O patrocínio esportivo entrou em uma nova era de sofisticação, impulsionada pela tecnologia, pela fragmentação das plataformas e pela crescente pressão por resultados. Esse foi o ponto de partida da palestra “A nova era do patrocínio esportivo: usando IA para decifrar o valor real de inserções de marca”, apresentada por Felipe Bratfisch, CEO da Spons, AI-driven Sponsorship Consulting do ecossistema Biosphera.ntwk, durante o HackTown 2026. Pela segunda vez no evento, a Spons levou ao palco um debate sobre como dados e inteligência artificial podem transformar a maneira como marcas mensuram e otimizam seus investimentos no esporte.
Durante a apresentação, a Spons mostrou análises inéditas sobre a Copa do Mundo 2026, desenvolvidas a partir da leitura frame a frame das transmissões. O estudo avaliou a presença das marcas ao longo do torneio considerando diferentes formatos de exposição, emissoras, rodadas, posições na tela e contextos de jogo. A análise evidencia que a entrega de um patrocínio não depende apenas da presença contratual de uma marca, mas também de como essa exposição é construída visualmente pelas transmissões e percebida pelo público.
“Estamos saindo de uma lógica em que a visibilidade era estimada para entrar em uma era em que conseguimos entender, com muito mais precisão, a qualidade e o valor real de cada exposição. A pergunta deixa de ser apenas se a marca apareceu e passa a ser quanto apareceu, como apareceu, em que contexto e com qual eficiência”, afirma o CEO da Spons, Felipe Bratfisch.
Para a Spons, a participação no HackTown reforça uma mudança estrutural no mercado: o patrocínio esportivo precisa ser tratado como um ativo de mídia, com métricas concretas de entrega, eficiência e retorno. A empresa denomina esse movimento de “ROI de exposição”, defendendo uma abordagem que substitui estimativas por dados capazes de orientar decisões de investimento, negociação e otimização de propriedades esportivas.
Além do avanço da IA, Bratfisch destaca uma tendência complementar que deve ganhar força nos próximos anos: a busca por experiências presenciais mais autênticas em resposta à crescente digitalização. Para ele, o futuro das marcas não está na escolha entre tecnologia e presença física, mas na capacidade de utilizar dados e inovação para potencializar conexões humanas genuínas. “As marcas que vão liderar os próximos anos serão aquelas capazes de usar tecnologia como suporte para criar encontros reais, memoráveis e com significado no mundo físico”, conclui.


