O futuro da educação em tecnologia acaba de ganhar novo endereço em Porto Alegre/RS. Reconhecida como uma das instituições mais inovadoras do país, a Fiap desembarca no Rio Grande do Sul com cursos de graduação semipresenciais em um polo instalado no Instituto Caldeira. A proposta combina o melhor dos dois mundos: aulas presenciais quinzenais e atividades on-line ao vivo, com uma metodologia prática que conecta estudantes, empresas e professores em torno de desafios reais desde o primeiro semestre.
De acordo com o pró-reitor do Centro Universitário Fiap, Wagner Sanchez, a instituição sempre foi movida pela ideia de ensinar fazendo. “Trazemos o dia a dia das empresas para dentro da sala de aula. Isso dá propósito à formação e gera um ganho para todos os lados, pois o aluno aprende com desafios reais, as empresas descobrem talentos e a academia cumpre seu papel de transformar conhecimento em solução”.
Um novo capítulo
Com mais de 30 anos de trajetória, a Fiap consolidou-se como referência em tecnologia e inovação no Brasil. Fundada em 1992, em São Paulo, a instituição construiu um ecossistema de aprendizagem centrado em projetos aplicados, metodologias ágeis e forte integração com o mercado. Reconhecida por iniciativas como o Startup One – projeto em que alunos desenvolvem startups reais – e os Challenges, realizados em parceria com grandes empresas, a Fiap tem formado profissionais com altos índices de empregabilidade em áreas estratégicas como Inteligência Artificial, Análise de Dados, Cibersegurança e Desenvolvimento de Software.
Sanchez explica que a expansão para o Rio Grande do Sul marca um movimento estratégico da instituição: levar a cultura de inovação da Fiap a outras capitais e aproximar a formação de tecnologia das demandas regionais. “Quando conhecemos o Instituto Caldeira, deu um match imediato. É um ecossistema vibrante, com mais de 500 empresas que vivem inovação todos os dias. Entendemos que precisávamos estar aqui para ajudar a formar os profissionais que esse ambiente exige”.

No novo polo da Fiap, as aulas presenciais serão realizadas duas vezes por semana, nos turnos da manhã ou noite, com atividades práticas e interação direta com o mercado. Outras duas aulas serão ministradas de forma remota, ao vivo, com professores da Fiap e convidados. “Podemos trazer alguém do Vale do Silício, da China ou da Inglaterra para conversar com os alunos. Isso amplia o repertório e conecta Porto Alegre a uma rede global de conhecimento”, explica o pró-reitor do Centro Universitário Fiap.
O formato também inclui uma trilha de cursos assíncronos, que permitem ao aluno personalizar a própria jornada de aprendizagem conforme o momento da carreira. São mais de 100 formações rápidas com certificado: de marketing digital a machine learning, disponíveis para complementar as disciplinas obrigatórias. “O estudante escolhe o que faz sentido para ele naquele instante. É uma forma de tornar a educação realmente viva, que se adapta às demandas do aluno e do mercado”, afirma Sanchez.
Para a Community Manager na Fiap, Marina Alano, a chegada da instituição a Porto Alegre tem uma conexão natural com o momento que o ecossistema gaúcho vive. “Estamos em uma fase muito importante de capacitação e formação de jovens para essa nova economia, e o Instituto Caldeira é um grande hub de inovação que reflete exatamente esse movimento”, destaca. Segundo ela, os pilares da Fiap, baseados em uma metodologia prática e disruptiva, se integram ao ambiente de transformação que o Rio Grande do Sul tem experimentado, com investimentos crescentes em educação e tecnologia.
Desafios que viram oportunidades
Um dos diferenciais da Fiap é o modelo de ensino baseado em desafios reais, que é realizado em parceria com empresas. Sanchez ressalta que cada curso, em cada momento da jornada do aluno, trabalha um projeto conectado a problemas concretos do mundo corporativo. Em São Paulo, por exemplo, são mais de 90 challenges simultâneos com empresas como Embraer, IBM, Carrefour e Natura. O mesmo modelo será replicado em Porto Alegre. “Podemos ter a Renner trazendo um problema de tecnologia, os alunos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas desenvolvendo uma solução e executivos acompanhando o processo. É um ciclo que termina com aprendizado, inovação e, muitas vezes, contratação”, explica Sanchez.
Além dos challenges, o polo gaúcho vai promover hackathons de curta duração (maratonas de uma semana em que equipes multidisciplinares desenvolvem soluções para demandas específicas) e iniciações científicas aplicadas, em que alunos e professores constroem projetos de pesquisa junto a empresas do ecossistema local. “São atividades que geram artigos, produtos e portfólios reais. A pesquisa deixa de ser teórica e vira ferramenta de impacto”, completa o pró-reitor do Centro Universitário Fiap.
Conexão entre academia e mercado
Para Sanchez, o movimento da Fiap no RS vai além de abrir um novo polo. Trata-se de criar uma ponte entre a formação acadêmica e a empregabilidade, uma lacuna ainda visível no cenário nacional.
O Rio Grande do Sul tem um ecossistema muito rico, com empresas inovadoras e uma comunidade que quer fazer acontecer. Mas, ainda há uma desconexão entre a oferta de vagas e a qualificação. A Fiap chega para ser esse elo, aproximando os talentos das empresas e das oportunidades
Pró-reitor do Centro Universitário Fiap, Wagner Sanchez.

A lógica é simples: enquanto faltam profissionais qualificados, sobram vagas em áreas como inteligência artificial, análise de dados, cibersegurança e desenvolvimento de software. A proposta da Fiap é que o aprendizado aconteça em conjunto com o mercado, de forma prática e orientada a resultados, reduzindo o tempo entre o aprendizado e a aplicação real.
O papel da IA na formação do futuro
Seguindo o boom das ferramentas de inteligência artificial generativas, Sanchez destaca que a Fiap incorporou a IA em suas grades curriculares. “Cada curso tem sua dosagem de IA. Em Ciência da Computação e Engenharia de Software, o aluno aprende a implantar servidores próprios de IA generativa. Já em Administração ou Marketing, o foco é usar a IA como ferramenta estratégica”, explica.
Segundo o pró-reitor do Centro Universitário Fiap, o desafio agora é formar um novo tipo de profissional: aquele que sabe fazer as perguntas certas. “Vivemos a era do prompt mindset. Se você sabe perguntar bem, consegue extrair o que quiser da IA. Isso muda completamente o modo de aprender e trabalhar. E é esse novo mindset que queremos estimular nos nossos alunos”.
Carreiras em aceleração
Os cursos da Fiap não têm pré-requisitos e são voltados tanto a jovens que estão saindo do ensino médio quanto a profissionais em transição de carreira. “A tecnologia é um campo vasto, como a medicina. Você pode ser desenvolvedor, designer, especialista em dados, segurança ou produto. O importante é se encontrar e se apaixonar pela área. O retorno vem rápido, com aprendizado acelerado, alta empregabilidade e uma carreira que decola”, ressalta Sanchez.
Ao falar com jovens que sonham em construir uma carreira na área de tecnologia, Marina enfatiza a importância da curiosidade e da busca por conhecimento. “O primeiro passo é conhecer as carreiras de tecnologia, entender as habilidades exigidas e se conectar com os hubs de inovação. Vivemos um momento muito quente, com muitas vagas e oportunidades. É hora de buscar trilhas de formação e compreender como cada universidade prepara o aluno para o mercado”.
Educar para a vida
Mais do que formar profissionais, a Fiap defende uma visão de educação com propósito. “Nosso lema é ensinar para a vida e para o aluno ser feliz. A educação não pode parar, porque as gerações mudam a cada ano. Estamos sempre reinventando nosso jeito de ensinar”, afirma Sanchez. Para ele, o ensino superior precisa deixar de ser estático e se tornar uma plataforma de transformação pessoal e social. “A Fiap quer contribuir para que o Instituto Caldeira e o ecossistema gaúcho continuem crescendo, agora com uma base acadêmica disruptiva e conectada ao futuro”.
Com o início das atividades previsto para 2026, o polo da Fiap em Porto Alegre vai reunir hackathons, desafios corporativos e programas de iniciação científica. “A ideia é chegar para somar, ajudar o ecossistema a se desenvolver e preparar os talentos que vão liderar essa nova economia digital”, conclui Sanchez.

