Em São João do Sul, no Extremo Sul catarinense, a marcação de consultas na rede pública de saúde deixou de exigir fila na porta da unidade e passou a ser feita pelo celular. Em um único dia de abertura da agenda, pouco mais de um mês após a implantação do sistema, os moradores fizeram 893 agendamentos pelo aplicativo Atende.Net entre 8h e 17h. O volume equivale a quase um agendamento para cada dez habitantes do município, que tem população estimada em 9.278 pessoas pelo IBGE.
Até então, a agenda de médicos e dentistas era liberada nos primeiros dias de cada mês e a marcação só podia ser feita presencialmente, na unidade de saúde. Com o tempo, as filas passaram a se formar cada vez mais cedo. “Precisar do serviço público de saúde e ter que enfrentar horas de fila para conseguir atendimento é muito desgastante. Com a tecnologia, evitamos que as pessoas tenham de madrugar na porta da unidade esperando para garantir seu atendimento”, afirma o secretário municipal de Administração e Finanças, Richard Quadros Magnus.
Em São João do Sul, a mudança foi feita em etapas ao longo do primeiro semestre. Primeiro, a prefeitura orientou a população a baixar o aplicativo. Depois, equipes das áreas de saúde e de tecnologia da informação montaram um mutirão de cadastro, com apoio das agentes comunitárias de saúde e de vídeos explicativos nas redes sociais. O agendamento on-line começou pela odontologia, entre o fim de junho e o início de julho, e foi ampliado em seguida para todas as consultas médicas e odontológicas das três unidades de saúde. O pico de 893 marcações ocorreu em 31 de julho, na abertura da agenda de agosto.
A adesão superou a expectativa da gestão. “Nós não imaginávamos que a resposta à ferramenta ia ser tão instantânea”, diz o secretário. Para Richard, o porte da cidade não justifica adiar a digitalização. “É um caminho sem volta, independente do tamanho do município. Traz conforto para a população, previsibilidade para os profissionais que estão na ponta e, para quem faz gestão, mais segurança para estimar despesas e pensar investimentos”.
Em municípios de até 10 mil habitantes, o uso de tecnologia na gestão pública ainda é menos frequente. Segundo a TIC Governo 2025, 22% das prefeituras desse porte usaram alguma ferramenta de inteligência artificial nos 12 meses anteriores à pesquisa, contra 85% das cidades com mais de 500 mil habitantes.
Sobre a IPM
Fundada em 1996, em Rio do Sul (SC), a IPM é uma empresa brasileira de tecnologia especializada em gestão pública. Com sede administrativa em Florianópolis e Centro de Tecnologia em Rio do Sul, desenvolve soluções integradas e 100% em nuvem para prefeituras e outros órgãos públicos.


