência desenvolvida pela Keltra em automação amplia as possibilidades de uso da tecnologia. O propósito da empresa é levar esse conhecimento para outras plantas de geração de energia. Junto a isso, outras soluções de automação serão oferecidas em processos industriais diversos, para além de geração de energia, incluindo operações ligadas ao agronegócio e à indústria alimentícia.
“A inovação tecnológica é uma forma de transformar o conhecimento que acumulamos ao longo de décadas em soluções cada vez mais eficientes e aplicáveis a diferentes mercados”, destaca Rafael Kieling, diretor-executivo da Keltra. Como parte da evolução do RIVT, um aplicativo também está em desenvolvimento.
PCH 4.0 leva digitalização à operação das usinas
A estratégia de inovação da Keltra também se materializa no projeto PCH 4.0, desenvolvido pela empresa em parceria com a Unijuí, com apoio do BNDES e financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A iniciativa busca aplicar o conceito da Indústria 4.0 – ou seja, a digitalização total e a automação avançada das fábricas e processos produtivos – à operação de pequenas centrais hidrelétricas.
A partir do RIVT, a equipe desenvolveu uma solução que reúne sensores inteligentes, comunicação com banco de dados em nuvem e visualização das informações em um dashboard por meio de uma aplicação web. A integração dos recursos permite aumento na geração de energia por meio das otimizações nos controles de níveis e cargas, aumento na confiabilidade, redução de paradas forçadas e tomadas de decisão rápidas na gestão de operação e manutenção.
A tecnologia alcançou o nível 9 de maturidade tecnológica (TRL 9) e já foi validada em laboratório e em campo. A solução está em fase de modelagem para registro de patente e avanço de sua aplicação no mercado. “O desenvolvimento de tecnologias como o RIVT e o PCH 4.0 mostra como podemos avançar na modernização do setor hidrelétrico e também em outros campos”, afirma Kieling.

