A DominiPay, startup brasileira de infraestrutura financeira que conecta pagamentos tradicionais e ativos digitais, projeta movimentar R$ 100 milhões até dezembro de 2026. A companhia já processou R$ 21 milhões neste ano, volume 5,6 vezes superior aos R$ 3,76 milhões registrados durante todo o ano de 2025. Caso alcance a projeção, a startup encerrará 2026 com um volume aproximadamente 26 vezes maior que o registrado no ano anterior. O crescimento será financiado pela própria operação, sem previsão de uma nova rodada de investimento no período.
A estratégia para chegar à meta passa pela ampliação da base de clientes, novas integrações e expansão internacional. A DominiPay já disponibiliza sua solução no Paraguai, avalia outros mercados da América Latina e prepara sua infraestrutura tecnológica para futuramente atender operações relacionadas à Europa.
A companhia desenvolveu uma plataforma que reúne pagamentos, recebimentos, conversões e gestão financeira em uma mesma operação, conectando meios tradicionais, como o Pix, a Bitcoin e stablecoins como USDT e USDC.
“Não queremos que uma empresa precise entender toda a arquitetura por trás de uma operação com blockchain para utilizá-la. A ideia é que ela consiga receber, pagar, converter e acompanhar os recursos em uma experiência semelhante à de uma conta digital. A tecnologia precisa simplificar a operação, e não criar uma nova camada de complexidade para o cliente”, afirma o COO da DominiPay, Guilherme Campos.
Pix, ativos digitais e pagamentos internacionais na mesma infraestrutura
Um dos principais vetores de crescimento da DominiPay está nas empresas e profissionais que precisam movimentar recursos entre diferentes países, moedas e plataformas.
Em uma operação internacional tradicional, uma empresa pode depender de diferentes intermediários para etapas como pagamento, câmbio, liquidação e conciliação. A proposta da DominiPay é integrar diferentes provedores e tecnologias em uma mesma infraestrutura, de acordo com o tipo de operação e as exigências de cada mercado.
A solução atende principalmente empresas e profissionais ligados aos setores de tecnologia, serviços digitais, saúde, estética, comércio eletrônico, importação e exportação. Escritórios de advocacia, empresas de contabilidade e gestores patrimoniais também fazem parte da estratégia de distribuição da companhia.
Apesar de utilizar blockchain em parte de sua infraestrutura, a DominiPay não restringe sua atuação a empresas que já operam com criptoativos.
“O diferencial não está simplesmente em oferecer cripto como mais uma alternativa. Estamos construindo uma infraestrutura capaz de coordenar Pix, ativos digitais, parceiros financeiros e informações de gestão dentro da mesma experiência. Para o cliente, o importante é conseguir movimentar seus recursos de maneira simples”, afirma Guilherme Campos.
Na prática, uma empresa pode, por exemplo, receber um pagamento realizado via Pix e, conforme a modalidade utilizada, direcionar a liquidação para ativos digitais. Para quem realiza o pagamento, a experiência permanece dentro de um meio conhecido, enquanto a infraestrutura tecnológica realiza as demais etapas da operação.
A DominiPay não atua como banco. A companhia funciona como provedora de tecnologia e agregadora de infraestrutura. Atividades reguladas, como manutenção de contas, liquidação e câmbio, são executadas por instituições licenciadas integradas à plataforma.
Crescimento orgânico para chegar aos R$ 100 milhões
Depois de movimentar R$ 3.763.522 em 2025, a DominiPay chegou a R$ 21 milhões em 2026 e pretende adicionar outros R$ 79 milhões em volume até dezembro.
A empresa aposta no crescimento orgânico e não prevê uma rodada de investimento para financiar a expansão neste momento.
Parte da estratégia está na ampliação das integrações tecnológicas da plataforma, que reúne APIs, painéis de gestão e conexões com instituições de pagamento, prestadores de serviços de ativos virtuais e outros fornecedores.
“Nossa meta não é crescer apenas em número de contas. Queremos aumentar o volume processado mantendo suporte próximo e uma operação adequada ao perfil de cada empresa. O crescimento precisa vir acompanhado de uma infraestrutura capaz de sustentar operações cada vez maiores”, afirma o CEO da DominiPay, Leonardo Maximiliano.
A companhia aposta principalmente na demanda de empresas que precisam movimentar dinheiro entre diferentes plataformas e países sem administrar isoladamente cada etapa da operação.
Paraguai abre estratégia de expansão internacional
O Paraguai é o primeiro mercado da estratégia internacional da DominiPay. A solução já está disponível no país, enquanto a companhia avalia novas oportunidades na América Latina.
Em paralelo, a startup trabalha nas adaptações tecnológicas necessárias para futuramente atender operações relacionadas ao mercado europeu e conta com um adviser baseado em Barcelona para apoiar a estratégia de internacionalização.
A tese da companhia é que blockchain e stablecoins devem ganhar espaço no sistema financeiro cada vez mais como infraestrutura, deixando de ser necessariamente percebidas pelo usuário como produtos isolados.
“A blockchain tende a funcionar cada vez mais nos bastidores. Para uma empresa, o que importa é conseguir receber com agilidade, acompanhar sua movimentação, reduzir etapas e ter alternativas para operar tanto no Brasil quanto no exterior. A tecnologia precisa aparecer pelo resultado que entrega”, afirma Leonardo Maximiliano.
A expansão ocorre em paralelo ao fortalecimento dos processos de compliance. Segundo a companhia, os clientes passam por procedimentos de identificação e validação cadastral, incluindo KYC e KYB, e os serviços são estruturados por meio de conexões com blockchain e instituições licenciadas, de acordo com a modalidade contratada.
A DominiPay é uma empresa brasileira de tecnologia voltada à infraestrutura de pagamentos e à integração entre meios tradicionais e ativos digitais. Sua plataforma conecta Pix, Bitcoin e stablecoins, como USDT e USDC, e atende empresas e profissionais. A companhia atua como agregadora de tecnologia, integrando instituições licenciadas responsáveis pelas atividades reguladas associadas a cada produto. Com operação no Brasil e no Paraguai, movimentou R$ 21 milhões em 2026 e projeta alcançar R$ 100 milhões até dezembro.

