A Cortex, empresa de inteligência artificial e big data para o Go to Market, está se preparando para liderar no Brasil a transição para as chamadas “Organizações Aumentadas”. Nesse novo modelo, humanos e agentes de IA não apenas coexistem, mas trabalham de forma sinérgica e complementar. Em vez do uso fragmentado da tecnologia, com cada profissional recorrendo individualmente a ferramentas como o ChatGPT, a Cortex aposta em fluxos de trabalho onde humanos e IA colaboram de forma contínua e natural.
O foco da empresa está na evolução de seus produtos e de sua plataforma para torná-los ainda mais “nativos em IA”, com 60% do orçamento de Tech e um time de 80 pessoas dedicado a essa missão. “Em uma abordagem AI-native, a IA não é um módulo separado ou uma camada adicional. Ela está entremeada em cada aspecto do produto, desde a arquitetura de dados até a lógica de negócios e a interface do usuário”, explica o co-CEO e fundador da Cortex, Leonardo Rangel.
“Estamos evoluindo nossos produtos para uma nova fase do mercado, em que humanos e agentes trabalham de forma coordenada desde a origem, com papéis e responsabilidades cada vez mais bem definidos”, completa a também co-CEO e fundador da empresa, Daniel Pires.
Com cerca de mil clientes, incluindo nomes como Danone, Grupo Boticário, Burger King, Flash e BIC, a Cortex vem apresentando crescimento consistente, com uma expansão anual de receita entre 20% e 30%. “A evolução dos produtos em direção a uma arquitetura ainda mais agêntica também deve ampliar o mercado endereçável da Cortex”, diz Pires.
Inovação agêntica impulsionando empresas
As soluções da Cortex mostram, na prática, como os agentes de IA estão transformando negócios, no modelo que a empresa chama de “Organizações Aumentadas”. Nesse contexto, os agentes deixam de apenas executar comandos e passam a assumir responsabilidades dentro das empresas, funcionando como verdadeiros colegas digitais, lado a lado com as pessoas.
“Um colega digital pode monitorar informações, tomar decisões dentro de critérios definidos e agir com autonomia em parte do trabalho — sempre com papel, contexto e limites claros, e sob supervisão humana. É a virada da era do ‘faça isso’ para o ‘cuide disso’: a IA deixa de apenas executar o que pedimos e passa a assumir uma responsabilidade”, explica Leonardo Rangel.
No setor do varejo, por exemplo, um agente atua como um verdadeiro especialista de expansão, indicando onde as redes devem abrir suas próximas lojas. Ele não apenas analisa dados, mapas e informações sociodemográficas, mas também é capaz de estimar o potencial de mercado por região, identificar locais ideais e até mesmo construir cenários e dossiês de expansão completos para a abertura de novos PDVs.
No mundo do B2B comercial, um orquestrador digital da geração de demanda constrói uma memória viva de cada conta, combinando fit, histórico de relacionamento, sinais de momento e interações recentes. A partir desse contexto rico, ele pode decidir quais contas devem ser trabalhadas, por quem e com qual objetivo, além de preparar relatórios personalizados para cada vendedor.
Já na indústria de bens de consumo, um colega digital mapeia o varejo brasileiro, ajudando a identificar oportunidades para ampliar a cobertura, além de up-sell e cross-sell. Ele não apenas estima a oportunidade em cada ponto de venda, mas também acompanha essa oportunidade até a execução no campo. Ele pode validar o potencial calculado, recomendar produtos e argumentos de venda, acompanhar a execução e até mesmo identificar gargalos na equipe de campo.
Por fim, nas áreas de comunicação e marketing, surge a figura de um analista digital de reputação. Ele monitora continuamente o ambiente de mídia, identifica temas que podem afetar a marca, investiga movimentos relevantes e mantém o time informado, em tempo real. Mais do que entregar dados, ele ajuda as equipes de Comunicação a entender rapidamente o que está acontecendo, por que isso importa e o que fazer a seguir.
Conforme mais organizações adotam essas soluções, estamos testemunhando uma transformação fundamental na forma como os negócios operam.
Tecnologia a serviço das pessoas
Essa mudança é o passo mais recente de uma transformação tecnológica que a Cortex vivencia desde a sua fundação. Primeiro veio a IA preditiva, que analisa dados e aponta o que provavelmente vai acontecer. Depois, a IA generativa, capaz de escrever, resumir e responder em linguagem natural. Em seguida, surgiram os copilotos, assistentes que ajudam em tarefas pontuais a partir de comandos. Agora, os agentes autônomos recebem um objetivo e executam os passos necessários para alcançá-lo. Os colegas digitais representam o estágio seguinte: passam a fazer parte da rotina da empresa com um papel próprio, não apenas uma tarefa a cumprir.
“O colega digital cuida de processos inteiros, fornece insights valiosos e libera as pessoas para focar em funções mais estratégicas e criativas”, comenta Daniel Pires. “Nas Organizações Aumentadas, o papel dos humanos é elevado. Ao delegar tarefas repetitivas e análises operacionais para os agentes, as pessoas têm mais espaço para exercer habilidades essencialmente humanas, como criatividade, empatia, relacionamento, julgamento ético e pensamento estratégico”, diz. A prova de que esse modelo está passando da teoria para a prática não fica só dentro da Cortex.

