Em grandes operações de manutenção industrial, cada hora de trabalho pode representar um impacto significativo nos custos e no prazo de retomada das atividades. Nesse cenário, a permanência de tecnologias tradicionais pode resultar em maior tempo de execução, mais horas de mão de obra e, consequentemente, menor rentabilidade para as empresas contratadas.
Para enfrentar esse desafio, a Hypertherm Associates, fabricante de sistemas e softwares de corte industrial, e a Engeman, empresa referência em serviços industriais de manutenção preventiva, preditiva e corretiva, com atuação onshore e offshore, firmaram acordo de cooperação técnica para ampliar o uso da tecnologia de corte a plasma nas operações de manutenção.
Com abrangência nacional, a parceria contempla a capacitação de equipes da Engeman para a utilização do plasma e a aplicação da tecnologia nas operações da empresa, principalmente plataformas de petróleo, plantas de fertilizantes e refinarias. A iniciativa busca tornar os processos de corte mais rápidos, eficientes e seguros, além de contribuir para uma mudança na forma como as empresas de manutenção avaliam suas ferramentas e processos.
“Quando começamos a olhar mais de perto para o mercado de manutenção, percebemos que havia uma oportunidade significativa para a tecnologia de corte a plasma. Em muitas operações, ainda se utiliza uma tecnologia mais antiga, mesmo existindo uma alternativa capaz de executar o trabalho em menos tempo e com menor custo”, afirma o Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Hypertherm Associates, Gerson Rodrigues Santos. “Para nós, essa parceria com a Engeman traz uma nova perspectiva para empresas de manutenção que precisam aumentar a produtividade, melhorar a segurança e utilizar melhor seus recursos”, acrescenta.
Atualização da operação passa por tempo, mão de obra e mudança de hábitos
O objetivo da cooperação entre as duas empresas é aproximar a tecnologia de corte a plasma dos profissionais que atuam diretamente na manutenção industrial e ampliar o conhecimento sobre suas possibilidades de aplicação. Embora o oxicorte e discos abrasivos ainda sejam tradicionalmente utilizados para o corte de aço-carbono, o plasma pode ser empregado no corte de diferentes metais, ampliando assim as possibilidades de aplicação em campo.
A mudança, no entanto, não depende apenas da disponibilidade de uma nova tecnologia. A resistência dos operadores à substituição de métodos já conhecidos é um dos obstáculos à modernização das operações.
Profissionais acostumados aos processos tradicionais tendem a estar familiarizados e a dominar essas ferramentas e podem não conhecer, na prática, os ganhos que uma tecnologia diferente pode proporcionar. Por isso, a capacitação é uma das principais frentes do acordo entre Hypertherm Associates e Engeman.
“A tecnologia precisa estar acompanhada de conhecimento. Quando o operador entende como utilizar o equipamento e percebe, na prática, que consegue realizar o mesmo trabalho em menos tempo e com mais segurança, a mudança deixa de ser apenas uma substituição de ferramenta e passa a representar uma evolução do processo”, explica Gerson Rodrigues Santos.
As experiências bem-sucedidas da Hypertherm em diferentes segmentos industriais ao redor do mundo demonstram que a substituição de processos convencionais pela tecnologia de corte a plasma pode proporcionar reduções médias de até 50% nos custos operacionais e no tempo de execução das atividades de manutenção. Essa expertise foi adaptada à realidade das refinarias, cujos resultados foram posteriormente validados em diversas operações de manutenção, confirmando a consistência e a repetibilidade dos ganhos obtidos em diferentes cenários operacionais. Os resultados evidenciam o potencial da tecnologia não apenas no setor de óleo e gás, mas também nas plataformas de petróleo e em indústrias de processo, como fertilizantes, mineração, siderurgia e outros segmentos que buscam aumentar a produtividade, reduzir custos e aprimorar a segurança das operações.
Os resultados ajudam a dimensionar o impacto que o tempo pode ter na rentabilidade de contratos de manutenção. Quanto menor o período necessário para realizar uma atividade, menor tende a ser o volume de homem-hora empregado e maior a capacidade de as equipes executarem outras tarefas dentro do mesmo período.
“Em uma parada de manutenção, o que importa para a empresa contratada é conseguir executar o trabalho com eficiência. Se ela reduz o homem-hora e consegue realizar uma atividade mais rapidamente, mantém a produtividade e pode melhorar a rentabilidade do contrato. É uma mudança que beneficia tanto a empresa de manutenção quanto o cliente final”, explica o Superintendente de Operações da Engeman, Gustavo Peixoto.
“Além do impacto nos custos, a redução do tempo de execução também pode contribuir para a segurança das operações, ao diminuir o período de exposição das equipes envolvidas na atividade de corte. Em ambientes industriais, nos quais produtividade, segurança e cumprimento de prazos estão diretamente relacionados, a eficiência do processo passa a ter impacto não apenas operacional, mas também financeiro”, enfatiza Gustavo.
Sobre a Engeman
Com mais de 40 anos de atuação, a Engeman é uma empresa brasileira de engenharia industrial que se destaca pela excelência na operação e manutenção de ativos em setores estratégicos da economia. Com cerca de 7 mil colaboradores, presença em nove estados e atuação em mais de 70 plataformas de petróleo, a companhia oferece soluções integradas que contribuem para a segurança, a confiabilidade e o desempenho operacional de grandes indústrias em todo o país.
Reconhecida por sua capacidade de executar projetos de alta complexidade em ambientes onshore e offshore, a Engeman combina expertise técnica, inovação e compromisso com resultados, consolidando-se como uma parceira estratégica para o desenvolvimento e a competitividade da indústria brasileira.
Sobre a Hypertherm Associates:
A Hypertherm Associates é uma fabricante americana de softwares e produtos para corte industrial. Seus produtos, incluindo os sistemas de corte a plasma Hypertherm e a jato de água OMAX, são utilizados por diversas empresas em todo o mundo na construção de navios, aeronaves, vagões ferroviários, estruturas metálicas, fabricação de equipamentos pesados, instalação de turbinas eólicas e muito mais. Além dos sistemas de corte, a empresa cria máquinas CNC e softwares reconhecidos por seu desempenho e confiabilidade, proporcionando maior produtividade e lucratividade para centenas de milhares de empresas. Fundada em 1968, a Hypertherm Associates é uma empresa 100% pertencente aos seus funcionários, empregando aproximadamente 2.000 colaboradores, com operações e representantes em todo o mundo.

