Depois de seis meses aproximando arte, tecnologia e educação, o CulturaTech: Conectando Arte e Saberes chega à etapa final em Montenegro com uma mostra aberta à comunidade, marcada para o dia 17 de outubro, às 09 horas, no Colégio Estadual Ivo Bühler – CIEP, escola participante desta edição do projeto. Realizada pela Amora Produções Culturais, a iniciativa mobilizou 160 alunos de 8 a 12 anos e 20 professores em uma experiência de aprendizagem baseada em robótica, cultura maker e processos criativos.
A programação final será uma oportunidade para conhecer os projetos desenvolvidos pelos estudantes e acompanhar como a tecnologia pode ser incorporada ao cotidiano da escola pública como ferramenta de conhecimento e transformação. Ao longo do projeto, os alunos participaram de oito turmas de formação em robótica, com carga horária total de 576 horas, integrada às atividades de contraturno da escola de turno integral. As atividades abordaram lógica de programação, gamificação, mecânica, modelagem e impressão 3D e sustentabilidade, além de conteúdos relacionados à cultura local.
Um dos diferenciais da proposta foi estimular os estudantes a utilizar materiais recicláveis na criação de obras de arte, aproximando conhecimentos tecnológicos da identidade e da realidade dos participantes. A partir dos conhecimentos desenvolvidos durante o curso, os estudantes tiveram contato com ferramentas e conceitos que normalmente permanecem distantes da realidade de muitas escolas públicas, passando da posição de consumidores de tecnologia para a de experimentadores e solucionadores de problemas.
Para Luciana Tondo, sócia da Amora Produções Culturais e responsável pela execução do projeto, a mostra simboliza a capacidade da escola pública de produzir conhecimento e inovação quando tem acesso a estrutura e oportunidades adequadas. “A mostra final é o momento em que a comunidade pode enxergar aquilo que muitas vezes não aparece no cotidiano, que é a potência e a capacidade de realização das crianças”.
A iniciativa também garante que os resultados permaneçam na escola após o encerramento das atividades. Para isso, o projeto implantou um Espaço Maker no colégio, com mobiliário e equipamentos destinados à experimentação e à criação, incluindo kits de robótica, componentes eletrônicos, impressora 3D, notebooks e ferramentas de prototipagem e soldagem. A estrutura passa a integrar o patrimônio pedagógico da instituição e poderá ser utilizada em diferentes disciplinas e projetos interdisciplinares.
Paralelamente ao trabalho com os estudantes, 20 professores participaram de formação voltada ao uso pedagógico da robótica e das tecnologias maker. A estratégia busca ampliar o impacto da iniciativa e criar condições para que os conhecimentos e ferramentas incorporados ao projeto continuem sendo utilizados pela comunidade escolar depois do encerramento do ciclo.
Segundo Lucas Piovani, CEO da PiCode e responsável pela coordenação técnica e pedagógica do CulturaTech, a formação tecnológica precisa estar associada à capacidade de pensar e colaborar. “Não se trata apenas de ensinar uma ferramenta ou uma linguagem tecnológica, mas de criar situações em que os estudantes possam investigar, testar hipóteses, errar, reconstruir e encontrar soluções. Quando trabalhamos robótica e cultura maker de maneira integrada à arte e à realidade dos alunos, desenvolvemos competências que são importantes em diferentes áreas da vida”, destaca.
A coordenação artística é assinada por Mariana Hörlle, responsável por integrar as linguagens culturais às atividades desenvolvidas ao longo do projeto. A proposta amplia o conceito tradicional de laboratório tecnológico ao transformar o espaço em ambiente de experimentação artística e construção coletiva.
A realização da mostra final reforça uma das principais premissas do Culturatech, que é democratizar o acesso a experiências de inovação e criar pontes entre educação, cultura e tecnologia dentro da escola pública. Ao compartilhar com famílias e comunidade os resultados construídos pelos próprios estudantes, o projeto encerra seu ciclo em Montenegro como uma iniciativa que deixa infraestrutura, conhecimento e novas possibilidades pedagógicas para a instituição.
Culturatech Mostra Final – Montenegro
Data: 17 de outubro de 2026 (sábado)
Local: Colégio Estadual Ivo Bühler – CIEP (Rua Juvenal Alves de Oliveira, 860 – Senai)
Horário: 09h
Entrada gratuita
Sobre o CulturaTech
Projeto que une arte, educação, tecnologia e sustentabilidade para fomentar a inclusão digital e o desenvolvimento criativo de crianças e jovens. Por meio da robótica e da cultura Maker, a iniciativa visa fortalecer o ensino público, proporcionando experiências de aprendizado que preparam os alunos para os desafios do século XXI. O projeto CulturaTech: Conectando Arte e Saberes, Pronac 249112, é realizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com produção da Amora Produções Culturais e patrocínio empresa John Deere, empresa global de tecnologia que fornece software e equipamentos para os setores agrícola, de construção e florestal.
Sobre a Amora Produções Culturais – Produção executiva do projeto
A empresa foi criada em 2012 com o objetivo de fomentar arte e cultura no cotidiano das pessoas. Busca a realização de projetos culturais que tenham um impacto social e contribuam para o desenvolvimento das regiões beneficiadas, fomentando o acesso, descentralizando os bens culturais e estimulando a criação de novas plateias para o mercado cultural. Investe em práticas que desenvolvam a economia criativa, valorizando tanto os artistas quanto seus financiadores, possibilitando que a sociedade se beneficie como um todo. Já realizou mais de 50 projetos, beneficiando mais de 300 mil pessoas e impactando mais de 150 cidades.
PiCode Education – Coordenação técnica e pedagógica
Presente em todo o Brasil há mais de 6 anos, a PiCode desenvolve e entrega soluções em tecnologia educacional com um material já eleito o melhor da América Latina. Atua com kits didáticos, plataformas gamificadas e formação de professores, promovendo aprendizagem prática alinhada à BNCC e ao desenvolvimento de habilidades como criatividade, pensamento crítico e raciocínio lógico. O objetivo é transformar a aprendizagem por meio da cultura maker.
Mariana Hörlle – Coordenação artística
Mestrado em Educação (UFRGS); Bacharel em Teatro pela UFRGS. Pós-graduada em Música pela Feevale. Atriz da Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais desde 2011, também trabalha com palhaçaria hospitalar. Trabalhou como arte-educadora para a Fundação Iberê Camargo, de 2019 a 2023, como oficineiro no projeto Ligados pela Arte em Guaíba no ano de 2022, e Mestre de Artes em 2023 e 2024 na Escola de Educação Básica Comunitária Aldeia Lumiar. Foi Educadora Social na ACM Cruzeiro e trabalhou como oficineiro de Teatro na ong Apabb-rs, que trabalha com pessoas com deficiência.

