O movimento de retorno ao trabalho presencial tem ganhado força no Brasil e no exterior, com grandes empresas anunciando o fim ou a redução do trabalho remoto. Para o CEO da SOU, Fabio Junges, essa decisão não resolve, por si só, os principais desafios enfrentados pelas organizações. “Cultura não depende de endereço. Depende de clareza, liderança e um sistema de gestão bem desenhado”.
Segundo o executivo, o debate sobre modelos de trabalho ainda é frequentemente conduzido de forma simplista. “Não se trata de escolher entre escritório ou casa. A questão central é entender o que sustenta cultura e performance no século XXI”.
Dados recentes ajudam a contextualizar a discussão. Estudos conduzidos pela FEA-USP em parceria com a FIA indicam que mais de 90% dos profissionais em regime remoto ou híbrido percebem melhora na qualidade de vida, e a maioria avalia que sua produtividade se manteve ou aumentou. Já a terceira edição do Engaja S/A, pesquisa da Flash com a FGV, aponta que o modelo híbrido ou remoto é atualmente a prática de RH que mais engaja no país.
A SOU foi fundada em plena pandemia, já estruturada no modelo remoto. Desde o início, a operação foi desenhada com base em tecnologias em nuvem, integrando infraestrutura, colaboração e gestão de clientes e dados.
“Não foi improviso. Foi uma decisão estratégica. Quando cultura, metas e rituais são claros, a presença física deixa de ser o elemento central de conexão entre as pessoas”, destaca Junges.
Para o CEO, o modelo work from anywhere exige mais (e não menos) maturidade de gestão. “Ele demanda indicadores objetivos, metas bem definidas, rituais estruturados e confiança baseada em entrega. Em contrapartida, amplia o acesso a talentos, reduz barreiras geográficas e fortalece a diversidade”, afirma.
Além dos ganhos organizacionais, Junges chama atenção para o impacto humano do modelo. “Eliminar deslocamentos diários devolve tempo às pessoas. Isso impacta diretamente no engajamento, na retenção e na qualidade de vida”, diz.
Na avaliação do executivo, o debate sobre o futuro do trabalho não deveria ser ideológico, mas estratégico. “Empresas que conseguem estruturar bem o trabalho remoto demonstram algo essencial: confiança gera responsabilidade, autonomia bem aplicada gera eficiência e tecnologia bem implementada gera escala”.
Para Junges, o futuro do trabalho será híbrido em essência – não apenas no formato, mas na mentalidade. “O ambiente de trabalho deixou de ser um lugar fixo. Hoje ele é um sistema. E sistemas bem desenhados permitem que as pessoas performem na sua melhor versão”, conclui.
Sobre Fabio Junges
Fabio Junges é CEO da SOU, professor na USP, UFRGS e UNISINOS, empreendedor experiente e palestrante. Especialista em gestão e planejamento estratégico, finanças empresariais, liderança e times de alta performance, M&A e de Governança Corporativa, é ainda Doutor em Administração de Empresas pela UNISINOS, com MBA em Finanças Corporativas pela FGV, MBA em Macroeconomia e Portfólio Management.
Como palestrante, fala sobre Inteligência Artificial, Transformação Digital, Gestão & Cultura Corporativa e como empresas e pessoas podem se preparar para as constantes ondas de desenvolvimento da sociedade.
SOBRE A SOU
A SOU é uma empresa brasileira de tecnologia especializada em Managed Services, AI & Data e Cybersecurity. Com cinco anos de atuação, a companhia se posiciona como parceira estratégica para organizações que buscam acelerar sua jornada digital com segurança, eficiência e inovação.


