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Leitura: O custo invisível das fraudes e multas fiscais nas empresas brasileiras
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O custo invisível das fraudes e multas fiscais nas empresas brasileiras

Daniel Paschino
Última atualização: 11/02/2026 17:44
Daniel Paschino - CFO da Qive
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Quando se fala em fraudes e multas fiscais no Brasil, o debate costuma se concentrar em grandes casos de corrupção ou em práticas deliberadamente ilícitas. No entanto, uma parte significativa das perdas financeiras enfrentadas pelas empresas brasileiras ocorre longe dos holofotes. É um custo invisível, formado por erros operacionais, falhas de processo e baixa visibilidade sobre o ciclo de pagamentos: problemas que se acumulam silenciosamente no dia a dia do backoffice.

O ambiente tributário brasileiro é reconhecidamente complexo e passa, agora, por uma das maiores transformações de sua história recente com a Reforma Tributária do Consumo. A transição para o novo modelo amplia exigências de controle, integração entre áreas e precisão operacional. Ainda assim, dados do Panorama do Contas a Pagar 2026, estudo feito pela Qive, mostram que apenas 38% das empresas já iniciaram o mapeamento dos impactos da reforma em seus processos. Outras 40% ainda nem sequer começaram a avaliar essas mudanças, apesar da proximidade do início da transição.

Esse cenário ajuda a explicar por que fraudes internas, inconsistências fiscais e autuações continuam a drenar o caixa das empresas. Na prática, muitas penalidades não nascem de má-fé, mas de operações fragmentadas, processos manuais e dependência de planilhas e controles paralelos. Conferências incompletas, cadastros inconsistentes e pagamentos sem rastreabilidade adequada criam brechas que se transformam em problemas fiscais e financeiros.

A questão se agrava quando observamos que esses erros raramente aparecem de forma isolada. Pequenas inconsistências recorrentes geram prejuízos cumulativos: multas por atraso, retrabalho operacional, questionamentos de auditoria e aumento do risco de fiscalização. O custo invisível vai além: ele inclui desgaste das equipes, perda de eficiência, aumento de custos jurídicos e impacto direto na previsibilidade do fluxo de caixa. 

Dados recentes da Serasa Experian mostram que 31,9% das empresas ativas no país enfrentam algum nível de inadimplência, somando 7,3 milhões de CNPJs com contas em atraso. Ao todo, o valor das dívidas empresariais chega a R$ 169,8 bilhões, com uma média de 7,3 contas vencidas por empresa e ticket médio de R$ 3,1 mil por obrigação. Embora nem toda inadimplência tenha origem fiscal, esses números ajudam a dimensionar como falhas de controle, gestão fragmentada e baixa previsibilidade de caixa se acumulam e pressionam o resultado financeiro ao longo do tempo.

A Reforma Tributária tende a tornar essas fragilidades ainda mais evidentes. Não se trata mais apenas de executar pagamentos, mas de garantir a integridade do vínculo entre documento fiscal, valor e liquidação financeira. Ainda segundo o Panorama, temas como split payment, gestão de créditos tributários e confiabilidade do documento fiscal já figuram entre as principais preocupações das empresas ao olhar para 2026.

Nesse contexto, combater fraudes e multas fiscais exige uma mudança de postura. Governança financeira deixa de ser um tema operacional e passa a ser estratégico. Processos mais integrados, padronização de rotinas e maior visibilidade sobre o ciclo financeiro permitem identificar anomalias antes que elas se transformem em perdas irreversíveis.

A automação, quando aplicada com critério, atua como aliada nesse processo. Ela não substitui o controle humano, mas amplia a capacidade de monitoramento, reduz a dependência de tarefas repetitivas e cria trilhas de auditoria mais consistentes. Mais do que eficiência, trata-se de criar um ambiente menos suscetível a erros e fraudes silenciosas.

O desafio de 2026 é claro: assumir uma visão mais ampla do risco fiscal e financeiro, conectando áreas que historicamente operaram separadas. Preservar caixa, competitividade e sustentabilidade passa, necessariamente, por enxergar e endereçar esses custos invisíveis antes que eles comprometam o resultado.

Combater fraudes e multas fiscais não é só uma iniciativa de eficiência operacional, mas uma decisão estratégica de proteção do caixa e da governança corporativa. Em um ambiente tributário complexo e em constante mudança, o custo invisível tende a crescer justamente onde existe pouca integração, baixa visibilidade e excesso de trabalho manual. Estruturar processos capazes de antecipar riscos, preservar previsibilidade e sustentar o crescimento do negócio no longo prazo será o diferencial para encarar as mudanças esperadas para 2026.

TAGS:opinião
Por Daniel Paschino CFO da Qive
Daniel Paschino é CFO da Qive, onde lidera a expansão financeira e operacional da plataforma que redefine o contas a pagar. Engenheiro mecânico pela FEI, com MBA em Economia pela FGV/SP, tem mais de 15 anos de experiência em finanças e gestão. Possui sólida experiência no mercado financeiro, onde atuou no Banco Fibra, e foi cofundador da Evenfy. Na Qive, conecta governança, automação e dados para gerar eficiência e previsibilidade financeira.
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