Ao utilizar este site, você concorda com a nossa política de privacidade e termos de uso.
Aceitar
starten.techstarten.techstarten.tech
Redimensionador de fontesAa
  • hubs
  • notícias
  • oportunidades
  • carreira
  • colunistas
  • artigos
Leitura: Quer construir um time forte? Pare de tentar controlar tudo
compartilhar
Redimensionador de fontesAa
starten.techstarten.tech
  • hubs
  • notícias
  • oportunidades
  • carreira
  • colunistas
  • artigos
pesquisar
  • quem somos
  • manifesto
  • contato
siga starten.tech>
2023 © starten.tech. Todos os direitos reservados.
starten.tech > notícias > artigos > Quer construir um time forte? Pare de tentar controlar tudo
artigos

Quer construir um time forte? Pare de tentar controlar tudo

Marina Vaz
Última atualização: 21/10/2026 14:51
Marina Vaz - CEO e fundadora da Scooto
compartilhar
compartilhar

Construir uma empresa exige capital, estratégia, produto e mercado. Mas existe um ativo que costuma ser mais difícil de construir e, principalmente, de preservar: um bom time.

Contratações erradas, alta rotatividade e dificuldade para encontrar profissionais alinhados à cultura estão entre os desafios mais comuns de empresas em crescimento. Mas existe um problema menos discutido nessa equação: a forma como as organizações reagem quando deixam de confiar nas próprias equipes.

Quando uma contratação dá errado, é comum que a resposta seja aumentar o controle. Surgem mais processos, mais aprovações, mais reuniões e mais mecanismos para acompanhar cada etapa do trabalho. A intenção é evitar que o problema se repita. Na prática, porém, pode nascer uma cultura baseada na desconfiança.

E desconfiança gera um ciclo difícil de interromper. O gestor fiscaliza mais porque não confia. O funcionário percebe a fiscalização e passa a ter menos autonomia. A falta de autonomia reduz o senso de responsabilidade e pertencimento. O gestor interpreta isso como falta de comprometimento e aumenta ainda mais o controle. No fim, a empresa não constrói um time mais eficiente. Constrói uma estrutura mais burocrática.

Esse problema se torna ainda mais evidente à medida que uma companhia cresce. No início, é possível acompanhar praticamente tudo de perto. O fundador conhece as pessoas, participa das decisões e tem uma visão ampla do que acontece na empresa. Conforme a organização aumenta, essa proximidade deixa de ser possível. É justamente nesse momento que muitas empresas tentam substituir proximidade por controle.

Mas nenhuma quantidade de dashboards, plataformas ou processos é capaz de devolver ao fundador a visão que ele tinha quando a empresa era pequena. O que precisa mudar não é a quantidade de mecanismos de acompanhamento, mas a relação de confiança com quem está dentro da organização. Isso começa na contratação.

Um processo seletivo não deveria servir apenas para verificar se um candidato possui as competências descritas em um currículo. Também deveria ser uma oportunidade para entender como aquela pessoa pensa, trabalha, toma decisões e se relaciona com os outros.

É uma lógica simples: antes de estabelecer uma relação de longo prazo, é preciso criar oportunidades para que os dois lados descubram se existe compatibilidade. Mas contratar bem é apenas o começo. Depois disso, é preciso permitir que as pessoas trabalhem.

Se uma empresa escolheu alguém, avaliou suas competências, alinhou expectativas e definiu as entregas, qual é o sentido de acompanhar cada movimento dessa pessoa? Três coisas motivam cada um a dar o seu melhor: valor, autonomia e propósito. O excesso de controle mina um pilar fundamental de forma que os outros pilares, valor e o propósito, por consequência enfraquecem. Ou seja, mesmo que o salário seja ótimo, e a pessoa esteja curando o câncer, o cansaço de ter que justificar cada passo vai lentamente expulsando bons talentos. . Isso não significa ausência de gestão. Significa trocar o controle sobre o processo pela responsabilidade sobre a entrega.

Existe uma diferença enorme entre dizer a alguém exatamente como executar uma tarefa e explicar qual resultado precisa ser alcançado. A primeira opção cria dependência. A segunda inspira. E inspiração é especialmente importante para empresas que dependem de criatividade, inovação e capacidade de adaptação. É difícil esperar que alguém entregue o seu melhor trabalho quando passa boa parte do tempo trabalhando para trabalhar.

Uma cultura saudável não é aquela em que ninguém é cobrado. É aquela em que as pessoas sabem onde a empresa quer chegar e entendem o seu papel nessa jornada. No fim, construir um time sólido e duradouro passa menos por encontrar uma fórmula perfeita de contratação ou demissão e mais por repensar a própria relação entre empresa e colaborador .

E isso vale pros 2 lados. Empresas precisam entender que bons profissionais não precisam apenas de salários e benefícios, mas também de autonomia e propósito na mesma proporção. E profissionais precisam entender que esperar que uma empresa tenha tudo definido, desenhado e receber tudo mastigado limita exponencialmente a sua capacidade de experimentar, de sugerir, de brilhar e de se auto-realizar. 

quando uma organização tenta controlar tudo para evitar que as pessoas errem, pode acabar criando exatamente o que mais queria evitar: profissionais menos engajados, menos criativos e menos dispostos a assumir responsabilidade e de brinde uma cadeia corporativa de terceirização de culpa

No longo prazo, confiança não é ausência de gestão. É uma das condições para que uma empresa consiga crescer sem transformar sua própria cultura em um obstáculo.

TAGS:opinião
Por Marina Vaz CEO e fundadora da Scooto
Marina Vaz é fundadora e CEO da Scooto, empresa referência em inteligência de relacionamento com o cliente e signatária do Pacto Global da ONU, premiada 2x pela APEX, reforçando seu compromisso com a equidade de gênero, o trabalho digno e o impacto social positivo. Empreendedora serial, foi reconhecida pela Forbes Mulher em 2024 e finalista do Startup Awards por três anos consecutivos. Iniciou sua trajetória à frente da Soulvox, startup acelerada pela Startup Farm, e também foi cofundadora da B2Mamy, comunidade que conecta mães empreendedoras ao ecossistema de inovação, da qual hoje é investidora anjo. Fundou em 2017 a Scooto e desde então lidera a estratégia de crescimento da empresa que hoje conta com mais de 200 operações, com mais de mil mulheres e mais de 100M de faturamento consolidando um modelo de negócios que combina excelência no atendimento, tecnologia e impacto social.
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

últimas notícias

Fenatran Terá Mais de 60 horas de Conteúdo sobre os Desafios do Transporte de Cargas
Tags: transporte
IA, deepfakes e bypass facial ampliam desafios para a segurança de aplicativos mobile
Tags: tecnologia
Elaboração de ficha técnica de alimentos é tema de capacitação do curso de Nutrição
Tags: educação
JETOUR Apresenta Novas Tecnologias e Recursos de Mobilidade Inteligente em Conferência Global na China
Tags: tecnologia
Laboratório da Unicamp aproxima pesquisa acadêmica de demandas da indústria farmacêutica
Tags: inovação

notícias relacionadas

artigos

Os dados estão mudando a forma de comprar carros

6 Min leitura
artigos

Como construir uma fintech do zero e chegar ao breakeven (sem inflar a operação)

4 Min leitura
artigos

Do retrovisor ao algoritmo: como a tecnologia está mudando o comportamento dos motoristas na indústria de base no país   

8 Min leitura
artigos

O Pix chegou à base da pirâmide. O crédito, não

4 Min leitura

editorial

starten.tech: jornalismo digital que traduz o dinamismo local para o contexto global de inovação, startups e tecnologia.

🏆vencedor do Brasil Publisher Awards 2024 na categoria “Melhor site de Tecnologia”.

sugira uma pauta

(51) 99990-3536
[email protected]

tags

agtech artigos carreira colunistas cursos editais edtech especial eventos femtech fintech foodtech geek govtech healthtech hubs lawtech legaltech logtech oportunidades Sem categoria tech vagas

cadastre-se

starten.techstarten.tech
siga starten.tech>
2024 © starten.tech. Todos os direitos reservados.
  • quem somos
  • contato
  • política de privacidade
  • termos de uso
Vá para versão mobile
Welcome Back!

Sign in to your account

Perdeu sua senha?