A Enforce, uma das principais plataformas de gestão de ativos complexos do Brasil, com as franquias de Non-Performing Loans, Dívida Ativa, Opportunistic Real Estate e Recuperação Judicial e Falência, acaba de avançar para um novo patamar em sua jornada de transformação digital. Nos últimos meses, a companhia estruturou um programa de inteligência artificial generativa que já envolve colaboradores usando Microsoft 365 Copilot, 100 criadores ativos no Copilot Studio e mais de 200 agentes desenvolvidos internamente. O movimento, realizado em parceria com a SOU, posiciona a empresa como referência no uso corporativo de IA no setor financeiro.
O projeto foi liderado por Zoreth Fonseca, Head de Change Management da Enforce, e contou ainda com a atuação dos times de Tecnologia da Informação, sob liderança de Ulisses Maeda, Head de Tecnologia e Inovação, e Bernardo Mazzoni, Head de Data Analytics. A supervisão geral foi de Ricardo Cardoso, sócio e CEO da Enforce, que criou um marco significativo na cultura digital da companhia. “O nosso desafio era claro: como escalar eficiência sem sobrecarregar a equipe, posicionando-se de forma estratégica no segmento? A resposta veio com IA aplicada aos processos de negócio, capturando valor além da tecnologia como ferramenta”.
A fase mais recente do programa, iniciada em julho de 2026, inclui a expansão do uso de Inteligência Artificial para equipes internas e a criação de multiplicadores das áreas técnicas e de negócio, bem como a qualificação dos agentes de IA criados internamente, que passaram por curadoria e validação de governança para uso produtivo. A iniciativa reforça a estratégia da Enforce de ampliar a autonomia das áreas e acelerar ganhos de produtividade com mais independência no uso de IA, sem abrir mão da governança exigida pela companhia. “A Enforce não vai esperar o mercado se posicionar. Somos pioneiros e inovadores, e colocamos a IA no centro do pensamento estratégico”, aponta Cardoso.
A parceria entre Enforce e SOU teve início em 2024, com um projeto pioneiro de inteligência artificial voltado para desafios jurídicos e operacionais. Dessa iniciativa nasceu a Athena, uma solução desenvolvida com Azure AI Search, Azure Machine Learning e serviços de dados da Microsoft para organizar e estruturar grandes volumes de informações.
“A Enforce é um exemplo de como a IA generativa escala quando há visão clara e disposição para experimentar. O que começou com uma aplicação específica evoluiu para um programa corporativo de inteligência artificial que hoje mobiliza lideranças, áreas de negócio e centenas de colaboradores em toda a companhia com resultados visíveis para a gestão”, analisa o CTO e Head de AI&Data da SOU, Rodrigo Castro.
Copilot na prática: IA transformada em cultura
A jornada da Enforce com inteligência artificial passou por diferentes estágios até chegar ao modelo de maturidade atual. Hoje, o uso de IA foi integrado ao cotidiano e faz parte da cultura organizacional da empresa.
Nesse sentido, a companhia adotou o Copilot 365 para todos os colaboradores, num total aproximado de 300 licenças, incluiu treinamentos recorrentes na criação de prompts e boas práticas de uso. Além disso, inseriu ferramentas adicionais como Copilot Studio e Microsoft Cowork para os usuários, com a condição de empenharem-se no uso cotidiano. “A mensagem era clara: quem tiver licenças, deverá usá-las”, reforça o CEO da Enforce.
Um dos marcos dessa evolução foi a realização do 1º Prompthathon da Enforce, evento interno que resultou em 84 soluções de inteligência artificial criadas por profissionais de 27 áreas, abrangendo as quatro franquias de negócio – Non-Performing Loans (NPL), Dívida Ativa, Opportunistic Real Estate (ORE) e Recuperação Judicial e Falência – e áreas cross-business. As iniciativas abordaram desafios reais da companhia, com aplicações em automação financeira, análise jurídica, investigação patrimonial, inteligência de mercado, gestão imobiliária e apoio à tomada de decisão.
“Acreditamos no protagonismo dos nossos talentos. O Copilot Studio virou laboratório de inovação para os trainees, que criaram soluções como automação de onboarding e integração de fluxos entre áreas. Além disso, o desenvolvimento de ferramentas de integração com os dados da companhia permitiu adicionar valor real aos agentes sem esforço para os usuários”, destaca Zoreth.
A adoção acelerada das ferramentas de IA gerou integração entre áreas de negócio, tecnologia, dados e RH, fomentando squads multidisciplinares e cultura de inovação. Tarefas que antes levavam dias passaram a ser concluídas em horas ou minutos, sem necessidade de ampliar o time. Para os executivos, o resultado demonstra o quanto a inteligência artificial deixou de ser uma pauta restrita à tecnologia para se tornar uma capacidade distribuída por toda a organização.
“Todos esses movimentos que fizemos no entorno da IA deram maior amplitude e poder computacional à estratégia e permitiram às pessoas desenvolverem novas habilidades rapidamente, aumentando as oportunidades de crescimento para os times e a companhia”, pondera Cardoso.
“O projeto foi construído por meio da integração entre as áreas de Negócio, Tecnologia, Dados e Change Management, garantindo escala, governança e alinhamento estratégico. O que mudou foi colocar IA na mão das pessoas que estão na linha de frente das operações no dia a dia. Quando esses times são empoderados com ferramentas de IA e ganham autonomia para criar os seus próprios agentes, a transformação deixa de ter projetos isolados e integra-se à cultura”, explica Zoreth.
Além disso, de acordo com Head de Change Management da Enforce, ao concentrar dados, agentes e automações no ecossistema Microsoft, a companhia ampliou seus padrões de governança, conformidade e segurança da informação. Os próximos passos incluem ampliar a maturidade dos agentes, medir ganhos financeiros e de produtividade por área e aprofundar o uso de IA para antecipação de cenários e tomada de decisão.
“A nossa visão é avançar no uso da IA para antecipar cenários e alavancar a companhia para um novo patamar”, destaca.
“A Enforce não está apenas adotando novas ferramentas, mas construindo uma nova forma de trabalhar, um novo estilo de gestão. A inteligência artificial passou a fazer parte da nossa cultura, fortalecendo a autonomia dos times, acelerando decisões e ampliando nossa capacidade de gerar valor. Com o apoio da SOU, estruturamos um caminho consistente, seguro e conectado aos nossos desafios reais, colocando a IA a serviço das pessoas, da eficiência operacional e da evolução estratégica da companhia”, completa Cardoso.

