A nuvem deixou de ser apenas um elemento tecnológico para se consolidar como uma ferramenta de negócios. No início, as empresas investiram em cloud computing com o único propósito de armazenar dados, porém, visto sua capacidade de gerar insights valiosos, as organizações perceberam o potencial de crescimento estratégico e financeiro. De acordo com a pesquisa Panorama Cloud nas empresas brasileiras, realizada pela TOTVS em parceria com a H2R Insights & Trends, 77% das empresas usam a ferramenta com foco em segurança, escalabilidade e inovação.
O diferencial não está somente na nuvem em si, mas nas aplicações desenvolvidas sobre essa infraestrutura, que permitem operar grandes volumes de dados e aplicar técnicas avançadas de análise. Ao utilizar o poder de processamento e escalabilidade da cloud computing, essas soluções conseguem tratar informações com agilidade, organizá-las e entregá-las aos gestores de forma personalizada, de acordo com os objetivos de cada área do negócio. Com essa flexibilidade, há o gerenciamento de todos os dados em multiplataformas, de fácil acesso por qualquer dispositivo conectado na internet. Por conta disso, a nuvem se tornou primordial para direcionar a gestão com foco em resultados, porque planejamentos feitos sem bases de dados robustos e detalhados não possuem embasamento para definir metas reais e desenvolver estratégias condizentes com a capacidade operacional.
Enquanto a tecnologia disponibiliza os insumos, os profissionais colocam em prática suas habilidades de interpretação e entendimento do mercado. Integrados aos sistemas empresariais, os dados passam a ser estruturados de forma a apresentar as informações com clareza e facilitar a análise, permitindo comparações com o histórico de performance e resultados. Dessa forma, as equipes identificam novas oportunidades de serviços e produtos, gargalos que dificultam o crescimento, necessidades dos clientes, ineficiência nos processos empresariais e ainda preveem riscos.
Diante desses insights, ficou claro que a nuvem corporativa se tornou o centro de decisões financeiras e operacionais. No entanto, muitas organizações ainda enfrentam um problema silencioso: a imprevisibilidade dos custos em clouds públicas. Visto que o investimento não se resume à infraestrutura, há taxas de saída, cobranças por I/O, custos de suporte e variações cambiais, tornando o orçamento volátil, principalmente com cloud internacional. Segundo estudo da International Data Corporation (IDC), as companhias que adotam nuvens corporativas locais reduzem em até 21% os custos totais de operação quando comparadas a ambientes de data centers tradicionais.
Dessa maneira, a distribuição de recursos com direcionamento preciso, de acordo com o processo operacional e devolutiva financeira de cada solução, dá à gestão de TI um controle de gastos inteligente. A partir deste cenário, é possível identificar no primeiro momento redução de custos, mas a longo prazo, com um planejamento financeiro, conciliado a relatórios de desempenho dos recursos tecnológicos, é possível proporcionar à liderança uma visão da produtividade das organizações, para auxiliar em planejamentos futuros.
Isso mostra que a previsibilidade não se limita ao faturamento mensal. Mas, é essencial ter suporte imediato para acontecimentos inesperados e que exigem maior atenção. Além disso, a nuvem cria uma proximidade técnica e consultiva, por trabalhar com equipes de especialistas locais, ter menor latência de resposta e operar conforme à LGPD. Esse formato ainda apresenta uma grande vantagem competitiva: os serviços ofertados foram desenvolvidos dentro do contexto atual do comportamento e necessidade do público, agregando conhecimento especializado aos serviços personalizados. O resultado é previsibilidade operacional, o complemento direto da previsibilidade de custos.

