Estar na primeira página dos principais portais, dar entrevista para TV e participar de podcasts de referência é o sonho de muitos empreendedores. É sinal de que os negócios vão bem – e uma oportunidade de falar diretamente com futuros clientes, investidores e funcionários.
Esse tipo de exposição pode mudar a história de uma empresa. Mas quando é a hora certa de buscar isso? Estar na mídia requer investimento de tempo e dinheiro e, em um cenário de recursos escassos típico das startups, é uma decisão que deve ser tomada no momento ideal para gerar o maior retorno.
Por isso, uma das perguntas que mais escuto é: “afinal, quando é a hora certa de investir em PR?”. A resposta depende de uma análise honesta sobre o estágio da empresa e seus objetivos.
Se você está apenas na fase da ideia ou rodando o MVP, o foco deve ser validar o produto e se organizar internamente. O PR entra depois disso: o papel da comunicação é gerar visibilidade para aquilo que já existe e funciona. Se a casa não está em ordem, atrair olhares só aumenta a bagunça.
Antes de qualquer estratégia, alguns pontos básicos precisam estar garantidos. É essencial ter presença digital sólida, com site atualizado e perfis ativos no LinkedIn, já que jornalistas sempre procuram entender quem está por trás da marca. Também é importante que a empresa tenha clareza sobre o que vende, com contratos firmados e dores já validadas, além de uma identidade consolidada. É comum ver startups investirem em PR às vésperas de um rebranding ou de mudanças no produto, comunicando algo que rapidamente ficará ultrapassado.
Cumpridas essas condições, a empresa pode colher ótimos frutos com PR. É hora, então, de pensar se a estrutura está pronta para o dia a dia do trabalho. Primeiro, é preciso considerar o fator humano. Marcas não falam ou dão entrevista: quem faz isso são os porta-vozes. Fundadores e executivos precisam estar dispostos a aparecer. Fotos corporativas, entrevistas e artigos reforçam a autoridade e aproximam a marca do público e é comum ver startups ganharem relevância justamente quando seus líderes se tornam referência em seus segmentos.
Outro aspecto decisivo é entender que PR é uma via de mão dupla. Ele exige informações, histórias e aprendizados que serão transformados em narrativas jornalísticas. Sem essa troca transparente, com o time de assessoria e os jornalistas, o resultado fica comprometido.
Por fim, é essencial reconhecer que PR não substitui vendas. Ele fortalece a autoridade, abre portas e facilita o processo comercial. Para aproveitar os esforços, então, a empresa precisa ter estrutura de vendas preparada para receber leads e transformá-los em clientes.
Contratar PR no momento certo é multiplicar resultados: acelerar o pipeline, atrair talentos e fortalecer a retenção de clientes. Antecipar o movimento pode gerar frustração; adiar demais pode significar perder oportunidades. O segredo está em reconhecer o timing da sua própria história e, quando estiver pronto, transformar essa história em reputação.

