O Dia das Mães de 2026 deve movimentar não só o e-commerce, mas também o varejo físico no Brasil. É o que aponta o levantamento recente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), onde a opção será o principal meio de compra para 73,4% dos consumidores este ano.
Mas, com a alta concentração de pessoas nos pontos de venda, cresce também a complexidade da operação e a exposição a furtos oportunistas. “Para os varejistas, especialmente em lojas de grande circulação e categorias com alto giro, o cenário evidencia uma transformação estrutural, onde a prevenção de perdas deixou de ser reativa para mais tecnológica, preditiva e orientada por dados”, afirma Rodrigo Tessari, CEO da Deconve, startup especializada em prevenção de perdas no varejo físico.
Ainda segundo a pesquisa, entre os itens mais procurados estão cosméticos e perfumaria (23,9%), roupas (21,1%), calçados e bolsas (9,1%) e eletrodomésticos (8,3%), aumentando o movimento nestes centros comerciais e shopping centers, por exemplo.
“Por sorte, hoje conseguimos antecipar essas ocorrências com o uso de inteligência artificial, câmeras inteligentes e análise comportamental em tempo real”, destaca Tessari.
Como essa tecnologia tem funcionado?
Na prática, o avanço tecnológico tem substituído modelos tradicionais baseados apenas em vigilância passiva ou atuação após o prejuízo. Segundo o executivo, as câmeras inteligentes são integradas a um software capaz de realizar detecção e reconhecimento facial em tempo real.
“O sistema cruza imagens com uma base de dados colaborativa e gera alertas preventivos que passam por validação humana antes de chegar à loja, o que permite uma atuação antecipada e responsável, especialmente em datas como o Dia das Mães, quando o fluxo intenso dificulta o controle manual”, ressalta Rodrigo.
Outro diferencial está no uso de inteligência colaborativa entre unidades varejistas. A análise integrada de dados sobre tentativas recorrentes de furto permite fortalecer a prevenção em toda a operação, criando uma camada adicional de proteção em períodos sazonais, quando a dinâmica de consumo muda rapidamente. “Não se trata de vigiar pessoas, mas de prevenir perdas com responsabilidade, respeitando o cliente e apoiando a operação da loja”, reforça o CEO.
Com o aumento do fluxo e da relevância comercial da data, a combinação entre tecnologia e estratégia operacional se torna essencial para equilibrar segurança e experiência de compra. “O Dia das Mães é uma das datas mais importantes para o varejo no primeiro semestre. Garantir eficiência e reduzir perdas é fundamental para transformar esse potencial de consumo em resultado real para as empresas”, conclui.
Sobre a Deconve
A Deconve faz parte do Grupo OSTEC, atuando como o braço de segurança física do grupo especializado em cibersegurança. Fundada em Florianópolis (SC), a startup participou do programa de incubação MIDITEC, da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia). Com atuação nacional, a Deconve ajuda varejistas a reduzirem furtos e perdas por meio de uma tecnologia que une reconhecimento facial e inteligência artificial, buscando resultados concretos e com rápida implementação de uso acessível por lojistas.


