A chegada da primavera, em 22 de setembro, costuma mudar a relação das pessoas com as cidades. Com temperaturas mais agradáveis e dias mais longos, parques, praças, ciclovias e áreas esportivas passam a receber maior movimento de quem caminha, corre, pedala, pratica esportes ou simplesmente busca momentos de lazer ao ar livre. O momento também coloca em evidência uma questão básica de infraestrutura urbana: as cidades estão preparadas para garantir acesso fácil, seguro e gratuito à água potável para quem ocupa esses espaços?
Embora muitos equipamentos públicos sejam planejados para circulação, esporte e convivência, o acesso à água ainda não está necessariamente incorporado a essa estrutura. Conforme a Icehot, empresa que atua com soluções de hidratação para espaços públicos, esse é um dos pontos que precisam ganhar atenção no planejamento das cidades. A questão, segundo a organização, está em garantir que o ponto de água esteja em um local adequado, seja acessível, tenha qualidade e permaneça funcionando ao longo do tempo.
“Hoje temos espaços públicos preparados para as pessoas circularem, praticarem esporte e terem lazer, mas muitas vezes esquecemos do mais básico, que é a água. Garantir acesso fácil, seguro e adequado à água para um grande número de pessoas ainda é um desafio para muitas cidades”, afirma o sócio-fundador da Icehot, Alex Sander da Rosa.
A demanda tende a ser mais evidente nos locais em que a permanência e a atividade física fazem parte da rotina, como parques, praças, ciclovias e áreas esportivas. O planejamento não deve considerar apenas o volume de circulação, segundo a empresa. Localização, tempo de permanência, prática de atividades físicas, facilidade de acesso, qualidade da água, acessibilidade, resistência dos equipamentos e manutenção são fatores que determinam se uma estrutura será efetivamente incorporada ao cotidiano da população.
Outro aspecto, segundo a Icehot, é a inclusão. Se a água é um serviço público, seu acesso precisa considerar diferentes perfis de usuários, incluindo crianças, idosos, cadeirantes e pessoas com diferentes necessidades. A experiência da empresa também aponta que a hidratação urbana ainda é percebida como um diferencial, tanto em grandes centros quanto em municípios do interior. O que muda entre as regiões é o contexto de uso, considerando fatores como clima, fluxo de pessoas e hábitos locais.
“A perspectiva é que o acesso gratuito à água deixe de ser visto como um elemento adicional e passe a integrar o conjunto de estruturas básicas esperadas em espaços públicos. Nesse sentido, a primavera pode servir como oportunidade para avaliar se os espaços públicos acompanham os novos hábitos de ocupação da população”, completa Alex Sander.
Sobre a Icehot
Fundada em 2018 em Bento Gonçalves, a Icehot é líder nacional em soluções de hidratação para espaços públicos. A empresa criou o conceito de estações de hidratação urbana no Brasil e atua com o propósito de promover saúde, bem-estar e sustentabilidade por meio do acesso gratuito à água de qualidade. Com presença em mais de 500 cidades, a Icehot é parceira das principais cooperativas de crédito e companhias de saneamento do país.


