Santa Catarina voltou a se destacar no Global Startup Ecosystem Index 2026, levantamento internacional elaborado pela StartupBlink em parceria com organizações como Crunchbase, Semrush, Start2 Group, MIT REAP e CIC. Florianópolis registrou o maior crescimento entre os dez principais ecossistemas de startups do Brasil, avançando 31 posições no ranking global e entrando pela primeira vez no top 250 mundial.
A Capital Nacional das Startups ocupa agora a 247ª posição global, mantendo ainda o 6º lugar nacional e o 14º na América do Sul. Segundo o levantamento, Florianópolis teve crescimento anual de 57,1%, o maior entre as principais cidades brasileiras listadas no estudo.
No cenário nacional, São Paulo (24º), Rio de Janeiro (138º), Curitiba (146º), Belo Horizonte (157º) e Porto Alegre (196º) ainda aparecem à frente de Florianópolis no ranking global de ecossistemas de startups, embora tenham registrado crescimento inferior ao da capital catarinense no levantamento de 2026.
Em comparação com outros municípios brasileiros, Florianópolis também se destaca pelo seu setor de tecnologia, que representa 25% do PIB local – a maior participação entre as capitais do país, segundo o Observatório de Inovação de Florianópolis, estudo realizado pela Rede de Inovação da cidade, projeto da Prefeitura em parceria com a ACATE. Além disso, a densidade de startups por habitante na capital catarinense chega a ser dez vezes maior do que a de São Paulo, conforme aponta levantamento da consultoria internacional Startup Genome.
O Brasil no ranking
O desempenho ocorre em um cenário de fortalecimento do ecossistema brasileiro de inovação. No ranking global de países da StartupBlink, o Brasil subiu uma posição e passou a ocupar o 26º lugar mundial em 2026, após três anos de estabilidade. Na América Latina e Caribe, o país lidera o ranking regional pelo sétimo ano consecutivo.
Segundo o relatório, o Brasil registrou crescimento anual de 17,7% no ecossistema de startups e passou a contar com 32 cidades entre as mil principais do mundo, liderando a América Latina no número de ecossistemas listados. Dessas cidades, 22 avançaram no ranking neste ano.
A StartupBlink destaca ainda que a estrutura dos ecossistemas brasileiros segue concentrada em diferentes níveis. São Paulo permanece como principal polo nacional e latino-americano, enquanto Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte formam um segundo grupo mais próximo. Florianópolis aparece ao lado de Porto Alegre entre os ecossistemas que lideram um terceiro bloco de cidades em expansão.
O relatório também aponta que o Brasil se destaca globalmente em segmentos como fintech, em que ocupa a 19ª posição mundial, e agtech, setor em que aparece em 13º lugar globalmente.
Crescimento catarinense ocorre além da capital
Outro destaque catarinense no ranking foi Chapecó, que subiu 402 posições no levantamento global e passou a ocupar a 845ª colocação mundial. O município entrou no top 45 da América do Sul e alcançou a 26ª posição nacional.
Blumenau também avançou no ranking, subindo seis posições e chegando ao 606º lugar global. Joinville, apesar da queda no levantamento deste ano, segue entre os dez principais ecossistemas brasileiros, ocupando a 10ª posição nacional.
Santa Catarina teve ainda cidades como Rio do Sul, Criciúma, Itajaí e Lages listadas no estudo internacional, reforçando a presença distribuída do estado no ecossistema brasileiro de inovação.
No relatório de 2026, Florianópolis é citada entre os principais destaques globais de crescimento na faixa entre as posições 201 e 1.000 do ranking. A StartupBlink também aponta que, enquanto São Paulo registra crescimento mais lento, cidades de outros portes avançam mais rapidamente e ajudam a impulsionar o Brasil no cenário global de inovação.
Ecossistema catarinense ganha reconhecimento internacional
O Gerente de inovação do Sebrae SC, Alexandre Souza, comenta que Santa Catarina é reconhecida nacionalmente pela densidade e pela qualidade do seu ecossistema, e é uma das principais portas de entrada para inovação no Brasil. “O avanço de Florianópolis no ranking internacional reflete um movimento que Santa Catarina vem construindo há anos, consolidando um ecossistema maduro e conectado. Entrar no top 250 global e registrar o maior crescimento entre os principais polos brasileiros mostra que a cidade conseguiu transformar a colaboração entre universidades, empreendedores, investidores e instituições de apoio em desenvolvimento consistente”.
Além de Florianópolis, as demais cidades catarinenses listadas no ranking contam com polos regionais de inovação conectados à ACATE, reforçando a presença distribuída do setor de tecnologia em diferentes regiões do estado.
O presidente da ACATE, Diego Ramos, afirma: “Os resultados mostram a consolidação de Santa Catarina como um ecossistema de inovação distribuído, com diferentes regiões desenvolvendo competências tecnológicas alinhadas às vocações econômicas locais. O avanço de Florianópolis e Chapecó reforça a maturidade do setor de tecnologia catarinense e sua relevância crescente no cenário internacional”.
O Global Startup Ecosystem Index é produzido pela StartupBlink desde 2017 e utiliza centenas de milhares de dados para avaliar ecossistemas de inovação em diferentes países. A edição de 2026 analisou 1.556 cidades em 100 países, considerando indicadores relacionados à quantidade e qualidade das startups, além do ambiente de negócios e das condições para o crescimento do setor.


