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Leitura: Mais de 66% das edtechs brasileiras nunca receberam investimento, aponta estudo da ABStartups 
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Mais de 66% das edtechs brasileiras nunca receberam investimento, aponta estudo da ABStartups 

da redação.
Última atualização: 03/08/2026 15:14
da redação.
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Mais de 66% das edtechs brasileiras nunca receberam investimento externo. Ainda assim, boa parte dessas empresas conseguiu consolidar seus negócios e hoje compõem um ecossistema mais maduro e resiliente do que o mercado imagina. É o que mostra o estudo inédito “O Perfil das Edtechs Brasileiras”, realizado pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups) em parceria com o Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da Universidade de São Paulo (PGT USP). 

Com base na análise de  368 edtechs brasileiras, o estudo revela um ecossistema que cresce de forma sustentável, mesmo diante da dificuldade de acesso a capital. Entre as startups mapeadas, 44,6% estão em operação há mais de cinco anos, indicando que boa parte delas conseguiu consolidar seus modelos de negócio por meio da geração de receita própria. Para alcançar essa sustentabilidade, a capacidade de adaptação foi determinante. Segundo o estudo, 59,7% das startups já pivotaram — ou seja, mudaram seu modelo de negócio ou estratégia ao longo da trajetória.

“Quando observamos os resultados em conjunto, vemos um ecossistema que amadureceu mesmo enfrentando restrições de capital. A combinação entre capacidade de adaptação, foco em modelos escaláveis e aproximação com o mercado corporativo mostra que as edtechs brasileiras encontraram caminhos para crescer de forma consistente e gerar valor”, afirma a CEO da ABStartups, Cláudia Schulz. 

Outro destaque é a consolidação do segmento corporativo como principal frente de atuação das edtechs. O modelo B2B lidera com 38,1% das intenções de atuação, seguido pelo B2B2C, com 32,7%, demonstrando que empresas e instituições de ensino se tornaram importantes impulsionadoras do crescimento dessas startups. “A educação corporativa e o fornecimento de tecnologia para grandes instituições são hoje algumas das frentes mais promissoras para as edtechs. Existe uma demanda crescente por soluções que aumentem a eficiência, a escala e a qualidade dos processos de aprendizagem, e as startups brasileiras têm respondido a esse movimento”, avalia Cláudia Schulz.

O estudo também mostra que as edtechs operam com estruturas enxutas e modelos altamente escaláveis. Mais da metade das empresas possui equipes de até cinco colaboradores, enquanto o modelo SaaS (Software as a Service) é o mais adotado pelo setor, reforçando a busca por eficiência operacional.

Embora apenas 11% das startups já tenham expandido suas operações para outros países, o interesse pela internacionalização é expressivo: 61,3% afirmam que pretendem levar seus negócios para mercados internacionais, indicando que esse deve ser um dos próximos movimentos do ecossistema.

O levantamento completo reúne ainda informações sobre distribuição geográfica das edtechs, perfil dos investimentos, modelos de trabalho, propriedade intelectual e tendências para o desenvolvimento do setor no Brasil. “As edtechs brasileiras mostraram que conseguem construir negócios consistentes mesmo em um cenário desafiador. Agora, o próximo passo é criar condições para que esse ecossistema acelere seu crescimento e amplie seu impacto dentro e fora do país”, conclui Claudia Schulz. 

Sobre a Abstartups:

Fundada em 2011, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups) nasceu em um momento em que o conceito de startups ainda era novidade no Brasil. Ao longo dos anos, empreendedores de diversas regiões do país começaram a se conectar, impulsionando um movimento que viria a transformar o cenário de inovação nacional. A Abstartups surgiu da união desses empreendedores, com a missão de criar uma rede coesa e colaborativa, voltada para o aprendizado, fomento e geração de oportunidades para startups brasileiras.Hoje, a associação existe para construir o ambiente ideal para que as startups possam transformar o Brasil. A atuação ocorre de maneira transversal ao ecossistema, buscando criar e fomentar relações entre todos os seus agentes. Ao longo dos seus 14 anos de existência, já realizou 150 eventos com mais de 180 mil empreendedores impactados.

TAGS:educação
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