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Leitura: Eras da inteligência artificial e o mundo phygital
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Eras da inteligência artificial e o mundo phygital

Nicolau Ramalho
Última atualização: 26/11/2025 10:01
Nicolau Ramalho - CCO da Noleak Defence e apresentador do @I.Agora-cast
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Kai-Fu Lee, ex-Google China, Ph.D. em I.A., cientista e empreendedor sobre o tema nos mostram que a I.A. moderna deve passar por quatro ondas de aplicações – já estamos na 2ª, pisando na 3ª. A primeira e que já estamos bem acostumados é a I.A. na Internet. Quando as recomendações do Youtube nos ajudam a aprofundar sobre um determinado tema de nosso interesse e fazem uma curadoria melhor do que se estivéssemos realizado a pesquisa, ou quando a Amazon nos indica aquele produto perfeito – do nada? – estamos vivenciando essa onda. Que por sinal, permeia nossas ações na internet há mais de 15 anos.

Chamo atenção para o tamanho dessa economia gerada pela primeira onda notando que empresas como Alibaba, Instagram, TikTok, a própria Amazon citada acima e outras atingiram proporções fenomenais baseadas exatamente nesta onda.

A segunda onda é a Inteligência Artificial nos negócios tradicionais. Seguradoras, por exemplo, que por séculos já fazem análise de dados para mitigar riscos, contam agora com I.A. identificando correlações de informações que não seriam possíveis através de regras criadas pelo homem. O mesmo já acontece na análise de crédito bancário ou diagnósticos de saúde, cruzando uma base de dados gigantesca em hospitais.

Qual a correlação entre o nível de bateria do celular de uma pessoa que está solicitando crédito em uma plataforma bancária on-line e o risco desse empréstimo? Nós nem pensaríamos em analisar essa variável, mas na China, algoritmos de I.A. que já processaram milhares de empréstimos conseguem ponderar até mesmo esse tipo de correlação e isso na aprovação de crédito do pleiteante.

Antes da I.A., todas as máquinas eram cegas e surdas. É claro, você conseguia tirar fotos, fazer vídeos, gravar áudios, mas esses eram apenas registros que somente os humanos conseguiam interpretar. Agora, através da Inteligência Artificial, a máquina é capaz de reconhecer objetos, seus significados e correlações entre eles da mesma forma como nosso cérebro consegue. A voz? Mais fácil ainda transformar as palavras em dados e colocar sentido (ou até uma programação completa) a partir de uma frase.

A terceira onda é exatamente sobre a expansão dessa percepção de máquina (I.A) sobre o ambiente humano, digitalizando o mundo através da proliferação de sensores e aparelhos inteligentes. Isso cria uma interseção entre o mundo físico em um mundo digital.

Já existem geladeiras inteligentes e cada vez estarão mais acessíveis, com capacidade de reconhecer seus hábitos de dieta, verificar a falta de um determinado item e fazer a sugestão de reabastecimento através da Alexa diretamente aos moradores da casa durante o café da manhã. Pela voz, podemos modificar alguns itens ou fazer a confirmação do pedido. Nesse caso, estamos no digital ou no físico? Sob minha ótica, a percepção de máquina com I.A. permite de fato a criação dessa interseção que pode ser conhecida como Figital (phygital).

Esses cenários imersivos digitais vão muito além de compras em supermercado. Essa mesma tecnologia de visão computacional, reconhecimento de voz e reconhecimento de padrões, pode ser aplicada na educação como um tutor de I.A. avançado. Ou seja, a percepção de I.A. pode identificar traços de autismo de forma precoce e já trabalhar da melhor forma a orientação educacional de maneira individualizada. O mesmo conceito se aplica tanto para a alta performance, indicando melhores formas de aprendizagem ou também em escolas, mapeando o nível de atenção de cada aluno.

E para onde vamos? A quarta onda é justamente a Inteligência Artificial Autônoma. Uma vez que a I.A. é capaz de movimentar um veículo, enxergar todas as nuances de uma cidade, receber e enviar informações de diversos aparelhos inteligentes em seu caminho e se comunicar com outros veículos e pessoas. Para isso, falta darmos à máquina o poder de decisão, para que quem sabe ela assuma a responsabilidade pelo nosso deslocamento em um ambiente urbano mais eficiente e seguro que o atual?

Mas calma, ainda estamos muito longe disso. Tão longe que nem me dou ao trabalho de aprofundar sobre a I.A. singular de fato. Diversas discussões filosóficas, jurídicas, e sociais ainda vão tomar lugar antes que a I.A. Autônoma possa de fato mostrar sua capacidade de forma prática entre nós. E ainda antes disso, existem barreiras acadêmicas sobre pesquisa e desenvolvimento da I.A. e pior, nada disso será possível sem saltos gigantescos de processamento de máquina e a invenção de inúmeras técnicas tão revolucionárias quanto o Aprendizado Profundo por Reforço (Deep Learning). Primeiro vamos ter um computador quântico para depois falar do risco da I.A. em nossa sociedade! Falo mais sobre isso em outro artigo que está por vir.

TAGS:inteligência artificial
Por Nicolau Ramalho CCO da Noleak Defence e apresentador do @I.Agora-cast
Co-founder e CCO (Chief Commercial Officer) da Noleak Defence, startup que leva Inteligência Artificial Autônoma, com capacidade cognitiva através de redes neurais e deep learning aplicado à visão computacional. Já foi executivo na área comercial de multinacionais como Prosegur (Segurpro), Indra (Minsait) e Hamburg Süd (Maersk). Na esfera acadêmica é Bacharel em Comércio Exterior pela Universidade de Fortaleza e complementou sua formação com o MBA em Gestão de Empresas pelo IBMEC. Também atua como consultor de startups e empresas que buscam inovação, transformação digital e disrupção de mercado. Além de promover palestras, cursos e conteúdos sobre o tema.
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