Por muito tempo, o marketing funcionou em polos opostos: de um lado, branding para fortalecer a marca; do outro, performance para gerar vendas imediatas. Essa divisão, porém, não acompanha o comportamento do consumidor de hoje, e nem a complexidade dos canais digitais. Surge então o brandformance, abordagem que integra construção de reputação e resultados comerciais em uma única estratégia.
Essa mudança é impulsionada, principalmente, pela evolução do marketing de afiliados. Antes restritos ao last click, afiliados passaram a atuar em todo o funil: atraem novos públicos por meio de conteúdo e influência, criam conexões no meio da jornada e estimulam conversões qualificadas e recorrência na base. Isso faz do canal um ponto de encontro natural entre fortalecimento de marca e geração de vendas.
Integrar, e não escolher, tornou-se indispensável por três razões. Primeiro, confiança virou fator direto de compra: sem marca forte, performance custa mais caro. Segundo, campanhas focadas apenas em conversão perdem fôlego, criando picos sem sustentação. Por fim, o consumidor atual busca experiências, e é justamente a combinação entre diferenciação (branding) e escala (performance) que gera vantagem competitiva.
O avanço de dados, IA e novos modelos de atribuição tornou essa integração possível. Tecnologias de segmentação comportamental, parcerias mais qualificadas com publishers e estratégias de conteúdo com influenciadores de nicho conectam experiência, relevância e resultados de forma mais precisa.
No fim, brandformance não é moda — é maturidade. Marcas que ainda separam construção e conversão tendem a perder eficiência. As que integram conseguem crescer com mais consistência, reduzindo dependências táticas e fortalecendo a presença no longo prazo.

