A Potencia Ventures, fundo global de investimento de impacto, anunciou investimento no Fundo GovTech, gerido pela KPTL, tornando-se a primeira investidora internacional do veículo, o único do Brasil dedicado exclusivamente ao investimento em startups de tecnologia para o setor público. O aporte de valor não divulgado, se dá em um momento de expansão do fundo, que alcançou os R$ 107 milhões em capital captados em julho de 2026, com a meta de alcançar R$ 150 milhões.
Para o head do Fundo GovTech na KPTL, Adriano Pitoli, a entrada da Potencia Ventures no FIP (Fundo de Investimento em Participações) reforça a ambição de transformar o Brasil em um polo de desenvolvimento e exportação de soluções para governos. “A chegada de um investidor internacional de referência reforça a nossa visão de que o Brasil tem tudo para se tornar um grande hub de exportação de soluções de governo digital. Ao mesmo tempo em que temos enormes desafios de acesso e qualidade dos serviços públicos, somos também referência mundial em transformação digital. As govtechs ajudam a levar essa transformação para os municípios, que são a última milha do serviço público”.
Com o cheque, a Potencia amplia sua entrada no modelo B2G (business-to-government), ao acompanhar soluções de impacto em outras verticais do setor público. Atualmente, o GovTech tem oito startups no portfólio, selecionadas a partir de um universo de mais de 1.400 empresas mapeadas. E pretende investir em mais dez, nos próximos anos.
“O investimento nos permitirá entender melhor os modelos que combinam B2G e B2B, além das dificuldades e do potencial de crescimento de empresas que dependem de decisões públicas. Para nós, estar ao lado do GovTech significa aprofundar o entendimento sobre os desafios específicos desse mercado e identificar modelos capazes de ganhar escala em diferentes contextos”, destaca a Liderança da Potencia Ventures, Itali Collini.
Para o Fundo GovTech, a entrada de um investidor internacional de referência representa também uma oportunidade de ampliar a visibilidade do veículo e atrair novos recursos estrangeiros. A expectativa é que a participação de capital internacional no fundo chegue a 25% do total.
Algumas empresas do portfólio da GovTech, inclusive, já começam a avançar em processos de internacionalização. Entre as investidas está a Jovens Gênios, plataforma de aprendizagem adaptativa que combina inteligência artificial e gamificação para combater a defasagem de aprendizagem e que atualmente atende 1,3 milhão de estudantes. A empresa tem 80% de sua receita proveniente do modelo B2G e 20% do B2B.
Também fazem parte do portfólio empresas como a Colab, voltada à participação cidadã e ao governo digital; a Prosas, que digitaliza a gestão de projetos socioculturais; a StartGI, focada em processos de compras públicas; e a Augen Engenharia, especializada em tecnologias para digitalização, tratamento e controle da qualidade da água.
“Mais do que aportar capital, queremos contribuir para aproximar essas empresas de uma rede de parceiros, investidores e oportunidades fora do Brasil. Acreditamos que o conhecimento acumulado por essas companhias em um mercado tão complexo quanto o brasileiro pode se transformar em uma vantagem competitiva quando elas avançarem para outros países”, pontua Itali.
O portfólio registrou crescimento de 30% no faturamento em 2025 e projeta expansão de 40% em 2026. Para o fundo, o crescimento das investidas está diretamente relacionado à capacidade de ampliar o impacto gerado por suas soluções.
“A entrada da Potencia traz a oportunidade de atrair outros investidores internacionais e, ao mesmo tempo, de avançar na tese de exportar as soluções das nossas investidas para outros países. Conseguir um investidor internacional de referência, no Brasil e no exterior, é muito relevante para o fundo e coloca o GovTech em outro patamar de visibilidade”, enfatiza Pitoli.
Sobre a Potencia Ventures:
Fundada em 2002 por Kelly Michel, a Potencia Ventures é um grupo global pioneiro em investimento de impacto que investe em fundos de Venture Capital, Renda Fixa e startups early stage. Em 2005, a Potencia financiou a primeira aceleradora de impacto do Brasil, a Artemisia, em que Kelly foi cofundadora e permaneceu na operação até 2010, passando ao conselho desde então. Em 2009, a Potencia também catalisou o primeiro fundo de venture capital de impacto brasileiro, a Vox Capital, no qual Kelly também operou nos primeiros anos como co-fundadora.
Com enfoque em modelos de negócios que melhoram a vida de pessoas de baixa renda, a Potencia Ventures trabalha nos Estados Unidos e mercados emergentes da América Latina, identificando, executando e gerenciando investimentos nos setores de educação e empregabilidade. O grupo tem 24 startups ativas em seu portfólio e já investiu em 64 fundos ao redor do mundo. Acesse o site da Potencia Ventures e saiba mais.
Sobre a KPTL:
A KPTL é a casa brasileira da inovação. Com 22 anos de atuação, é a mais longeva gestora de Venture Capital do país, com quase 150 investimentos realizados e com 70 empresas investidas atualmente no portfólio de seus nove fundos em operação. Aposta em iniciativas sólidas em segmentos nos quais o Brasil tem diferenciais competitivos claros, como Floresta e Clima, Agronegócio, Saúde, Financeiro, Energia e Ciências da Vida, entre outros. É a única que conta com uma equipe própria de gestores experientes em cada uma das verticais em que atua, com conhecimento profundo e relacionamento nos principais centros de inovação do país. Liderada pelo CEO Renato Ramalho e mais três sócios, a KPTL trabalha tanto com capital de fontes de fomento, quanto com CVC e recursos de investidores privados.

