A Blendus, healthtech especializada em governança de dados regulatórios para operadoras de saúde, projeta crescimento de 30% no faturamento até o fim de 2026 em meio à ampliação da atuação junto às operadoras e ao avanço das exigências regulatórias da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O plano de expansão da empresa está baseado no crescimento da receita recorrente, no desenvolvimento de novas soluções voltadas à agenda regulatória do setor e no fortalecimento da estrutura operacional e de governança da empresa, em linha com o planejamento estratégico estabelecido para o ciclo 2026-2028.
Atualmente atendendo cerca de 140 operadoras de saúde de diferentes portes e modalidades em todo o país, a Blendus estabeleceu como uma das principais metas para o próximo ciclo superar R$1 milhão em receita recorrente mensal, ampliando a previsibilidade da operação e a capacidade de investimento da companhia. Segundo o CEO e fundador da empresa, Flávio Exterkoetter, o objetivo vai além do crescimento financeiro isolado e está diretamente ligado à consolidação de um modelo de negócio baseado em recorrência e aprofundamento da relação estratégica com os clientes.
“O setor de saúde suplementar vive um ambiente regulatório cada vez mais complexo, técnico e orientado por indicadores baseados em dados. Nosso foco é ampliar a capacidade das operadoras de responderem a esse cenário com inteligência, previsibilidade e segurança regulatória”, afirma o executivo.
Estratégia de expansão
A estratégia de expansão da Blendus passa pelo fortalecimento da presença em frentes consideradas críticas para conformidade regulatória e monitoramento contínuo das operadoras por meio de software especializado. Além da atuação já consolidada em soluções voltadas à melhoria de desempenho em indicadores do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), a companhia vem ampliando o portfólio com ofertas relacionadas a novos programas regulatórios da ANS. Entre os destaques está a solução voltada ao Redimensionamento de Rede, em conformidade com a Resolução Normativa (RN) 585, já implementada junto a clientes, além de iniciativas relacionadas ao programa de Monitoramento do Risco Assistencial da agência.
O avanço regulatório da saúde suplementar é visto pela empresa como um dos principais vetores de crescimento para os próximos anos. A avaliação da Blendus é que as operadoras devem ampliar investimentos em qualificação de dados, rastreabilidade de informações e ferramentas de monitoramento capazes de oferecer maior controle sobre indicadores regulatórios e operacionais.
“A regulação deixou de ser apenas uma obrigação de conformidade e passou a impactar reputação, competitividade, sustentabilidade financeira e capacidade de expansão das operadoras. Hoje, indicadores regulatórios já influenciam processos de contratação, reputação e posicionamento de mercado”, diz Exterkoetter.
Para sustentar o crescimento previsto, a Blendus também vem reforçando sua estrutura interna de governança e eficiência operacional. Entre os movimentos implementados estão a estruturação de diretorias, implantação de gestão orçamentária por áreas, padronização de processos e fortalecimento da gestão baseada em indicadores acompanhados a partir das ferramentas de gestão e governança.
A companhia trabalha ainda na ampliação da documentação de conhecimento crítico e no desenvolvimento de competências consideradas estratégicas para suportar o crescimento da operação sem perda de eficiência. Dentro do planejamento estabelecido para o ciclo 2026-2028, a meta é manter crescimento com ampliação da rentabilidade e ganho de eficiência operacional.
Sobre a Blendus
Fundada em Florianópolis/SC, a Blendus atua desde 2018 no desenvolvimento de soluções SaaS (software como serviço, na tradução para o português) voltadas à análise, validação e qualificação de dados regulatórios para operadoras de saúde. A empresa atua na qualificação de informações enviadas à ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), apoiando operadoras em processos ligados ao Padrão TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar), ao IDSS, ao Monitoramento do Risco Assistencial (MRA) e às demais exigências regulatórias sobre dados do setor.


