
Dados do relatório recente divulgado pela UNESCO revelam que 273 milhões de crianças no mundo estão fora da escola, e apenas dois em cada três estudantes concluem o ensino secundário. Isso significa que o problema de acesso e permanência ainda é muito grande. A UpMat Educacional, principal plataforma de competições acadêmicas da América Latina, nasce com a missão de ajudar a resolver este problema.
A startup é criadora e pioneira da categoria Olympics as a Service (OaaS) no país, modelo que permite que organizações públicas e privadas criem grandes competições educacionais sem que precisem desenvolver infraestrutura própria.
“Nós transformamos competições acadêmicas em jornadas completas, capazes de aumentar o engajamento dos estudantes, fortalecer o vínculo entre escola e família e gerar evidências concretas de aprendizagem para gestores educacionais. Historicamente, organizar uma competição nacional exigia estruturas complexas, equipes especializadas e altos custos operacionais. Nós simplificamos o processo com uma plataforma que automatiza etapas críticas, como inscrições, aplicação de provas, correção, classificação, premiação e geração de relatórios”, explica a CEO da UpMat, Cristina Diaz.
Junto com Cristina, que conta com mais de 15 anos de empreendedorismo na área educacional, a edtech foi fundada em 2018 também pelos professores Élio Mega, que foi cofundador da Etapa Educação, e Miguel Perez, que atuou por 15 anos como diretor da Santillana Brasil. Logo após, em 2025, contou com investimento da Potencia Ventures, que tem o compromisso de alavancar negócios com alto potencial de escala e transformação social. “Além do capital, a Potencia nos trouxe apoio estratégico para a profissionalização da operação, definição de prioridades de crescimento e ampliação da nossa capacidade de atender projetos de escala nacional. Esse movimento foi fundamental para posicionar a UpMat não apenas como organizadora de olimpíadas, mas como uma plataforma capaz de operar programas complexos para diferentes parceiros”, reforça Cristina.
Já para Itali Collini, liderança da Potencia Ventures no Brasil, o aporte e apoio estratégico para o crescimento da edtech não é só um compromisso de negócio, mas também social. “Nosso maior objetivo é atuar como investidores estratégicos em duas áreas essenciais para o desenvolvimento do país que são a educação e o futuro do trabalho. A UpMat resolve um dos maiores problemas da educação tradicional, que é a falta de interesse e o distanciamento das famílias, além disso ainda consegue gerar dados concretos de aprendizagem. Nosso papel na Potencia é ir muito além da alocação de capital, mas também fornecer o suporte em governança e rede de contatos necessários para que essa infraestrutura chegue a cada vez mais organizações públicas e privadas”, complementa Itali.
Inovação e Inteligência Artificial aplicadas à escala educacional
Atualmente, a UpMat atende cerca de 20 mil escolas brasileiras e engaja mais de 4 milhões de estudantes anualmente em todos os estados. Com inovação e tecnologia, a edtech apoia instituições para lançarem competições nacionais em meses, em vez de anos. Para garantir máxima eficiência, é aplicada Inteligência Artificial no recebimento das respostas, na correção das provas, atribuição de notas e até na identificação automática dos medalhistas de cada olimpíada.
“Enquanto grande parte das EdTechs foca exclusivamente na oferta de conteúdo, nosso diferencial é operar uma infraestrutura completa e altamente escalável para gerir programas educacionais de alcance nacional”, reforça a CEO.
Foi com esse DNA que a UpMat construiu seu maior marco até então: consolidar o Brasil como a maior operação mundial do Concurso Internacional Canguru de Matemática. Graças a essa credibilidade na execução, a plataforma passou a atrair e organizar outras gigantes do setor, como o Desafio Internacional Bebras de Pensamento Computacional, a OLITEF (Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira) e a ONEE (Olimpíada Nacional de Eficiência Energética).
Olhando para o futuro, a visão da UpMat, apoiada pela Potencia Ventures, é expandir a atuação para outros países da América Latina, ampliar as áreas do conhecimento oferecidas e utilizar inteligência artificial para personalizar jornadas de aprendizagem, gerando de aprendizado cada vez mais valiosas para as escolas. “Queremos também nos aproximar cada vez mais de empresas, fundações e órgãos públicos que queiram usar o SaaS como um poderoso instrumento de engajamento e impacto social”, finaliza Cristina.
Sobre a Potencia Ventures:
Fundada em 2002 por Kelly Michel, a Potencia Ventures é um grupo global pioneiro em investimento de impacto que investe em fundos de Venture Capital e startups early stage. Em 2005, a Potencia financiou a primeira aceleradora de impacto do Brasil, a Artemisia, em que Kelly foi cofundadora e permaneceu na operação até 2010, passando ao conselho desde então. Em 2009, a Potencia também catalisou o primeiro fundo de venture capital de impacto brasileiro, a Vox Capital, no qual Kelly também operou nos primeiros anos como co-fundadora.
Com enfoque em modelos de negócios que melhoram a vida de pessoas de baixa renda, a Potencia Ventures trabalha nos Estados Unidos e mercados emergentes da América Latina e Índia, identificando, executando e gerenciando investimentos nos setores de educação e empregabilidade. O grupo já conta com mais de 25 startups em seu portfólio e também investe em mais de 45 fundos ao redor do mundo.