A sobrecarga de trabalho tem se tornado um dos principais desafios para profissionais de saúde no Brasil. Um estudo epidemiológico baseado em dados do DATASUS identificou aumento de 96,4% nas notificações de burnout no país em dez anos, entre 2014 e 2024, com o maior número de registros concentrados em 2024. O cenário evidencia a pressão crescente sobre profissionais que lidam diariamente com alta demanda, responsabilidade clínica e jornadas intensas.
Na radiologia, esse contexto se combina ao crescimento do volume de exames. Levantamento da FIDI mostra que foram realizados mais de 5,1 milhões de exames de diagnóstico por imagem em 2025, alta de 9,6% em relação ao ano anterior. O aumento da demanda significa mais imagens para analisar e mais laudos para produzir, revisar e entregar.
“A rotina do radiologista envolve atividades que vão além da interpretação dos exames. Digitação, organização das informações, formatação de documentos e preenchimento de templates também ocupam parte do expediente e podem aumentar a pressão em uma especialidade que exige concentração constante”, explica Roberto Cruz, Co-CEO da Pixeon, uma das principais empresas de tecnologia para a saúde do Brasil.
Segundo Roberto, as transformações tecnológicas têm tido um papel importante para atenuar o cenário — especialmente as ferramentas de inteligência artificial, que conseguem reduzir o tempo gasto em tarefas repetitivas para que o profissional possa concentrar sua atenção na análise clínica. O especialista menciona exemplos como softwares que incorporam reconhecimento de voz baseado em IA ao ambiente de elaboração de laudos. O radiologista pode ditar o conteúdo, acompanhar a transcrição, revisar as informações e finalizar o documento no mesmo fluxo, sem precisar alternar entre diferentes aplicações.
“A ideia é usar a tecnologia para devolver tempo ao médico. Ao reduzir etapas manuais e tarefas que não exigem sua avaliação clínica, temos percebido que a IA diminui parte da sobrecarga da rotina e permite que o profissional dedique mais atenção ao paciente e àquilo que depende de sua expertise”, afirma Felipe Nirenberg, Diretor de Negócios da Laudite.
A tecnologia possui ganho médio estimado de 50% em produtividade na elaboração dos documentos. Para quem utiliza a ferramenta, o impacto aparece principalmente na redução do tempo dedicado ao laudo. O radiologista Rogério Lacerda relata uma redução de pelo menos 60% a 70% nesse tempo. Já o ultrassonografista José Carlos Godeiro afirma que documentos que antes ficavam para depois do turno passaram a ser concluídos durante o expediente. Para a diretora médica Mariana Coelho, a tecnologia permite combinar produtividade e padronização. “Consigo aumentar minha produção e garantir qualidade de formatação e digitação no relatório médico”, afirma.
“A inteligência artificial entra como uma ferramenta de apoio ao trabalho médico, não como substituta. Assim, a tecnologia permite que o radiologista seja mais eficiente sem abrir mão da análise e da decisão clínica, que continuam sob responsabilidade do profissional”, afirma Cruz.
Sobre a Pixeon
Fundada em 2003, em Florianópolis (SC), a Pixeon é uma das principais empresas brasileiras de tecnologia para a saúde. Com mais de 3.000 clientes, a companhia integra o grupo Vela LatAm, uma das divisões da canadense Vela Software. A Pixeon impacta mais de 50 milhões de pacientes por ano com soluções digitais de ponta a ponta para clínicas, hospitais e centros de diagnóstico. Em seu portfólio estão plataformas como o premiado sistema PACS Aurora, eleito quatro vezes o melhor da América Latina pelo KLAS Research. Além de presença consolidada em todo o Brasil, a Pixeon já atende dezenas de instituições na Argentina, Uruguai e Peru, ampliando sua atuação internacional e reforçando sua posição como referência em tecnologia e eficiência para a saúde na América Latina.

