O IEL Lab Saúde abriu inscrições para startups interessadas em desenvolver soluções para novos desafios da indústria da saúde, voltados à automação de processos, redução de erros operacionais e digitalização da produção. A participação das startups no processo seletivo é gratuita, as inscrições vão até o dia 14 de agosto e as selecionadas poderão contar com subsídio total ou parcial da Prova de Conceito (PoC), incentivando o processo inovador com menores custos e riscos.
A iniciativa, realizada pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi-RS), integrantes do Sistema FIERGS, possibilita às indústrias o acesso a soluções personalizadas, reduzindo tempo e custos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), além de estimular a criação de novas tecnologias e modelos de negócio na área da saúde. Informações e inscrições podem ser encontradas em https://www.ielrs.org.br/inovacao/iel-lab.
Participante da primeira chamada, realizada em outubro de 2025, a Lebon Farma ingressou no programa em busca de uma solução que possibilitasse o reingresso de um de seus produtos ao mercado. Com a equipe dedicada a outras demandas, a empresa encontrou no IEL Lab um caminho para tornar o projeto realidade. “Sem o apoio do IEL e do Sesi, provavelmente esse projeto ficaria engavetado por alguns anos. Tanto o incentivo financeiro quanto as conexões com o ecossistema de startups foram essenciais para o projeto sair da gaveta”, destaca o coordenador de Assuntos Regulatórios da empresa, Juliano Alves.
“A indústria conhece os desafios que enfrenta no dia a dia, enquanto startups têm conhecimento e capacidade para resolvê-los. O papel do IEL-RS é justamente criar essa conexão, aproximando esses atores para acelerar a inovação. Com o apoio do Sesi-RS, conseguimos transformar demandas reais da indústria da saúde em oportunidades de desenvolvimento, estimulando soluções que podem gerar impacto para todo o setor”, avalia o diretor de Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, Claudio Gastal.
Nesta edição, os desafios propostos pelas indústrias contemplam a automação de processos produtivos, a redução de erros operacionais e a digitalização de etapas de inspeção, permitindo que as startups resolvam essas demandas.
Para a CEO da startup santa-mariense Weecaps, Thaiane Marques, a aproximação com a indústria é um dos principais diferenciais do programa, já que exige escuta ativa, compartilhamento de conhecimento e construção conjunta das soluções. “Estar dentro da indústria faz toda a diferença. A convivência com a equipe permite compreender melhor os desafios reais, validar soluções com mais rapidez e evoluir a tecnologia de acordo com as necessidades do mercado. Essa troca constante torna o desenvolvimento muito mais eficiente”, afirma.
INDÚSTRIAS DE OUTROS RAMOS JÁ FORAM IMPACTADAS
O caminho de conexões do IEL Lab vai muito além da indústria da saúde, tendo aproximado empresas de diferentes segmentos, como o agro, alimentos e calçados. Uma das histórias de sucesso é a parceria firmada entre a Usaflex e a startup catarinense Nanovetores, resultando em um calçado cosmético, em que o forro do sapato é um “mini-hidratante” inteligente. Em vez de ser um tecido comum, ele é revestido com nanocápsulas – pequenas bolhas invisíveis que guardam ingredientes ativos. Ou seja, o calçado cuida da pele do usuário enquanto ele caminha, hidratando e perfumando seus pés.
Outro exemplo é o da Poker. Na edição de 2024, a empresa de materiais esportivos encontrou no programa a oportunidade de desenvolver um sistema capaz de captar dados detalhados sobre o desempenho de atletas, ampliando a capacidade de estudo e o aprimoramento de seus produtos.


