A Inteligência Artificial tem ditado o ritmo estratégico e operacional das empresas brasileiras. Atualmente, cerca de 99% das lideranças de médias e grandes empresas utilizam ferramentas de IA generativa, sendo que 35% ainda não as usam com frequência, segundo pesquisa realizada pelo Sebrae/FGV IBRE. Este fator tem sido crucial para o reforço dos investimentos em IA, que podem chegar a US$4,2 bilhões no Brasil em 2026, de acordo com projeções do IDC.
Esse avanço reforça a necessidade de as empresas evoluírem na forma como utilizam, compreendem e se posicionam na IA, em um cenário crescente de uso dessas ferramentas como campo de busca e tomada de decisão. É nesse cenário, que a Naia surge no mercado brasileiro como uma das primeiras plataformas brasileiras de Generative Engine Optimization (GEO), com análise de como as marcas são citadas e recomendadas por motores de IA como ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity, convertendo esses dados em estratégia. Criada por brasileiros em Portugal, a startup busca “tropicalizar” as melhores tendências de IA e GEO do mercado europeu e norte-americano, e tem por trás os cofundadores Ariel Alexandre, Vanessa Caldas e Alexandre Caramaschi, com ampla experiência no mercado de tecnologia e IA.
A plataforma é um produto investido e operado pelo grupo iMasters, a maior comunidade de desenvolvedores do Brasil com mais de 25 anos de atuação. Fundador do iMasters, Tiago Baeta está entre os advisors da Naia no Brasil, ao lado de nomes como Augusto Lins, fundador da Stone, e Pierre Schurmann, CEO da Nuvini.
“Não somos uma agência de SEO com um novo nome, mas, sim, uma infraestrutura de visibilidade em IA, construída em português, com stack multi-LLM e método próprio. E isso já não é um detalhe técnico, é uma nova categoria”, afirma Ariel Alexandre, responsável pela parte técnica da Naia e empreendedor em série, com grande destaque na internet brasileira há mais de 20 anos.
A tecnologia da Naia foi estruturada sobre um orquestrador que distribui tarefas entre diferentes modelos de IA, combinando especializações para cada etapa da análise. A arquitetura evita a dependência de um único fornecedor, reduzindo riscos operacionais e de custo, e elimina o uso de modelos de menor qualidade como o fallback, uma estratégia de contingência comumente usada em tecnologia para garantir que um sistema continue funcionando quando o recurso principal falha. “A plataforma também opera com criptografia de ponta a ponta, infraestrutura em nuvem e conformidade com a LGPD”, reforça Ariel.
Nos próximos 12 meses, a empresa pretende consolidar seu modelo como padrão de mercado para auditoria e execução de GEO no Brasil, com foco em atingir 100 clientes recorrentes e manter taxa de retenção acima de 85%. Já no médio prazo, a ambição é se tornar referência na América Latina. “A estratégia está organizada em três frentes. O content authority, product depth e ecosystem play, conectando produção de conhecimento, evolução do produto e parcerias estratégicas para escalar a categoria”, afirma Alexandre Caramaschi, especialista em GEO e que se junta à Naia após passagem como CMO da Semantix.
Segundo Vanessa Caldas, o público-alvo são empresas brasileiras de médio e grande porte, com faturamento entre R$ 10 milhões e R$ 800 milhões, que já investem em SEO e conteúdo e começam a perceber a migração do tráfego, antes concentrado no Google, para ambientes mediados por IA. Atualmente, os clientes da Naia estão distribuídos em setores como fintech, educação e saúde, com um portfólio composto por marcas como Stone, Natura, Odontoprev, entre outras.
“Para este ano, pretendemos expandir para o agronegócio e o varejo, por fatores que têm menos a ver com oportunidade e mais a ver com timing de adoção de LLM em cada mercado”, conclui.
Comunidade articula o desenvolvimento do tema no país
Além da frente de produto, a construção do mercado passa pela disseminação do conhecimento e participação da Naia nas ações da Brasil GEO, um movimento que reúne profissionais interessados em aprofundar o debate sobre visibilidade em inteligência artificial.
A iniciativa conecta especialistas em torno de temas como presença em motores generativos, comércio mediado por agentes e monitoramento de reputação algorítmica. Hoje, a comunidade reúne mais de 300 participantes em um ambiente contínuo de troca de experiências e casos práticos.
Esse movimento contribui para acelerar a compreensão do GEO no Brasil e ampliar sua aplicação no mercado, a partir de uma leitura dos criadores da Naia de que a visibilidade digital está entrando em uma nova fase: em vez de disputar cliques, marcas passam a disputar interpretação e recomendação por sistemas de IA.
Esse movimento cria uma nova camada estratégica, que envolve não apenas presença online, mas também estruturação de informação e alinhamento com a forma como modelos generativos processam conteúdo. “A expectativa é que o GEO se consolide como parte das estratégias de marketing e comunicação nos próximos anos, acompanhando a expansão do uso de inteligência artificial na jornada de consumo”, conclui Caramaschi.


