O Carnaval de Santa Catarina tem apresentado um cenário cada vez mais positivo do ponto de vista da segurança. Dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública indicam que, nos últimos anos, o estado registrou redução superior a 40% nos furtos durante o período carnavalesco, incluindo quedas relevantes em ocorrências em áreas urbanas e comerciais. Para o varejo físico, especialmente em regiões de forte apelo turístico, esse movimento evidencia uma transformação estrutural: a prevenção de perdas deixou de ser apenas reativa e passou a ser cada vez mais tecnológica, preditiva e orientada por dados.
Em 2026 a expectativa é alta, principalmente por SC ter duas das cidades mais procuradas por turistas estrangeiros, segundo o site de acomodações Booking. De acordo com estimativas do próprio setor varejista, nestas datas o volume de clientes pode crescer entre 20% e 40%, o que aumenta a complexidade da operação e o risco de furtos oportunistas.
“A alta circulação de pessoas eleva naturalmente a exposição a perdas. O diferencial hoje é a capacidade de antecipar essas ocorrências com o uso de inteligência artificial, câmeras inteligentes e análise comportamental em tempo real”, afirma Rodrigo Tessari, CEO da Deconve, startup catarinense especializada em prevenção de perdas no varejo físico.
Como esta tecnologia tem funcionado?
Na prática, o avanço tecnológico tem substituído modelos tradicionais baseados apenas em vigilância passiva ou atuação após o prejuízo.”Estas câmeras inteligentes são integradas a um software proprietário, capaz de realizar detecção e reconhecimento facial em tempo real. O sistema cruza imagens com uma base de dados colaborativa e gera alertas preventivos que passam por validação humana antes de chegar à loja, permitindo uma atuação antecipada e responsável, especialmente em períodos como o Carnaval, quando o fluxo intenso dificulta o controle manual”, destaca Tessari.
Outro diferencial da tecnologia está no uso de inteligência colaborativa entre unidades varejistas. A análise integrada de dados sobre tentativas recorrentes de furto permite fortalecer a prevenção em toda a operação, criando uma camada adicional de proteção em períodos sazonais, quando a dinâmica de consumo muda rapidamente. “Não se trata de vigiar pessoas, mas de prevenir perdas com responsabilidade, respeitando o cliente e apoiando a operação da loja”, reforça Tessari.
A expansão para outras regiões do país
Com tantas vantagens, o modelo já se reflete em outros estados como São Paulo, onde redes varejistas de grande porte passaram a reforçar o uso de análise comportamental e reconhecimento facial em lojas localizadas em áreas de alto fluxo, especialmente em feriados prolongados. No Paraná e em Minas Gerais, supermercados e atacarejos adotaram centrais remotas de monitoramento, capazes de acompanhar dezenas de unidades simultaneamente e responder a ocorrências em tempo real, reduzindo perdas mesmo sem ampliar o efetivo presencial.
“A experiência de Santa Catarina e também em outras regiões mostram que a combinação entre políticas públicas de segurança e soluções tecnológicas especializadas tem sido fundamental para reduzir furtos, fortalecer a prevenção de perdas e assegurar que grandes eventos continuem sendo sinônimo de oportunidade e não de prejuízo para o varejo local”, conclui Rodrigo.
Sobre a Deconve
A Deconve faz parte do Grupo OSTEC, atuando como o braço de segurança física do grupo especializado em cibersegurança. Fundada em Florianópolis (SC), a startup participou do programa de incubação MIDITEC, da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia). Com atuação nacional, a Deconve ajuda varejistas a reduzirem furtos e perdas por meio de uma tecnologia que une reconhecimento facial e inteligência artificial, buscando resultados concretos e com rápida implementação de uso acessível por lojistas.

