Com o objetivo de eficientizar um dos principais desafios na gestão de plataformas e tubulações offshore, a Pix Force, startup brasileira de inteligência artificial especializada em visão computacional, desenvolveu a solução Pix Quality. Utilizando sensores avançados e drones que realizam o mapeamento de estruturas offshore, detectando pontos críticos, a solução foi uma das vencedoras da primeira edição do NAVE – programa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) voltado ao empreendedorismo e à inovação. A ferramenta reduz custos operacionais e mitiga riscos ambientais e de segurança.
Atualmente as inspeções regulares e materiais especiais utilizados nesse processo em estruturas offshore, não são suficientes para conter os danos, em especial corrosão e incrustações minerais, as quais comprometem a integridade de plataformas e tubulações offshore. Dessa maneira, a solução da Pix Force, baseada em inteligência artificial e drones para monitoramento contínuo e preditivo, tem como objetivo identificar além da corrosão e das incrustações, fissuras e outros episódios que impactam na vida útil dessas estruturas. Situações como estas aumentam os riscos de vazamentos, falhas mecânicas, acidentes ambientais e altos custos operacionais.
Diante disso, a ANP lançou o programa NAVE, com foco em buscar no mercado soluções avançadas de monitoramento para reduzir interrupções e assegurar a continuidade da produção energética. Falando em específico do Pix Quality, a solução aumenta a segurança e a longevidade dos ativos, prevenindo vazamentos e falhas, e pode ser adaptada ao ambiente marinho. Além de escalável o Pix Quality promove a continuidade e a eficiência das operações offshore, possuindo alta acurácia, automação e integração com sistemas legados. A partir do uso de tecnologias já validadas em ambientes complexos, o projeto customiza e adapta a solução para o desafio específico proposto pela ANP e as empresas do setor.
O programa NAVE
Falando do programa NAVE, em especial, este tem como objetivo fomentar startups e novos modelos de negócios, estimulando o empreendedorismo e promovendo a inovação para desafios comuns do setor de energia. A iniciativa também incentiva empresas da cadeia fornecedora, desenvolvendo tecnologia em temas prioritários, e promovendo a cooperação técnica entre ICTs e startups.
As nove empresas de energia participantes dessa primeira edição são: Petrogal Brasil, TotalEnergies, China National Petroleum Corporation (CNPC), China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), Shell, ExxonMobil, Equinor, Repsol Sinopec e Petrobras. Os recursos para o desenvolvimento do programa são aportados por empresas de energia, atendendo à cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (PD&I) existente nos contratos para exploração e produção de petróleo e/ou gás natural no Brasil.
Sobre a Pix Force
Fundada em 2016 pelos sócios Renato Gomes e Daniel Moura, nos últimos anos a Pix Force tem se destacado tanto no Brasil. A necessidade de democratizar o uso de imagens, tornando sua captação e análise mais acessível para a indústria brasileira, fez com que a startup trouxesse soluções para uma dor latente do mercado. A Pix Force registrou no ano passado um crescimento de 40% e a expectativa para 2025 é dobrar esse número.
Isso porque o processo de expansão amplia as oportunidades de negócios, diante de mercados cada vez mais interconectados. Esse diferencial está impulsionando o crescimento da empresa, que amplia sua presença no mercado internacional com a abertura de seu terceiro escritório em solo estrangeiro no mês passado, desta vez em Hong Kong. As outras duas sedes no exterior estão localizadas na Finlândia e nos EUA — esta última funciona desde 2024 em Houston, no Texas, cidade que concentra diversas empresas globais de matriz energética.