Aproximar-se de investidores, conquistar clientes e abrir portas em novos mercados. Esses são alguns dos objetivos das startups brasileiras que participam do Web Summit Lisboa 2026, de 9 a 12 de novembro, em Portugal. A delegação liderada pelo Sebrae chega ao evento preparada para apresentar soluções e transformar conexões em oportunidades de negócios. Um dos principais encontros globais de tecnologia e inovação, o Web Summit Lisboa reúne empreendedores, investidores, grandes empresas e lideranças internacionais para discutir tendências que estão transformando a economia.
Neste ano, a programação destaca a inteligência artificial e a robótica, com a participação de quatro robôs humanoides e palestras de nomes como Mike Cannon-Brookes, cofundador e CEO da Atlassian, e Richard Socher, cofundador e CEO da Recursive e do You.com. De acordo com a head de Startups do Sebrae Nacional, Cristina Mieko, a capacidade de desenvolver soluções para contextos complexos é um dos diferenciais das empresas brasileiras.
“O Brasil possui competências relevantes em áreas como agronegócio, bioeconomia, energia, sustentabilidade, serviços financeiros, saúde, inteligência artificial e inclusão produtiva. Essas experiências podem ser apresentadas como diferenciais competitivos globais”, destaca a head de Startups do Sebrae Nacional, Cristina Mieko.
Para transformar essas competências em oportunidades no exterior, as startups também precisam conhecer os mercados em que pretendem atuar. Mieko alerta para o risco de uma abordagem excessivamente centrada no Brasil. “Elas devem demonstrar que compreendem o mercado internacional, os concorrentes, as particularidades regulatórias e as adaptações necessárias para atuar fora do país”, recomenda.

Preparação para competir no exterior
A preparação para o mercado internacional começou antes mesmo do embarque. Desde setembro, o Sebrae e a ApexBrasil preparam 100 startups selecionadas para a Missão Web Summit Lisboa 2026. Entre elas, 40 receberam apoio do Sebrae para custear passagens aéreas e seguro-viagem, conforme a classificação final da seletiva.
A delegação foi ampliada com empresas indicadas por ambientes de inovação parceiros e por unidades estaduais do Sebrae. Atualmente, 12 estados organizaram missões próprias para o evento. Somadas às diferentes frentes de mobilização, a expectativa é reunir cerca de 300 startups brasileiras em Lisboa.
Para Mieko, a preparação é parte essencial da experiência e pode ajudar as empresas a aproveitar melhor os contatos feitos durante o encontro. “Participar da Missão ao Web Summit Lisboa não significa apenas receber acesso ao evento. O diferencial está na preparação antes da viagem, no apoio durante a missão e no acompanhamento dos resultados após o retorno ao Brasil”, acrescenta.
Contatos que viram negócios
Em meio à disputa global por tecnologias, investimentos e novos mercados, a programação da missão foi estruturada para aproximar as startups de investidores, potenciais clientes, parceiros comerciais e representantes de ambientes de inovação.
Em 9 de novembro, as empresas participarão do Seminário de Internacionalização, seguido da abertura oficial do Web Summit. Nos dias seguintes, poderão acompanhar trilhas temáticas, participar de encontros e apresentar suas soluções no Pavilhão Brasil. A agenda inclui ainda, em 10 de novembro, o anúncio das startups selecionadas para o Ciclo 2027 do Programa de Incubação de Startups em Lisboa, iniciativa realizada em parceria com a ApexBrasil.