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Leitura: Por que a automação no Brasil virou um jogo para quem entende a complexidade local
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Por que a automação no Brasil virou um jogo para quem entende a complexidade local

da redação.
Última atualização: 13/03/2026 15:44
da redação.
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Em um ambiente marcado por alta carga regulatória e operações fragmentadas, plataformas brasileiras ganham espaço sobre players globais; movimento sustenta a expansão da catarinense Roboteasy, que projeta alta de 49% na receita em 2026.Foto: Divulgação.
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O mercado brasileiro de automação corporativa vive um momento de expansão acelerada. As projeções indicam que o segmento de automação de processos deve saltar de cerca de US$ 104,8 milhões em 2025 para US$ 863,5 milhões em 2033, com crescimento médio anual superior a 30%. Os números refletem uma busca crescente por eficiência operacional, redução de custos e escalabilidade. Mas, no Brasil, a discussão sobre automação vai além da adoção de tecnologia de ponta: o desafio é estrutural.

Um estudo global da IBM aponta que cerca de 70% das empresas ainda dependem de sistemas legados em suas operações principais. No Brasil, esse cenário é ainda mais evidente. Na base da Roboteasy, empresa catarinense especializada em automação corporativa, entre 91% e 95% dos clientes operam sobre sistemas legados, muitos deles ERPs nacionais ou versões altamente customizadas. Esse retrato ajuda a explicar por que a automação no país raramente começa com inteligência artificial sofisticada ou projetos disruptivos: ela nasce, na maior parte dos casos, de dores operacionais acumuladas ao longo de anos de customizações, integrações improvisadas e adaptações regulatórias.

A área fiscal costuma ser o ponto mais sensível. Conciliação manual de notas fiscais, divergências entre contábil e fiscal, baixa rastreabilidade e dependência de pessoas-chave são problemas recorrentes. No financeiro, a conciliação bancária manual, divergências entre faturamento e recebimento e processos repetitivos em contas a pagar e a receber travam a produtividade. Em grupos multi-CNPJ, a integração entre filiais e sistemas distintos amplia a complexidade.

Não por acaso, entre 93% e 98% dos projetos implementados pela Roboteasy exigem integração com sistemas fiscais brasileiros, como NF-e, CTe, SPED e DDA. É um dado que sintetiza a particularidade do ambiente corporativo local: automatizar no Brasil significa, antes de tudo, lidar com a complexidade tributária e regulatória.

Para o CEO da Roboteasy, Daniel Torres, plataformas globais enfrentam limitações nesse contexto. “Soluções globais normalmente são desenvolvidas para atender mercados com maior padronização regulatória, tributária e operacional. O Brasil, por outro lado, apresenta um ambiente bastante singular”, diz. “Muitas plataformas internacionais não nascem preparadas para lidar com esse nível de variabilidade e detalhamento local. Isso exige adaptações constantes, customizações adicionais e, em alguns casos, soluções complementares para garantir aderência total às exigências brasileiras”.

A dependência de sistemas antigos não é exclusividade brasileira. O que diferencia o país é o grau de customização e o peso das obrigações fiscais no dia a dia das empresas. Substituir esses sistemas de forma abrupta é arriscado e caro — a troca brusca de legados pode gerar interrupções operacionais relevantes. Na prática, isso cria um paradoxo: as empresas precisam automatizar para ganhar eficiência, mas não podem simplesmente descartar a infraestrutura existente. É nesse ponto que muitos projetos baseados em plataformas globais encontram barreiras.

O modelo de licenciamento em dólar também pesa, especialmente quando o cliente começa a escalar o número de automações. Em alguns casos, empresas que iniciaram a jornada com soluções internacionais migraram para plataformas brasileiras ao perceber que o custo crescia de forma exponencial ou que faltavam ferramentas de governança tática e estratégica das automações.

Há ainda um fator menos visível, mas decisivo: flexibilidade. Em operações com múltiplos CNPJs, integrações improvisadas ao longo dos anos e sistemas que não “conversam” entre si, a automação precisa ser adaptativa. Muitas vezes, é necessário integrar ERP, banco, sistema fiscal e planilhas paralelas em um mesmo fluxo.

Como fornecedores nacionais ganham espaço

É nesse terreno — menos glamouroso do que a inteligência artificial generativa, mas crítico para o funcionamento das empresas — que a automação no Brasil se diferencia. Antes de falar em inovação de fronteira, o mercado precisa resolver a equação da complexidade real. “A complexidade operacional brasileira é resultado de um conjunto de fatores estruturais que impactam diretamente a eficiência, os custos e a previsibilidade das empresas no país”, afirma o CEO da Roboteasy, Daniel Torres. “Entre os principais elementos estão a elevada carga tributária e a multiplicidade de obrigações acessórias, a burocracia regulatória, a constante atualização das normas fiscais e trabalhistas, além da forte judicialização das relações comerciais e corporativas”.

Segundo o executivo, esse cenário cria uma camada adicional de controles e retrabalho que não é comum em outros mercados. “Somam-se a isso a fragmentação tecnológica presente em muitas organizações, processos ainda pouco digitalizados e a necessidade frequente de adaptação a mudanças econômicas e regulatórias”, completa Daniel.

Na prática, o diferencial competitivo deixa de estar apenas na sofisticação tecnológica e passa a residir na capacidade de execução. Projetos considerados de baixa complexidade levam até dois meses para serem implantados, segundo a Roboteasy. Os de média complexidade variam entre três e cinco meses. Já iniciativas mais robustas, que envolvem múltiplas integrações fiscais e operacionais, podem levar de seis a oito meses.

A própria composição da base de clientes da Roboteasy ajuda a entender o movimento. Cerca de 52% estão na indústria, 23% em serviços e 17% no agronegócio — setores tradicionalmente pressionados por margens apertadas, alto volume transacional e forte carga regulatória. São ambientes nos quais eficiência operacional não é apenas vantagem competitiva, mas condição de sustentabilidade.

A resposta de fornecedores locais tem sido combinar tecnologia com aderência regulatória. “Trabalhamos justamente nessa interseção: usamos automação e inteligência artificial para simplificar a complexidade brasileira sem perder aderência regulatória, eficiência operacional e flexibilidade para cada cliente”, afirma Daniel Torres.

O avanço das soluções nacionais começa a aparecer nos números. Com forte presença em indústrias e operações de médio e grande porte, a Roboteasy projeta para 2026 um crescimento de 49% na receita e um salto de 233% no EBITDA. A expansão é atribuída à combinação de aumento da base de clientes, expansão em contas existentes e amadurecimento da plataforma.

Os indicadores refletem uma tese: quanto maior a complexidade operacional, maior a necessidade de soluções capazes de integrar sistemas heterogêneos, automatizar rotinas fiscais e financeiras críticas e oferecer governança sobre as automações implementadas. O movimento também aponta para uma possível mudança de posicionamento do Brasil no ecossistema global de tecnologia: para Daniel, a experiência acumulada em um dos ambientes regulatórios mais complexos do mundo pode se tornar ativo exportável.

“O Brasil tem potencial real para se consolidar como exportador de tecnologia de automação, especialmente para mercados que também enfrentam desafios operacionais relevantes, como países da América Latina e empresas de médio porte nos Estados Unidos”, afirma. “A própria complexidade do ambiente brasileiro acaba formando empresas de tecnologia mais preparadas para lidar com cenários dinâmicos e pouco padronizados”.

Segundo Daniel, competências como adaptação rápida, integração com sistemas heterogêneos e foco em eficiência operacional são diferenciais valorizados em qualquer mercado sob pressão por produtividade. “A evolução da automação inteligente e da inteligência artificial reduz barreiras geográficas, permitindo que soluções desenvolvidas no Brasil sejam aplicadas globalmente, desde que tenham boa arquitetura tecnológica e entendimento das especificidades locais”, conclui.

Sobre a Roboteasy

Fundada em 2019 em Joinville (SC), a Roboteasy é uma empresa de software especializada em automação de processos por meio de uma plataforma low-code que conecta sistemas, reduz retrabalho e traz previsibilidade operacional para empresas de médio e grande porte. Com mais de 90 clientes atendidos e 15 mil automações implementadas, a companhia já contribuiu para a redução de mais de 5,6 milhões de horas de trabalho e uma economia estimada superior a R$ 12,6 milhões, atendendo marcas como Krona, Britânia, Tirolez e Lepper. 

TAGS:tecnologia
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