Ao utilizar este site, você concorda com a nossa política de privacidade e termos de uso.
Aceitar
starten.techstarten.techstarten.tech
Redimensionador de fontesAa
  • hubs
  • notícias
  • oportunidades
  • carreira
  • colunistas
  • artigos
Leitura: Antes de preparar o profissional do futuro, o que estamos oferecendo à criança que ele é hoje?
compartilhar
Redimensionador de fontesAa
starten.techstarten.tech
  • hubs
  • notícias
  • oportunidades
  • carreira
  • colunistas
  • artigos
pesquisar
  • quem somos
  • manifesto
  • contato
siga starten.tech>
2023 © starten.tech. Todos os direitos reservados.
starten.tech > notícias > artigos > Antes de preparar o profissional do futuro, o que estamos oferecendo à criança que ele é hoje?
artigos

Antes de preparar o profissional do futuro, o que estamos oferecendo à criança que ele é hoje?

Fernanda Sotelo
Última atualização: 03/11/2026 15:17
Fernanda Sotelo - fundadora e Chief Experience Officer na Kiddle Pass
compartilhar
compartilhar

“Sua vocação já estava aí.” Foi o que uma amiga escreveu em outubro do ano passado, ao repostar uma lembrança do Facebook de dez anos antes. Era 3 de outubro de 2015, e eu estava no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo, em um trabalho voluntário onde ensinávamos inglês aos sábados para crianças em situação de vulnerabilidade social. Naquele dia, eu havia escrito que momentos como aquele faziam a vida ter mais sentido.

A frase ficou comigo. Não apenas porque, dez anos depois daquela foto, eu havia deixado uma carreira consolidada para empreender em educação, mas porque a inquietação que me levava até aquelas crianças continuava essencialmente a mesma: por que o lugar onde uma criança nasce ainda determina tanto as oportunidades que chegarão até ela?

Hoje, em 2026, a Kiddle Pass, que criei a partir dessa inquietação, está entre as finalistas do Open Innovation Awards. Chegar até aqui me fez voltar àquela foto e pensar menos sobre a minha trajetória e mais sobre a forma como escolhemos investir no futuro.

Quando falamos em preparar o Brasil para os próximos anos, falamos, corretamente, sobre ensino técnico, formação profissional, universidade, inteligência artificial e capacitação para profissões que ainda estão surgindo. Investimos para que jovens e adultos estejam preparados para um mercado cada vez mais complexo, mas a pergunta que me faço é se não estamos começando essa conversa tarde demais.

O futuro profissional de alguém não começa quando essa pessoa escolhe uma profissão. Começa muito antes, quando uma criança descobre que é capaz de aprender algo que parecia difícil, encontra um livro que desperta sua imaginação, experimenta outro idioma, cria, pergunta, erra, tenta novamente e desenvolve autonomia, curiosidade e confiança para explorar um mundo maior do que aquele que conhece.

Investir na base, portanto, não deveria ser entendido apenas como uma política educacional ou social. É também uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo.

E as oportunidades ainda começam de lugares muito diferentes. Dados recentes reunidos pelo UNICEF mostram que, entre os 20% mais pobres do país, 28% das famílias que desejam uma vaga em creche não conseguem acesso. A desigualdade que mais tarde tentaremos reduzir por meio de bolsas, qualificação profissional e políticas de empregabilidade começa muitos anos antes do primeiro currículo.

A tecnologia adicionou uma nova camada a esse desafio. A TIC Kids Online Brasil 2025 mostra que 82% das crianças e adolescentes das classes D e E que usam a internet acessam-a exclusivamente pelo celular. Nas classes A e B, são 29%. Estar conectado não significa ter acesso às mesmas oportunidades.

Talvez essa seja uma das discussões mais importantes sobre infância digital daqui para frente. Não apenas quanto tempo uma criança passa diante de uma tela, mas o que ela encontra quando chega lá e, principalmente, o que aquele tempo permite que ela descubra, aprenda e crie.

A tecnologia não substitui escola, professor, família ou políticas públicas, nem resolve sozinha desigualdades construídas durante gerações. Mas pode encurtar distâncias, fazer uma boa experiência educacional, atravessar CEPs, ampliar repertórios e levar oportunidades a crianças que, por razões geográficas ou econômicas, talvez não chegassem até elas de outra maneira.

Foi algo que comecei a entender lá no Capão Redondo, antes de imaginar que um dia empreenderia nessa área. Uma oportunidade na infância não determina quem uma criança será, mas pode ampliar enormemente aquilo que ela consegue imaginar que pode ser.

Onze anos depois daquela foto, continuamos discutindo como preparar profissionais para 2035, 2040, 2050. Mas talvez, antes de perguntar quais competências o profissional do futuro precisará ter, exista outra pergunta que merece a mesma atenção: o que estamos oferecendo hoje à criança que ele ainda é?

TAGS:opinião
Por Fernanda Sotelo fundadora e Chief Experience Officer na Kiddle Pass
Fernanda Sotelo é especialista em experiência do cliente, estratégia de produto e construção de marca. Lidera as frentes de produto, experiência e posicionamento da Kiddle Pass, family tech que reúne experiências digitais educativas para crianças, e atua no desenvolvimento de soluções que unem tecnologia, educação e entretenimento para as famílias. É uma das principais vozes da empresa em temas relacionados à inovação em produtos digitais, experiência do usuário, parentalidade, transformação digital e uso da tecnologia como ferramenta para ampliar o acesso a experiências educativas de qualidade.
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

últimas notícias

Tecnologia já ajudou a Food To Save a resgatar mais de 10 mil toneladas de alimentos do desperdício
Tags: tecnologia
RIVT e PCH 4.0: como empresa gaúcha impulsiona a inovação tecnológica de usinas de energia
Tags: tecnologia
O dinheiro voltou para as startups, mas o investidor ficou muito mais exigente
Tags: opinião
Estudo indica que criativo pode responder por até 60% do desempenho de uma campanha publicitária 
Tags: negócios
Debatendo sobre IA na Saúde, MV é duplamente reconhecida no Congresso UNIDAS 2026
Tags: inovação

notícias relacionadas

artigos

O dinheiro voltou para as startups, mas o investidor ficou muito mais exigente

5 Min leitura
artigos

Por que a IA se tornou membro essencial em equipes de manutenção preditiva

5 Min leitura
artigos

Por que o mercado precisa começar a enxergar as famílias como um ecossistema de consumo

6 Min leitura
artigos

Agentes de IA já estão agindo. A empresa continua respondendo por eles

6 Min leitura

editorial

starten.tech: jornalismo digital que traduz o dinamismo local para o contexto global de inovação, startups e tecnologia.

🏆vencedor do Brasil Publisher Awards 2024 na categoria “Melhor site de Tecnologia”.

sugira uma pauta

(51) 99990-3536
[email protected]

tags

agtech artigos carreira colunistas cursos editais edtech especial eventos femtech fintech foodtech geek govtech healthtech hubs lawtech legaltech logtech oportunidades Sem categoria tech vagas

cadastre-se

starten.techstarten.tech
siga starten.tech>
2024 © starten.tech. Todos os direitos reservados.
  • quem somos
  • contato
  • política de privacidade
  • termos de uso
Vá para versão mobile
Welcome Back!

Sign in to your account

Perdeu sua senha?