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		<title>Crise climática expõe desigualdades e reforça urgência da Agenda 2030, avalia secretário executivo da Comissão Nacional para os ODS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Dec 2025 15:38:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[tech]]></category>
		<category><![CDATA[especial]]></category>
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									<p>A implementação da Agenda 2030 no Brasil passa, necessariamente, pela escuta dos territórios, participação social e redução das desigualdades históricas que marcam o país. Essa é a avaliação do secretário executivo da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Lavito Bacarissa. Em passagem pelo Rio Grande do Sul, o gestor falou sobre o papel da comissão, os desafios da crise climática, a reconstrução do estado após as enchentes de 2024 e a importância de políticas públicas integradas para populações vulneráveis.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Segundo Bacarissa, a Pasta, que é vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da Repúbica, tem como missão reorganizar os espaços de participação social no governo federal, fortalecendo a democracia participativa. “A boa política pública não nasce apenas dentro dos gabinetes, ela nasce da escuta de quem vive a realidade local”. Para ele, governar com a população é essencial em um país marcado por profundas diferenças regionais. “O Brasil não é um só. São vários brasis, com realidades completamente distintas”, resume.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Nesse contexto, a Comissão Nacional para os ODS atua como um espaço paritário, reunindo governo e sociedade civil para fortalecer a governança da agenda de desenvolvimento sustentável no Brasil. Embora os ODS sejam um compromisso global, Bacarissa reforça que os resultados só se materializam na dimensão local.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- wp:pullquote {"fontSize":"medium"} --></p>
<figure class="wp-block-pullquote has-medium-font-size">
<blockquote>
<p>A Agenda 2030 só ganha sentido quando chega ao território, quando dialoga com quem sente, no dia a dia, os efeitos das desigualdades e da crise climática.</p>
<p><cite>Secretário executivo da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Lavito Bacarissa</cite></p>
</blockquote>
</figure>
<p><!-- /wp:pullquote --></p>
<p><!-- wp:heading {"level":3} --></p>
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Crise climática deixou de ser hipótese</strong></h3>
<p><!-- /wp:heading --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Ao abordar o cenário ambiental, o secretário é categórico ao afirmar que a crise climática deixou de ser uma hipótese futura e passou a fazer parte do cotidiano. Eventos extremos como as enchentes no Rio Grande do Sul, a seca histórica na Amazônia e as queimadas no Pantanal evidenciam o avanço de um cenário que impacta de forma desproporcional as populações mais vulneráveis. “Vivemos uma espécie de esquizofrenia climática, em que regiões historicamente alagadas enfrentam incêndios, enquanto outras sofrem com enchentes devastadoras”, afirma.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Para Bacarissa, esse contexto expõe o chamado racismo ambiental e climático, que afeta principalmente mulheres negras, populações ribeirinhas, periferias urbanas e comunidades rurais. “São essas populações que precisam estar no centro das políticas públicas”, defende.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
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<p><!-- /wp:image --></p>
<p><!-- wp:heading {"level":3} --></p>
<h3 class="wp-block-heading"><strong><br />COP30, Amazônia e protagonismo brasileiro</strong></h3>
<p><!-- /wp:heading --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Ao comentar a realização da COP30 no Brasil, com foco na Amazônia, Bacarissa avalia que a decisão teve um forte peso simbólico e político. Apesar das críticas, ele acredita que levar o debate climático para o coração da floresta ajudou a expor ao mundo não apenas a biodiversidade, mas também as vulnerabilidades sociais da região. “A Amazônia não é um cenário exótico. Ela é território, é gente, é desigualdade e também resistência”.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p>O secretário lembra que a COP30 é um processo histórico, iniciado em 1995, e que não poderia resolver sozinha os problemas globais. Ainda assim, aponta avanços importantes, especialmente no debate sobre financiamento climático. Para ele, é fundamental discutir novos instrumentos financeiros que respeitem a proporcionalidade entre Norte e Sul global. “Quem mais poluiu e quem mais se beneficiou historicamente precisa assumir uma responsabilidade maior”, defende.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- wp:heading {"level":3} --></p>
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Rio Grande do Sul: emergência, reconstrução e resiliência</strong></h3>
<p><!-- /wp:heading --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p>A visita ao Rio Grande do Sul, realizada na última semana, ocorreu em um contexto de reconstrução após a maior catástrofe climática da história do estado. Bacarissa destaca que, diante de tragédias dessa magnitude, a disputa política deve dar lugar à ação humanitária. “Não existe esquerda ou direita quando vidas estão em risco. Existe a urgência de cuidar das pessoas”.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Segundo ele, o governo federal atuou inicialmente na resposta emergencial e agora trabalha em um projeto de reconstrução de médio e longo prazo. A agenda dos ODS, nesse sentido, oferece diretrizes para pensar cidades mais resilientes, capazes de se adaptar às mudanças climáticas e reduzir os impactos de novos eventos extremos. “Não podemos esperar a próxima tragédia para agir. Precisamos colocar as soluções antes dos problemas”, alerta.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Nesse contexto, Bacarissa visitou cooperativas de catadores e catadoras em Canoas. Ele destaca que essa é uma política estratégica para o governo federal, com forte impacto ambiental, social e econômico. “Estamos falando de uma atividade que gera renda, promove inclusão social e contribui diretamente para a sustentabilidade”.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p> </p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>								</div>
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									<p>A visita revelou realidades distintas entre as cooperativas, algumas mais estruturadas e outras ainda em situação de grande vulnerabilidade. Para o secretário, o desafio é homogeneizar condições mínimas de funcionamento, respeitando as especificidades locais. Ele também defende uma maior integração das políticas públicas, levando serviços de saúde, assistência social e orientação jurídica até esses espaços. “Um dia de trabalho perdido representa um impacto enorme na renda dessas mulheres”.</p>
<p>Além disso, Bacarissa destaca a necessidade de revisar o sistema previdenciário para essa categoria e avançar em medidas de justiça tributária. Ele cita, como exemplo, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, medida que considera fundamental para reduzir desigualdades e fortalecer a economia popular.</p>
<h3 class="wp-block-heading"><strong>ODS como norte ético e científico</strong></h3>
<p>Para o secretário, a Agenda 2030 deve ser entendida como um grande pacto ético global, baseado nos direitos humanos e na ciência. Em um cenário de avanço do negacionismo, especialmente no debate climático, Bacarissa defende a retomada da racionalidade e do compromisso coletivo. “Direitos humanos não são o máximo, são o mínimo para que as pessoas vivam com dignidade”.</p>
<p>Ao final, ele deixa uma mensagem de união e cooperação entre governos, sociedade civil e iniciativa privada. “A agenda do desenvolvimento sustentável é um convite para que o Brasil se reencontre consigo mesmo, supere divisões e avance como uma sociedade comprometida com o futuro”, conclui.</p>								</div>
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		<title>TEA no Brasil: como a tecnologia pode potencializar o cuidado e as jornadas terapêuticas</title>
		<link>https://starten.tech/2025/11/23/tea-no-brasil-como-a-tecnologia-pode-potencializar-o-cuidado-e-as-jornadas-terapeuticas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2025 21:31:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[especial]]></category>
		<category><![CDATA[tech]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 2,4 milhões de brasileiros (cerca de 1,2% da população) foram identificados com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em um país onde a avaliação ainda é lenta, a comunicação entre equipes é fragmentada e a evolução terapêutica raramente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Segundo o Censo Demográfico de 2022 do <a href="https://www.ibge.gov.br/">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</a>, mais de 2,4 milhões de brasileiros (cerca de 1,2% da população) foram identificados com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em um país onde a avaliação ainda é lenta, a comunicação entre equipes é fragmentada e a evolução terapêutica raramente se transforma em dados rastreáveis, a tecnologia começa a ocupar um papel que antes parecia distante: tornar visível o que sempre foi difícil de medir. Transformar sensação em evidência. Expectativa em acompanhamento. E incerteza em clareza.</p>



<p>É nesse contexto que surgiu a <a href="https://neurosteps.com.br/">NeuroSteps</a>, uma plataforma que organiza dados, conecta equipes, famílias e escolas. O CEO, Ivan Junckes Filho, explica que a empresa surgiu a partir de uma dor concreta identificada no cotidiano de clínicas e operadoras: a falta de rastreabilidade, padronização e eficiência no acompanhamento terapêutico de crianças neurodivergentes, especialmente no TEA. “O setor enfrentava um cenário de custos crescentes, aumento expressivo dos diagnósticos e ausência de dados estruturados que permitissem avaliar, com precisão, a efetividade dos tratamentos”.</p>



<p>Diante desse cenário, e a partir da união entre conhecimento tecnológico, científico e clínico, Junckes Filho ressalta que a plataforma foi desenvolvida para enfrentar esses desafios de forma integrada, oferecendo maior transparência, evidências consistentes e eficiência real ao cuidado terapêutico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Jornada do paciente</strong></h3>



<p>A solução desenvolvida pela NeuroSteps permite monitorar toda a jornada do paciente porque integra, em um único ambiente, todas as etapas do cuidado: da avaliação inicial ao desfecho clínico. Na prática, isso significa que o processo começa com a aplicação de protocolos estruturados de avaliação que apoiam a definição do ponto de partida em relação ao tratamento do paciente.</p>



<p>Junckes Filho destaca que, a partir daí, o plano de tratamento do paciente é definido e registrado em sistema e cada intervenção terapêutica é registrada digitalmente, com métricas que mostram evolução, desempenho, metas alcançadas, habilidades adquiridas e necessidade de ajustes no plano. “Esses registros alimentam painéis analíticos que permitem acompanhar o progresso em tempo real, tanto pela equipe clínica quanto pelos gestores, operadoras e família”.</p>



<p>Com isso, a jornada deixa de ser fragmentada e passa a ser totalmente rastreável:<br>há indicadores de início, dados de acompanhamento, e um desfecho clínico mensurável, baseado em informações objetivas sobre o desenvolvimento do paciente. “Esse fluxo integrado traz clareza, transparência e eficiência para todos os envolvidos no cuidado”, conta Junckes Filho.</p>



<p>A NeuroSteps se diferencia por oferecer uma visão completa e integrada da jornada do paciente, permitindo que clínicas e operadoras tomem decisões baseadas em dados reais de evolução. “Enquanto outros sistemas focam apenas em prontuário ou gestão administrativa, a plataforma organiza avaliações, planos terapêuticos, evoluções e resultados clínicos em um único fluxo, trazendo transparência, padronização e eficiência operacional” avalia Junckes Filho. O CEO da empresa também afirma que, desta forma, é possível reduzir desperdícios, melhorar a qualidade do cuidado e gerar previsibilidade de resultados. “São fatores estratégicos para quem precisa gerir grandes redes e controlar custos sem perder desempenho assistencial”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Contexto e diagnóstico</strong></h3>



<p>O diagnóstico do TEA no Brasil ainda é um processo lento, pouco padronizado e que gera grande ansiedade para as famílias. Muitas avaliações dependem da interpretação individual do profissional, o que cria variações e dificulta o início rápido do cuidado. “Enxergamos esse cenário como um desafio estrutural, mas também como uma oportunidade para elevar o padrão de qualidade do país. A tecnologia pode apoiar esse processo organizando informações, estruturando protocolos padronizados e reduzindo a subjetividade na análise”.</p>



<p>Junckes Filho explica que as famílias de crianças neurodivergentes vivem uma jornada emocionalmente intensa, marcada por dúvidas, expectativas e a busca constante por dar o melhor suporte possível ao desenvolvimento dos filhos. “Entre tantos desafios do dia a dia, como conciliar terapias, escola, rotina e informações de diferentes profissionais, um dos pontos que mais gera ansiedade é justamente&nbsp;a dificuldade de acompanhar com clareza o desenvolvimento das habilidades da criança”.</p>



<p>Para o CEO da NeuroSteps, muitas famílias não sabem ao certo quais metas estão sendo trabalhadas, se há progresso real ou quando é necessário ajustar o plano. “A NeuroSteps, através do seu aplicativo, ajuda a transformar esse cenário ao oferecer uma visão objetiva e organizada da evolução, permitindo que pais e responsáveis visualizem ganhos concretos em áreas como comunicação, autonomia e interação social. Isso traz mais segurança, diminui incertezas e fortalece muito a relação entre família e equipe terapêutica”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/CEO-NeuroSteps_Ivan-Junckes-Filho-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-8666" srcset="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/CEO-NeuroSteps_Ivan-Junckes-Filho-1-1024x683.jpg 1024w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/CEO-NeuroSteps_Ivan-Junckes-Filho-1-300x200.jpg 300w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/CEO-NeuroSteps_Ivan-Junckes-Filho-1-768x512.jpg 768w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/CEO-NeuroSteps_Ivan-Junckes-Filho-1-330x220.jpg 330w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/CEO-NeuroSteps_Ivan-Junckes-Filho-1-420x280.jpg 420w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/CEO-NeuroSteps_Ivan-Junckes-Filho-1-615x410.jpg 615w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/CEO-NeuroSteps_Ivan-Junckes-Filho-1-860x573.jpg 860w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/CEO-NeuroSteps_Ivan-Junckes-Filho-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">CEO da NeuroSteps, Ivan Junckes Filho.</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Visão estratégica e de mercado</strong></h3>



<p>A NeuroSteps já atua em 12 estados e está em fase de expansão acelerada. Segundo Junckes Filho, a meta é alcançar presença em&nbsp;todos os estados do Brasil até o final de 2026, ampliando o acesso a uma jornada terapêutica mais organizada e baseada em dados. “Nos próximos três anos, buscamos atingir&nbsp;100 mil pacientes acompanhados pela plataforma e 100 operadoras de saúde parceiras, consolidando a NeuroSteps como principal referência de inovação no cuidado do TEA no Brasil”. Ele explica que o crescimento será impulsionado por parcerias estratégicas, fortalecimento da atuação com grandes redes e ampliação de soluções orientadas por dados e IA para melhorar a eficiência e o resultado clínico das equipes.</p>



<p>Neste sentido, a tecnologia terá um papel decisivo na coordenação dos cuidados terapêuticos nos próximos anos, especialmente porque o uso de dados será cada vez mais relevante para garantir decisões mais precisas e eficientes. “Com o volume crescente de informações clínicas e a complexidade das equipes multidisciplinares, soluções estruturadas serão essenciais para organizar, interpretar e transformar esses dados em ações práticas”, aponta o CEO da NeuroSteps.</p>



<p>Para Junckes Filho, a inteligência artificial tende a contribuir de forma significativa nesse processo, apoiando análises mais profundas, identificando padrões e até sugerindo ajustes nos planos terapêuticos com base na evolução do paciente. “Esse movimento permitirá um cuidado mais integrado, assertivo e previsível, beneficiando profissionais, gestores e famílias”, conclui.</p>
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		<title>uMov.me entra em novo ciclo de crescimento com foco em inteligência artificial e expansão nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Nov 2025 13:07:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[especial]]></category>
		<category><![CDATA[tech]]></category>
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					<description><![CDATA[Há 13 anos, a uMov.me nascia em Porto Alegre/RS com uma ideia ousada: transformar o modo como as empresas gerenciam suas equipes externas. Pioneira em mobilidade corporativa no Brasil, a empresa construiu uma plataforma que ajuda organizações a digitalizar processos, reduzir custos e aumentar a produtividade de times em campo. Agora, essa jornada ganha um [&#8230;]]]></description>
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<p>Há 13 anos, a <a href="https://www.umov.me/">uMov.me</a> nascia em Porto Alegre/RS com uma ideia ousada: transformar o modo como as empresas gerenciam suas equipes externas. Pioneira em mobilidade corporativa no Brasil, a empresa construiu uma plataforma que ajuda organizações a digitalizar processos, reduzir custos e aumentar a produtividade de times em campo. Agora, essa jornada ganha um novo e importante capítulo. Apostando em inteligência artificial (IA) e em um modelo de gestão orientado por dados, a uMov.me vive um momento de crescimento acelerado, com a chegada de novos clientes, expansão de mercado e consolidação nacional.</p>



<p>Segundo o CEO da uMov.me, Alexandre Trevisan, a empresa está passando por um novo ciclo de evolução. “A IA está redefinindo a forma como pensamos nossos produtos, tomamos decisões e geramos valor para os clientes. Mais do que incorporar tecnologia, estamos transformando o mindset da empresa, o que tem gerado resultados muito expressivos”.</p>



<p>A trajetória da uMov.me reflete a própria evolução da transformação digital no país. Fundada em 2011, a empresa se destacou ao criar uma plataforma no-code voltada à gestão de equipes em campo. A plataforma, que integra aplicativos, dashboards e recursos de gestão, logo se tornou referência em eficiência operacional. Desde então, mais de 35 mil projetos foram desenvolvidos, impulsionando resultados em diversos segmentos. Com o avanço da digitalização e a explosão de dados, Trevisan destaca que a uMov.me percebeu uma nova oportunidade: transformar toda essa informação em inteligência estratégica.</p>



<p>Foi aí que a IA entrou em cena, não apenas como uma ferramenta, mas como um eixo central do negócio. “Entendemos que a mobilidade era apenas a primeira etapa. Hoje, o que entregamos é inteligência aplicada. Nossos clientes não querem apenas registrar dados de campo. Eles querem entender o que esses dados significam, como podem reduzir desperdícios, prever demandas e tomar decisões mais rápidas e assertivas”, explica o executivo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/AdobeStock_629051922-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-8477" srcset="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/AdobeStock_629051922-1024x576.jpeg 1024w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/AdobeStock_629051922-300x169.jpeg 300w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/AdobeStock_629051922-768x432.jpeg 768w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/AdobeStock_629051922-860x484.jpeg 860w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/AdobeStock_629051922.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">No setor de entregas, solução da uMov.me utiliza IA para prever atrasos, ajustar rotas em tempo real e redistribuir tarefas conforme o comportamento do tráfego e da equipe.</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>IA como motor de eficiência e inovação</strong></h3>



<p>Nos últimos dois anos, a uMov.me investiu fortemente na integração de modelos de IA e machine learning à sua plataforma. O objetivo foi criar um ecossistema capaz de aprender com o comportamento das operações, gerar previsões e oferecer recomendações automáticas. Um dos setores que mais têm se beneficiado dessa evolução é o varejo. Segundo Trevisan, a IA permite cruzar dados de localização, estoque e vendas para otimizar rotas e prever reposições antes mesmo que o produto acabe na gôndola. “Isso aumenta a eficiência operacional e melhora a experiência do consumidor final”.</p>



<p>O mesmo vale para o setor de entregas, onde a IA tem sido usada para prever atrasos, ajustar rotas em tempo real e redistribuir tarefas conforme o comportamento do tráfego e da equipe. “Esses ajustes automáticos, baseados em dados, reduzem custos logísticos e elevam o nível de serviço ao cliente final. É eficiência aplicada, o que muda o jogo para empresas que operam em larga escala”, destaca o CEO da uMov.me.</p>



<p>Ele explica que a adoção da tecnologia trouxe ganhos internos. Processos que antes dependiam de análises manuais agora são automatizados, permitindo que os times dediquem mais tempo à inovação. “A IA nos ajuda a enxergar o que antes estava escondido nos dados. Ela revela oportunidades de melhoria e abre espaço para uma gestão mais estratégica e proativa”, reforça Trevisan.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-medium-font-size"><blockquote><p>A IA nos liberta do operacional e nos aproxima daquilo que realmente importa: pensar no futuro do cliente e desenhar soluções que façam diferença no dia a dia dele.</p><cite>CEO da uMov.me, Alexandre Trevisan.</cite></blockquote></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Resultados e novos clientes</strong></h3>



<p>A mudança de patamar da empresa pode ser medida nos resultados. No último ano, a uMov.me registrou crescimento expressivo de faturamento e conquistou contas estratégicas como Carrefour, Panvel e Correios, entre outras grandes marcas nacionais.</p>



<p>Segundo Trevisan, o diferencial está na combinação entre tecnologia e personalização. “Não vendemos um produto engessado. Criamos soluções adaptáveis à realidade de cada empresa, usando IA para capturar padrões e gerar insights relevantes. Isso nos permite entregar valor rapidamente e escalar sem perder a essência de proximidade com o cliente”.</p>



<p>O modelo de negócio também reforça a aposta em ecossistemas colaborativos. A uMov.me atua lado a lado com parceiros de tecnologia e inovação, integrando diferentes plataformas e APIs para ampliar o alcance de suas soluções. “A inovação não acontece sozinha. Ela surge do diálogo com clientes, startups e outros atores do mercado. Nosso papel é ser o elo que conecta tudo isso”, resume o CEO.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Cultura de dados e formação de talentos</strong></h3>



<p>Mas adotar IA em larga escala não é apenas uma questão tecnológica, envolve cultura e pessoas. Trevisan conta que a uMov.me investiu em capacitação interna e requalificação de equipes, criando uma cultura baseada em dados. “O nosso maior desafio foi mudar a mentalidade. Precisamos que todos na empresa, de desenvolvedores a gestores, entendam que dados são ativos estratégicos. A IA só faz sentido se as pessoas confiarem nela e souberem interpretá-la”, comenta Trevisan.</p>



<p>Para sustentar esse movimento, o CEO da uMov.me reforça que a empresa passou a investir na formação de talentos e em parcerias com universidades e hubs de inovação. “Queremos contribuir para preparar profissionais que saibam pensar tecnologia de forma aplicada, prática e ética. O futuro da IA depende de gente capaz de transformar algoritmos em impacto real”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O futuro</strong></h3>



<p>Com sede em Porto Alegre, a uMov.me inaugurou recentemente uma nova operação em São Paulo, ampliando sua presença junto a grandes empresas e fortalecendo a atuação nacional. A expansão faz parte de um plano estratégico que mira crescimento contínuo e novas soluções baseadas em IA. “São Paulo é um polo natural de inovação e negócios, e estar mais perto dos nossos clientes acelera tudo, das parcerias ao desenvolvimento. Mas seguimos com o coração no Sul, onde nasceu a nossa cultura de inovação”, afirma Trevisan.</p>



<p>O próximo passo envolve aprofundar o uso de IA generativa e análise preditiva dentro da plataforma, tornando as recomendações ainda mais automáticas e inteligentes. A ideia é que os gestores consigam, em poucos cliques, ter uma visão completa e preditiva de suas operações. “Nosso propósito é simples, mas ambicioso: ajudar empresas a operarem melhor, com mais inteligência e menos desperdício. A IA é o caminho natural para isso”, conclui Trevisan.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Sobre a uMov.me</strong></h3>



<p>Fundada em 2011, em Porto Alegre, a uMov.me é uma empresa de tecnologia especializada em soluções de mobilidade corporativa e automação de processos. Com presença nacional e clientes de diversos setores, a companhia desenvolve plataformas personalizadas para gestão de equipes externas, logística, vendas e serviços técnicos. Ao longo dos anos, já transformou milhares de operações em todo o país, combinando inovação, experiência e inteligência de dados.</p>
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		<title>O que a economia criativa do Vale do Silício ensina às empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[da redação.]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Nov 2025 21:21:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[tech]]></category>
		<category><![CDATA[especial]]></category>
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					<description><![CDATA[Por décadas, o Vale do Silício tem sido sinônimo de tecnologia, disrupção e startups bilionárias. Mas, nos últimos anos, um novo olhar sobre a região tem ganhado espaço: o de laboratório da economia criativa aplicada aos negócios, um modelo que combina design, empatia e tecnologia para gerar inovação com propósito. Segundo o Global Innovation Index [&#8230;]]]></description>
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<p>Por décadas, o Vale do Silício tem sido sinônimo de tecnologia, disrupção e startups bilionárias. Mas, nos últimos anos, um novo olhar sobre a região tem ganhado espaço: o de laboratório da economia criativa aplicada aos negócios, um modelo que combina design, empatia e tecnologia para gerar inovação com propósito.<br><br>Segundo o <a href="https://www.wipo.int/en/web/global-innovation-index/2025/index?gad_source=1&amp;gad_campaignid=23070234169&amp;gbraid=0AAAAABa-DTIUuiNrWxFlr857DxGAkIPXF&amp;gclid=CjwKCAiAwqHIBhAEEiwAx9cTefiQPQAx1a6T2D3IUNMM-YRCuqYjRZjWOSUIU9PQSgpY6U3lqqID9hoCc7wQAvD_BwE">Global Innovation Index 2025</a>, elaborado pela <a href="https://www.wipo.int/portal/en/">Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO)</a>, os Estados Unidos ocupam a 3ª posição global em inovação, atrás apenas da Suíça e da Suécia. Esse desempenho é sustentado por fatores como cultura empreendedora, investimento em pesquisa e desenvolvimento e colaboração entre empresas, universidades e criadores, que são pilares centrais da chamada economia criativa.<br><br>No Brasil, esse conceito também avança. De acordo com o mais recente mapeamento da Firjan, a indústria criativa já representa 3,59% do PIB nacional, movimentando R$ 393,3 bilhões em 2023. O setor reúne áreas como design, tecnologia, audiovisual, comunicação, moda e games e vem crescendo acima da média da economia formal.<br><br>Para Guilherme Ferreira, CEO da <a href="https://www.atom6studio.com/pt-br">Atomsix</a>, estúdio global de design e tecnologia com projetos para marcas como Google, Stanford e HP, o que o Vale do Silício tem a ensinar ao Brasil é justamente como transformar a criatividade em estrutura de inovação contínua. &#8220;A diferença está em tratar a criatividade como método, não como acaso. Inovar exige processo, escuta ativa e empatia com o usuário e é isso que falta em muitas empresas brasileiras&#8221;.<br><br>Ferreira explica que nos Estados Unidos, o modelo de design thinking (abordagem de inovação centrada no ser humano) se tornou parte da rotina empresarial. Essa visão ajudou empresas a desenvolver experiências digitais mais intuitivas e conectadas emocionalmente com o usuário. Um dos projetos desenvolvidos pela Atomsix aplicou princípios semelhantes em um projeto para o varejo: ao simplificar o fluxo de compra e usar dados para personalizar recomendações de produtos, a empresa aumentou em 40% a taxa de conversão e em 30% o tempo de permanência dos clientes no site. &#8220;Resolver o problema real do usuário e fazê-lo se sentir especial é o que cria lealdade. É o digital com alma de loja de bairro&#8221;.<br><br>Essa integração entre criatividade, dados e tecnologia está no centro da nova economia. A consultoria Accenture estima que, até 2026, empresas que adotarem inteligência artificial generativa devem crescer 2,4 vezes mais do que as concorrentes. A tecnologia, quando aliada à empatia e ao design, permite personalizar experiências, otimizar processos e escalar ideias criativas com impacto real.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="584" src="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/sede_atomsix-1024x584.jpg" alt="" class="wp-image-8392" srcset="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/sede_atomsix-1024x584.jpg 1024w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/sede_atomsix-300x171.jpg 300w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/sede_atomsix-768x438.jpg 768w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/sede_atomsix-860x490.jpg 860w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/11/sede_atomsix.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Atomsix desenvolve projetos para marcas como Google, Stanford e HP.</figcaption></figure>



<p><strong>O papel da economia criativa no futuro dos negócios</strong></p>



<p>Se no Vale do Silício a inovação aberta impulsionou um ecossistema de colaboração entre startups, universidades e grandes corporações, no Brasil esse modelo começa a ganhar força em polos criativos como Florianópolis, Recife e São Paulo. &#8220;A economia criativa é o ponto de encontro entre arte, tecnologia e estratégia. É o que dá identidade à inovação&#8221;, avalia o CEO.<br><br>Para ele, o maior desafio das empresas brasileiras é sistematizar a criatividade, transformando-a em uma vantagem competitiva contínua. Isso significa investir em times multidisciplinares, cultura de testes e na construção de experiências digitais acessíveis e personalizadas.<br><br>Com o avanço da inteligência artificial, da automação e das plataformas digitais, o próximo passo é unir criatividade e dados em escala. &#8220;A IA pode ajudar a desenhar interfaces e produtos em tempo real, mas é o olhar humano que garante que a experiência faça sentido. No fim, tecnologia sem sensibilidade é só código&#8221;, conclui.</p>



<p><strong>Sobre a Atomsix</strong></p>



<p>A Atomsix é um estúdio global de design e tecnologia com foco em inovação e excelência. Fundada em 2020, com sede em Orlando, nos Estados Unidos, e em Florianópolis (SC), a empresa reflete mais de duas décadas de experiência acumulada de seu fundador, Guilherme Ferreira, em projetos internacionais de destaque. Antes mesmo da criação da Atomsix, já liderava o desenvolvimento de soluções premiadas para empresas como Mercedes-Benz, Google e Microsoft, incluindo aplicativos reconhecidos como &#8220;App do Ano&#8221; pela Apple. Hoje, a Atomsix atende mais de 350 empresas em 23 países, oferecendo soluções digitais de ponta, como aplicativos mobile, plataformas web, websites e branding. Combinando criatividade, atenção aos detalhes e agilidade, a Atomsix traz o know-how do Vale do Silício para democratizar o acesso à inovação tecnológica no Brasil.</p>
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		<title>Da Terra à órbita: como a DE-CIX prepara a internet para o espaço</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2025 23:42:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[especial]]></category>
		<category><![CDATA[tech]]></category>
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					<description><![CDATA[Em 2025, mais de 5,5 bilhões de pessoas e 31 bilhões de dispositivos estão conectados à internet, com vídeos dominando o tráfego online e a inteligência artificial (IA) transformando o modo como buscamos informações. Nesse cenário de transformações, a alemã DE-CIX, maior operadora de Internet Exchange (IX) do mundo, destaca que o tráfego global continua [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 2025, mais de 5,5 bilhões de pessoas e 31 bilhões de dispositivos estão conectados à internet, com vídeos dominando o tráfego online e a inteligência artificial (IA) transformando o modo como buscamos informações. Nesse cenário de transformações, a alemã <a href="https://www.de-cix.net/">DE-CIX</a>, maior operadora de Internet Exchange (IX) do mundo, destaca que o tráfego global continua em expansão: só nos pontos de troca da empresa foram registrados 68 exabytes em 2024, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Em paralelo, a IA generativa altera a forma como buscamos informações, enquanto satélites em órbita baixa começam a oferecer conectividade para regiões remotas. E a DE-CIX dá um passo além, expandindo sua visão de interconexão além das fronteiras terrestres.&nbsp;<a href="http://www.space-ix.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Por meio da iniciativa Space-IX</a>, a&nbsp;empresa&nbsp;se prepara para esse futuro e projeta como seria o primeiro IX em órbita.</p>



<p>Assim como a empresa conecta mais de 4.000 redes em mais de 60 locais IX na Terra, a Space-IX pretende estender essa capacidade para constelações de satélites em órbita baixa da Terra (LEO) e outros ativos espaciais, permitindo que eles se interconectem entre si e com ecossistemas digitais terrestres. &#8220;Onde quer que as redes sejam criadas, deve haver interconexão&#8221;, afirma o CEO da DE-CIX, Ivo Ivanov.</p>



<p class="has-luminous-vivid-amber-color has-text-color has-link-color wp-elements-19ee2087e3ba5aa7334a684c7b29e3e0"><a href="https://starten.tech/2025/09/21/ai-ix-o-primeiro-internet-exchange-para-inteligencia-artificial-do-mundo/"><strong>LEIA MAIS: AI-IX: o primeiro Internet Exchange para inteligência artificial do mundo.</strong></a></p>



<p>O gerente de Desenvolvimento de Negócios do Sul da Europa, África e América Latina da DE-CIX, Darwin da Costa, explica que a estrutura aproveita a baixa latência dos satélites LEO (Órbita Terrestre Baixa) para oferecer suporte a aplicações sensíveis à latência, como computação em borda (edge computing) e entrega de banda larga em regiões remotas. “O Space-IX atuará como um IX especializado para operadores de satélites, plataformas em nuvem e provedores de conteúdo, criando uma espinha dorsal em órbita flexível, segura e escalável que reflete o sucesso dos IXs terrestres”.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-medium-font-size"><blockquote><p>Passamos 30 anos construindo a espinha dorsal da internet aqui na Terra. Agora, estamos levando esse mesmo modelo de interconexão neutro e de alto desempenho para a próxima camada da infraestrutura digital, acima das nuvens e para o espaço.</p><cite>CEO da DE-CIX, Ivo Ivanov.</cite></blockquote></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Pesquisa e desafios técnicos</strong></h3>



<p>Para transformar a ideia de um Space-IX em realidade, como parte do projeto <a href="https://connectivity.esa.int/projects/ofelias">Ofelias</a> da <a href="https://www.esa.int/">Agência Espacial Europeia</a>, a DE-CIX está colaborando com o <a href="https://www.dlr.de/en">Centro Aeroespacial Alemão (DLR)</a> para pesquisar soluções inovadoras para otimizar a comunicação com os satélites LEO. De acordo com Darwin da Costa, o projeto quer determinar como as informações e os dados podem ser transmitidos de forma mais confiável entre o espaço e a Terra usando links a laser. A iniciativa visa desenvolver, até julho de 2026, protocolos, algoritmos e procedimentos que otimizem de forma inteligente a utilização da rede entre estações terrestres e satélites, reduzindo assim os problemas causados pela turbulência atmosférica e pelo bloqueio de nuvens. “Embora os lasers permitam maior banda larga e taxas de dados mais altas, eles também são mais suscetíveis a nuvens, neblina e chuva do que as transmissões de rádio convencionais”, destaca o gerente de Desenvolvimento de Negócios do Sul da Europa, África e América Latina da DE-CIX.</p>



<p>Enquanto o Ofelias se concentra em otimizar o fluxo de dados entre satélites e estações terrestres, a iniciativa mais ampla Space-IX da DE-CIX explora como a infraestrutura espacial pode ser interconectada em escala, estabelecendo as bases para o primeiro ponto de troca de tráfego de internet em órbita do mundo. &#8220;À medida que os satélites se tornam parte da cadeia de suprimentos digital, seja fornecendo banda larga para comunidades carentes, impulsionando a IA para empresas ou possibilitando análises em órbita, precisamos de uma arquitetura que una o espaço e a Terra em um ecossistema integrado. Essa colaboração é o início da nossa resposta a esse desafio, acrescenta Ivanov.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Impactos econômicos e geopolíticos</strong></h3>



<p>Da banda larga global e IoT à detecção remota e IA, a economia espacial deve atingir US$ 1,8 trilhão até 2035. A DE-CIX vê uma necessidade urgente de garantir que as redes em órbita não evoluam isoladamente, mas sim se interconectem de forma inteligente com redes terrestres, provedores de conteúdo e plataformas em nuvem.</p>



<p>Setores como logística, defesa, agricultura e mobilidade, especialmente aqueles que operam em ambientes remotos ou mobile, serão os primeiros a se beneficiar. “O Space-IX permitirá a troca de dados em tempo real para sistemas autônomos, sensoriamento remoto e operações distribuídas”, ressalta Darwin da Costa.</p>



<p class="has-luminous-vivid-amber-color has-text-color has-link-color wp-elements-456f5f36c378cbda79716388bb5f2c47"><strong><a href="https://starten.tech/2025/09/21/space-ix-pode-ampliar-conectividade-em-regioes-remotas-do-brasil/">LEIA MAIS: Space-IX pode ampliar conectividade em regiões remotas do Brasil.</a></strong></p>



<p>Em termos geopolíticos, o Space-IX introduz novas dimensões à soberania digital, uma vez que surgirão questões em torno da jurisdição, governança de dados e controle da infraestrutura em órbita. “À medida que nações e corporações expandem suas presenças no espaço, o debate mudará das fronteiras terrestres para as orbitais, tornando a interconexão não apenas uma questão técnica, mas uma ferramenta estratégica”, prevê Darwin da Costa.</p>



<p>Com dimensões continentais e forte dependência de satélites para conectar áreas remotas, o Brasil é visto como beneficiário direto do Space-IX. A integração de redes LEO com IXs terrestres pode aumentar a velocidade, expandir banda larga em regiões isoladas e reforçar redes móveis por meio de backhaul via satélite (trecho da rede que conecta os sistemas de acesso ao núcleo da rede). A expectativa &nbsp;da DE-CIX é também fortalecer a resiliência em casos de desastres naturais e ampliar o acesso a serviços digitais de saúde e educação.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="675" src="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/DE-CIX_GERMANY_-_Switch_Rack_-6218137120-.original-edited.jpg" alt="" class="wp-image-7969" srcset="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/DE-CIX_GERMANY_-_Switch_Rack_-6218137120-.original-edited.jpg 1200w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/DE-CIX_GERMANY_-_Switch_Rack_-6218137120-.original-edited-300x169.jpg 300w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/DE-CIX_GERMANY_-_Switch_Rack_-6218137120-.original-edited-1024x576.jpg 1024w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/DE-CIX_GERMANY_-_Switch_Rack_-6218137120-.original-edited-768x432.jpg 768w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/DE-CIX_GERMANY_-_Switch_Rack_-6218137120-.original-edited-860x484.jpg 860w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption">Plataforma inclui roteamento multiagente proprietário, integração de GPU como serviço e preparação para o protocolo Ultra Ethernet. | Foto: Divulgação/DE-CIX.</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Inteligência artificial pressiona a rede</strong></h3>



<p>A popularização da IA generativa e a explosão de aplicações de inferência em tempo real como, por exemplo, robótica, sistemas autônomos e finanças, estão redesenhando a demanda por infraestrutura. O processamento distribuído exige latência ultrabaixa e largura de banda massiva. Para responder a essa pressão, a DE-CIX lançou o AI-IX, o primeiro Internet Exchange do mundo projetado para cargas de trabalho de inteligência artificial. A plataforma inclui roteamento multiagente proprietário, integração de GPU como serviço e preparação para o protocolo Ultra Ethernet, voltado ao treinamento distribuído de IA.</p>



<p>Se a internet do presente já depende de IXs para ser rápida, segura e escalável, a do futuro poderá depender de estruturas similares, só que em órbita. Como resume Ivanov: “O espaço está rapidamente se tornando a próxima fronteira digital”.</p>



<p class="has-luminous-vivid-amber-color has-text-color has-link-color wp-elements-8769987b5298873c00a4a4e2cbabfbfe"><strong><a href="https://starten.tech/2025/09/21/10-fatos-sobre-a-internet-em-2025/">LEIA MAIS: 10 fatos sobre a internet em 2025.</a></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Saiba mais</strong></h3>



<p>Fundada em 1995, a DE-CIX chega aos 30 anos com presença em mais de 60 locais na Europa, África, América do Norte e do Sul, Oriente Médio e Ásia. Hoje, acessível a partir de centros de dados em mais de 600 cidades em todo o mundo, a DE-CIX interliga milhares de operadores de rede (operadoras), provedores de serviços de Internet (ISPs), provedores de conteúdo e redes empresariais de mais de 100 países,&nbsp;oferece peering, conectividade em nuvem e IA, além de outros serviços de interconexão.</p>



<p>Além disso, a empresa é parte de um ecossistema de inovação que transformou Frankfurt em referência global. Um estudo do <a href="https://www.dstreamgroup.com">Dstream Group</a> mostrou que a cidade abriga uma densidade incomparável de infraestrutura de interconexão, sendo o DE-CIX Frankfurt o maior da Europa. São mais de 100 data centers e 20 IXs no município, somando quase 4 mil interconexões de rede em velocidades que superam 200 terabits por segundo.</p>



<p>A localização estratégica de Frankfurt, no coração da Europa, combinada com seu legado como centro financeiro, tornou o local um ímã para provedores de internet (ISPs), provedores de nuvem e empresas que buscam conectividade veloz e potente. A presença da DE-CIX impulsionou esse crescimento, transformando Frankfurt no epicentro da interconexão global.</p>
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		<title>Procempa, a ‘presença silenciosa’ que conecta Porto Alegre há 48 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Sep 2025 23:02:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[especial]]></category>
		<category><![CDATA[tech]]></category>
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					<description><![CDATA[Chamar a Samu, abrir uma empresa, emitir uma nota fiscal, matricular um filho na escola ou agendar uma consulta/exame. Seja através do cercamento eletrônico ou acompanhamento da frequência de alunos, a vida em Porto Alegre passa pelos mais de 250 sistemas desenvolvidos e mantidos pela Procempa. A empresa de tecnologia da capital gaúcha, que completou [&#8230;]]]></description>
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<p>Chamar a Samu, abrir uma empresa, emitir uma nota fiscal, matricular um filho na escola ou agendar uma consulta/exame. Seja através do cercamento eletrônico ou acompanhamento da frequência de alunos, a vida em Porto Alegre passa pelos mais de 250 sistemas desenvolvidos e mantidos pela <a href="https://prefeitura.poa.br/procempa">Procempa</a>. A empresa de tecnologia da capital gaúcha, que completou 48 anos no dia 9 de setembro, atravessou uma enchente histórica, resistiu a crises institucionais e segue quase imperceptível aos olhos da maioria da população. Porém, essa ‘presença silenciosa’ é essencial para conectar etapas fundamentais no dia a dia do porto alegrense.</p>



<p>A presidente da Procempa, Letícia Batistela, destaca que empresa responde por toda a infraestrutura tecnológica da prefeitura e está presente em diferentes momentos da rotina da capital. “Do nascimento ao fim da vida, a Procempa está presente em todas as jornadas do cidadão. É ela que garante o funcionamento do Samu, regula leitos hospitalares, processa notas fiscais, organiza matrículas escolares e gerencia o licenciamento de empresas”.</p>



<p class="has-luminous-vivid-amber-color has-text-color has-link-color wp-elements-05a1e217c03ceeb2e2e4e5760bbdbd8a"><a href="https://starten.tech/2025/09/14/inteligencia-artificial-na-pratica-como-a-procempa-aplica-tecnologia-em-saude-seguranca-e-gestao/"><strong>LEIA MAIS: Inteligência artificial na prática: como a Procempa aplica tecnologia em saúde, segurança e gestão.</strong></a></p>



<p>A Procempa também conecta serviços de telefonia da prefeitura e cuida da infraestrutura digital que mantém Porto Alegre funcionando. Essa rede envolve mais de mil quilômetros de fibra óptica e um sistema de videomonitoramento com mais de 1.900 câmeras distribuídas em escolas municipais, parques, praças, vias públicas, nos postos de saúde e prédios públicos, além de soluções de segurança, como o botão de pânico em escolas e unidades de saúde. Um emaranhado digital que garante agilidade ao serviço público e impacta mais de 1,3 milhão de pessoas todos os dias. Mas que, de modo geral, só é percebido quando falha. “É aquele trabalho que só aparece quando não funciona”, ressalta a gestora de Novos Negócios da Procempa, Liana Rigon.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="850" height="567" src="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/230103_CristineRochol_agendamento_SMS-32701.jpg" alt="" class="wp-image-7855" srcset="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/230103_CristineRochol_agendamento_SMS-32701.jpg 850w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/230103_CristineRochol_agendamento_SMS-32701-300x200.jpg 300w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/230103_CristineRochol_agendamento_SMS-32701-768x512.jpg 768w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/230103_CristineRochol_agendamento_SMS-32701-330x220.jpg 330w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/230103_CristineRochol_agendamento_SMS-32701-420x280.jpg 420w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/230103_CristineRochol_agendamento_SMS-32701-615x410.jpg 615w" sizes="auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px" /><figcaption class="wp-element-caption">Aplicativo 156+POA reúne informações e serviços públicos oferecidos pela prefeitura de Porto Alegre. | Foto: Cristine Rochol/PMPA.</figcaption></figure>



<p>Além disso, o <a href="https://prefeitura.poa.br/smtc/aplicativo-156poa">aplicativo 156+POA</a> reúne informações e serviços públicos oferecidos pela prefeitura como, por exemplo, a abertura de empresas, pedidos de medicamentos especiais e o agendamento das quadras esportivas do trecho 3 da Orla do Guaíba. Outro serviço no guarda-chuva da Procempa é o <a href="https://prefeitura.poa.br/procempa/projetos/complexo-regulador-da-saude">Complexo Regulador da Saúde</a>, responsável pela gestão automatizada do agendamento de consultas, ocupação de leitos e procedimentos de alta complexidade. A ferramenta utiliza três estruturas interconectadas: Gerint (avaliação de casos e alocação eficiente de pacientes), Gercon (gerenciamento de filas de espera e agendamento de consultas e exames) e Gerpac (otimização da autorização e pagamento de procedimentos de alta complexidade).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Resiliência em tempos de crise</strong></h3>



<p>A importância do papel da Procempa ficou ainda mais evidente durante a enchente que atingiu Porto Alegre em maio de 2024. A sede da empresa na avenida Ipiranga permaneceu alagada por 17 dias e a água atingiu 1,5 metro, impactando o data center secundário (DC2) e postos de trabalho. Com a sede da empresa afetada diretamente, a continuidade de sistemas críticos parecia ameaçada.</p>



<p>Porém, Letícia recorda que, mesmo com as inúmeras dificuldades, os serviços prestados pela companhia continuaram 100% ativos. Ela explica que a diretora técnica da Procempa, Débora Roesler, foi peça central na resposta da empresa durante a enchente, uma vez que ela foi realocada pelo prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, como coordenadora da Central de Abrigos, onde ficou responsável por 176 abrigos. “Tenho muito orgulho do trabalho que realizamos durante a enchente. Foi um esforço coletivo, apesar das condições adversas. As pessoas dormiram em barracas improvisadas, as equipes se revezaram para abastecer servidores manualmente e os times de suporte trabalharam noite e dia para garantir que sistemas como, por exemplo, o Samu, a nota fiscal eletrônica e a regulação de leitos não parassem”, ressalta a presidente da Procempa.</p>



<p>Para Letícia, a mobilização virou símbolo da resiliência institucional e reforçou a confiança da prefeitura no papel estratégico da Procempa.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Cultura e inovação aberta</strong></h3>



<p>A Procempa foi criada em 1977, na gestão Guilherme Socias Villela, originalmente, como um órgão de processamento de dados do governo de Porto Alegre e, com o passar dos anos, cresceu junto com as demandas da comunidade. De provedora de infraestrutura básica, tornou-se responsável pela digitalização de serviços, pela integração entre secretarias e pelo desenvolvimento de sistemas que hoje são referência nacional. Quase meio século depois de sua criação, a Procempa se consolidou como um dos principais hubs de inovação do setor público no Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="850" height="568" src="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/20241127_Cesar-Lopes_Sebastiao-Melo-1.jpeg" alt="" class="wp-image-7858" srcset="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/20241127_Cesar-Lopes_Sebastiao-Melo-1.jpeg 850w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/20241127_Cesar-Lopes_Sebastiao-Melo-1-300x200.jpeg 300w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/20241127_Cesar-Lopes_Sebastiao-Melo-1-768x513.jpeg 768w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/20241127_Cesar-Lopes_Sebastiao-Melo-1-330x220.jpeg 330w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/20241127_Cesar-Lopes_Sebastiao-Melo-1-420x280.jpeg 420w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/20241127_Cesar-Lopes_Sebastiao-Melo-1-615x410.jpeg 615w" sizes="auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px" /><figcaption class="wp-element-caption">Presidente da Procempa, Letícia Batistela. | Foto: Cesar Lopes / PMPA.</figcaption></figure>



<p>Se o legado garante solidez, a inovação dá novo fôlego. À frente da Procempa desde 2021, Letícia recorda que, até pouco tempo, a ideia de abrir a companhia para startups e programas de inovação era vista com resistência. A gestão, porém, apostou na mudança cultural: formou agentes internos de inovação, adotou o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp182.htm">Marco Legal de Startups</a> como referência e estruturou o <a href="https://procempaopenlab.com.br">Procempa OpenLab</a>, um programa de inovação aberta que conecta a instituição ao ecossistema de startups, universidades e parceiros estratégicos de todo o Brasil.</p>



<p class="has-luminous-vivid-amber-color has-text-color has-link-color wp-elements-479ffe99fff567183b9fd11cdcba037c"><strong><a href="https://starten.tech/2025/09/14/smartlab-e-openlab-consolidam-inovacao-na-procempa/">LEIA MAIS: SmartLab e OpenLab consolidam inovação na Procempa.</a></strong></p>



<p>A consolidação desse movimento ganhou forma física com a <a href="https://starten.tech/2025/09/02/procempa-fortalece-ecossistema-de-inovacao-de-porto-alegre-com-entrega-de-laboratorio/">inauguração, no dia 2 de setembro, do Procempa SmartLab, laboratório de inovação da companhia, localizado no térreo do Centro Administrativo Municipal Guilherme Socias Villela</a>, oferecendo um espaço físico de cocriação e colaboração para a comunidade.</p>



<p>Para a presidente da Procempa, mais do que mudanças em sistemas e processos, o desafio foi cultural. “No início, encontramos resistência ao falar de inovação aberta e de parcerias com startups. Mas, conseguimos virar essa chave mostrando que inovação não ameaça, ao contrário: fortalece a capacidade de entrega da Procempa”, aponta Letícia.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um projeto de cidade</strong></h3>



<p>A trajetória da Procempa mostra como empresas públicas podem se reinventar sem perder de vista a missão de impacto social. A visão é clara: cada solução tecnológica deve estar a serviço da população. “Não é um projeto de gestão, é um projeto de cidade”, destaca Letícia. A frase resume o espírito de uma companhia que, ao completar 48 anos, combina legado, resiliência e inovação para seguir firme com o propósito de usar a tecnologia para transformar a vida dos cidadãos de Porto Alegre.</p>
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		<title>Soberania dos dados entra no centro do debate sobre regulação do uso de inteligência artificial (IA) no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 15:28:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[especial]]></category>
		<category><![CDATA[tech]]></category>
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					<description><![CDATA[Na Câmara dos Deputados, a discussão sobre o Projeto de Lei (PL) 2.338/2023, que regulamenta o uso e o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) no Brasil, vem trazendo à tona um tema que vai além das questões jurídicas: a soberania dos dados e a infraestrutura tecnológica nacional. O tema foi pauta de audiência pública realizada [&#8230;]]]></description>
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<p>Na Câmara dos Deputados, a discussão sobre o <strong><a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233#:~:text=Projeto%20de%20Lei%20n%C2%B0%202338%2C%20de%202023&amp;text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20uso%20da%20Intelig%C3%AAncia%20Artificial.&amp;text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20uso%20da%20Intelig%C3%AAncia%20Artificial.,-Local%3A%20Plen%C3%A1rio%20do">Projeto de Lei (PL) 2.338/2023</a></strong>, que regulamenta o uso e o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) no Brasil, vem trazendo à tona um tema que vai além das questões jurídicas: a soberania dos dados e a infraestrutura tecnológica nacional. O tema foi pauta de audiência pública realizada recentemente e mostrou que, mais do que classificar sistemas de IA por níveis de risco, o país precisa definir se terá autonomia sobre seus próprios modelos, dados e equipamentos.</p>



<p>Para o diretor da <a href="https://www.widelabs.com.br/">WideLabs</a>, André Beck, empresa responsável pelo primeiro modelo de linguagem de grande porte (LLM) totalmente treinado no Brasil, essa é uma questão estratégica. “Não adianta falar de inteligência artificial sem olhar para onde os dados estão sendo processados, quem controla as máquinas e se essa informação permanece em território nacional. Isso é soberania”.</p>



<p>A WideLabs tem participado ativamente das discussões em Brasília, a convite da presidente da Comissão Especial sobre Inteligência Artificial (IA) da Câmara dos Deputados, a deputada Luísa Canziani (PSD/PR). Também mantém diálogo com o relator da proposta, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP/PB). Para Beck, a presença das empresas nesse debate é essencial. “É muito desafiador esperar que parlamentares que não são especialistas regulamentem sozinhos um tema tão complexo. A contribuição técnica do setor é indispensável”.</p>



<p>No debate do PL 2.338/2023, Beck aponta uma fragilidade central: a ausência de distinção entre os diferentes níveis de aplicação da IA. “O texto trata apenas de ‘sistemas de IA’, mas não diferencia o que é um modelo fundacional, o motor da IA ou uma aplicação final. Essa separação é fundamental para qualquer regulamentação efetiva”, avalia.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Concorrência global e geopolítica da IA</strong></h3>



<p>O diretor da WideLabs chama atenção para o cenário internacional, onde a concorrência é desleal. Nos Estados Unidos, por exemplo, as big techs têm atuado para flexibilizar ainda mais as regras de uso de IA, enquanto na Europa o <a href="https://artificialintelligenceact.eu/">AI Act</a> adota parâmetros mais restritivos. Na Ásia, a China consolidou sua liderança regional. “A América Latina é a última fronteira populacional relevante para IA. Se o Brasil não se posicionar rapidamente, perderemos espaço nesse tabuleiro”, alerta Beck. Para ele, a mão de obra brasileira é competitiva, mas o país ainda depende de LLMs americanos. “Com sua estrutura, território, mão de obra e energia, o Brasil tem potencial para ser um grande player de IA e precisa de um arcabouço legislativo que promova essa independência”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/MG_3813-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-7698" style="width:289px;height:auto" srcset="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/MG_3813-683x1024.jpg 683w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/MG_3813-200x300.jpg 200w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/MG_3813-768x1152.jpg 768w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/MG_3813.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">diretor da WideLabs, André Beck. | Foto: Divulgação.</figcaption></figure>
</div>


<p>O executivo entende que, além da regulação, a soberania em IA depende de bases concretas de infraestrutura. Neste sentido, o Brasil reúne condições únicas para disputar espaço nesse setor: energia em abundância, áreas para instalação de data centers e mão de obra qualificada. “Um data center pode não empregar muitas pessoas na operação, mas gera obras, tributos e, principalmente, garante que dados estratégicos fiquem no país. É um ativo fundamental”, defende Beck.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Oportunidade estratégica</strong></h3>



<p>A WideLabs tem buscado estruturar seu ecossistema por meio de parcerias com <a href="https://www.nvidia.com/pt-br/">NVIDIA</a>, <a href="https://www.oracle.com/br">Oracle</a> e <a href="https://ascenty.com">Ascenty</a>, garantindo treinamento de modelos em GPUs localizadas no Brasil e com uso de energia renovável. O mais recente passo foi o lançamento da plataforma <a href="https://www.widelabs.com.br/?lang=pt#amazonia360">Amazônia 360</a>, uma solução PaaS que amplia o acesso aos modelos da empresa com cobrança baseada em créditos, e não por número de usuários.</p>



<p>Para o executivo, a inteligência artificial marca a quarta grande revolução da humanidade, depois da agrícola, da industrial e da digital. E, diferente das anteriores, seu ritmo é exponencialmente acelerado. “O que acontece em um mês parece ter levado um ano. É uma corrida em que o Brasil tem tudo para ser protagonista, mas precisa agir com urgência”.</p>



<p>A próxima audiência pública da Comissão Especial sobre Inteligência Artificial (IA) da Câmara dos Deputados será realizada nesta terça-feira, 2, para discutir questões relacionadas a direitos autorais. A audiência será realizada a partir das 13h30, em plenário a ser definido.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="675" src="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/widelabs-edited.jpg" alt="" class="wp-image-7700" srcset="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/widelabs-edited.jpg 1200w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/widelabs-edited-300x169.jpg 300w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/widelabs-edited-1024x576.jpg 1024w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/widelabs-edited-768x432.jpg 768w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/09/widelabs-edited-860x484.jpg 860w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Da saúde ao primeiro LLM brasileiro</strong></h3>



<p>Fundada em 2020 por um físico e um médico, a WideLabs iniciou sua trajetória com foco em soluções de IA para a área da saúde. Um dos projetos mais conhecidos foi a criação de uma IA para pacientes com Alzheimer, proposta por Nelson Leoni (hoje CEO da empresa), que na época trabalhava na <a href="https://www.unicef.org/brazil/">Unicef</a>. O objetivo era desenvolver uma IA que não ‘alucinasse’, capaz de gravar e sintetizar as melhores histórias do paciente e familiares na voz do próprio paciente, organizando-as cronologicamente para criar uma biografia consultável. Essa IA visava retardar o avanço da doença através da terapia de reminiscência.</p>



<p>O projeto foi premiado com um leão de bronze no Festival de Cannes em 2023 na área de inovação. Após esse reconhecimento, a NVIDIA convidou a WideLabs para participar do programa <a href="https://www.nvidia.com/en-us/startups/">NVIDIA Inception</a>, um programa de aceleração de startups de IA que oferece apoio e créditos de máquinas.</p>



<p>A virada estratégica veio em 2024, quando a WideLabs decidiu pausar o desenvolvimento de soluções verticais para se dedicar integralmente à criação de modelos fundacionais de linguagem. Em julho daquele ano, durante a Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia, foi lançado o <a href="https://www.widelabs.com.br/?lang=en#amazonia">Amazônia IA</a>, primeiro LLM treinado 100% em solo brasileiro, com datasets em português e referências culturais locais. “Não existe hoje outro modelo que tenha sido treinado integralmente no Brasil, com dados daqui, por brasileiros e em máquinas localizadas no país. Isso nos dá uma independência tecnológica fundamental”, destacou Beck.</p>



<p>A WideLabs também consolidou sua relevância internacional pela via da inovação. Em 2024 e 2025, acumulou mais de 18 prêmios em festivais com projetos como o Baby Minder, que monitora bebês para prever distúrbios neurológicos, e o PainVisible, capaz de identificar dores em pacientes não verbais por câmeras térmicas, exemplificam como a empresa combina ciência, criatividade e impacto social. “Esses prêmios funcionam como a Fórmula 1 da IA. Eles nos puxam para a fronteira da inovação e depois aplicamos esse conhecimento em soluções reais para o mercado”, ressalta Beck.</p>



<p>Atualmente, a WideLabs possui uma família de 17 modelos em funcionamento, incluindo o Amazônia IA (o modelo grande), Harpia (modelo multimodal), Golia (multimodal pequeno com análise de sentimentos), e Guara (dedicado à transcrição de áudio com sensibilidade a sotaques e gírias regionais). A empresa ajusta e aprimora esses modelos para demandas específicas do mercado, o que é especialmente relevante para o setor público e setores regulados como, por exemplo, a <a href="https://dataprev.gov.br/">Dataprev</a> e o <a href="https://www.mprs.mp.br/">Ministério Público do Rio Grande do Sul</a>, que têm preocupação com dados sensíveis e a soberania da informação.</p>
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		<title>PL 2628: Big techs pressionam para excluir trechos de lei de proteção a crianças nas redes</title>
		<link>https://starten.tech/2025/08/18/pl-2628-big-techs-pressionam-para-excluir-trechos-de-lei-de-protecao-a-criancas-nas-redes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Pública]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 20:43:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[especial]]></category>
		<category><![CDATA[tech]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Laura Scofield &#124; Edição: Ed Wanderley. As big techs não querem ter que guardar dados de usuários ligados ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes para repassar às autoridades competentes. É o que revelam documentos, acessados pela&#160;Agência Pública,&#160;com sugestões das empresas ao projeto de lei 2.628/2022, que pode ser votado nesta semana [&#8230;]]]></description>
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<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://apublica.org/"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="169" height="42" src="https://starten.tech/wp-content/uploads/2024/11/selonovo.webp" alt="" class="wp-image-4557"/></a></figure>



<p><em>Por Laura Scofield | Edição: Ed Wanderley</em>.</p>



<p>As big techs não querem ter que guardar dados de usuários ligados ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes para repassar às autoridades competentes. É o que revelam documentos, acessados pela&nbsp;<strong>Agência Pública,</strong>&nbsp;com sugestões das empresas ao projeto de lei 2.628/2022, que pode ser votado nesta semana na Câmara dos Deputados. A proposta visa proteger crianças e adolescentes nas redes sociais e teve a tramitação acelerada após o vídeo do influenciador Felca dominar o debate público sobre adultização e sexualização deste público.</p>



<p>A reportagem acessou 25 notas técnicas com sugestões de contribuição ao projeto enviadas ao gabinete do relator, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-Pi). Os documentos são assinados por diversas organizações, como associações setoriais, membros da sociedade civil, advogados e frentes parlamentares.&nbsp;Entre os pedidos das gigantes de tecnologia está a exclusão integral do artigo que aborda as obrigações das empresas na retenção de dados de conteúdos abusivos —&nbsp; o que não foi acatado.</p>



<p>Uma das notas técnicas com sugestões para o projeto foi elaborada pelo Conselho Digital, associação de lobby das empresas de tecnologia que tem como membros Google, Meta, TikTok, Kwai e Discord.&nbsp;O documento foi produzido em março de 2024, quando a proposta ainda tramitava na Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD) do Senado Federal. Ele foi reenviado ao gabinete do relator do projeto na Câmara, e analisado pela equipe técnica, de acordo com&nbsp;<a href="https://apublica.us8.list-manage.com/track/click?u=47bdda836f3b890e13c9f416d&amp;id=bb57a84cbb&amp;e=6aa82ca59b" rel="noreferrer noopener" target="_blank">relatório</a>&nbsp;publicado em 12 de agosto.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que isso importa?</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Documentos comprovam o movimento de gigantes da tecnologia para influenciar na confecção de leis e garantir que menos obrigações recaiam sobre as big techs quanto a abusos veiculados em suas redes sociais.</li>
</ul>



<p>O texto pede a exclusão do artigo que afirma que &#8220;os provedores e fornecedores deverão reter&#8221; dados sobre os conteúdos de exploração e abuso sexual infantil e sobre o usuário &#8220;responsável pelo conteúdo&#8221;. A obrigação está ligada a outra demanda, de que as empresas produzam &#8220;relatórios de notificação de conteúdo de exploração e abuso sexual infantil&#8221; a serem &#8220;enviados à autoridade competente&#8221;. O Conselho Digital argumentou que &#8220;é crime &#8216;adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente'&#8221;.</p>



<p>&#8220;Não é ilegal armazenar conteúdo se existe um salvoconduto da própria legislação&#8221;, rebate a advogada especialista em direito penal e criminologia Graziela Jurça Fanti. Ela defende que guardar esses dados seria uma forma de proteger e acolher as vítimas, ao mostrar que &#8220;estamos nos mobilizando coletivamente para que nenhuma outra criança passe por aquilo&#8221;.&nbsp;&#8220;Quando a gente está apagando as provas, a gente também está apagando a possibilidade de a justiça acontecer. E não dá para focar só no agressor, no pedófilo, no aliciador, no abusador&#8221;, complementou.</p>



<p>O artigo foi mantido no PL 2.628/22 pelo relator, com a inclusão de um prazo específico para a obrigatoriedade de manutenção dos conteúdos: seis meses, com possibilidade de que as autoridades requeiram a guarda desses registros por prazo superior, em acordo com o Marco Civil da Internet. A equipe de Alencar afirmou à reportagem que compreende que a retenção desses dados requer medidas adicionais que geram custos financeiros às empresas, mas que entende que a medida seria necessária.</p>



<p>A previsão é que a tramitação em urgência do projeto seja aprovada na terça-feira (19), e o projeto seja avaliado na quarta-feira (20), após a realização de uma sessão da comissão especial no plenário da Casa.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2025/08/Foto1_PL-2628-Big-techs-pressionam-para-excluir-trechos-de-lei-de-protecao-a-criancas-nas-redes.jpg?resize=640%2C427&amp;ssl=1" alt="Relator do PL 2628/22, o deputado Jadyel Alencar"/><figcaption class="wp-element-caption">Relator do PL 2628/22, o deputado Jadyel Alencar recebeu 25 notas técnicas de entidades interessadas em alterar os artigos do projeto, incluindo empresas de tecnologia. Foto:  Edilson Rodrigues/Agência Senado.</figcaption></figure>
</div>


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Big techs pedem &#8220;equilíbrio&#8221; para que proteção infantil não comprometa &#8220;interesses comerciais&#8221;</strong></h3>



<p>Questionado sobre o posicionamento das empresas em defender que dados de usuários ligados a abuso sexual de crianças e adolescentes não sejam mantidos pelas plataformas, o Conselho Digital não respondeu e disse apenas que &#8220;tem participado de Audiências Públicas no Congresso Nacional e se manifestou por meio de Nota Técnica, disponível de forma pública em nosso&nbsp;<a href="https://apublica.us8.list-manage.com/track/click?u=47bdda836f3b890e13c9f416d&amp;id=67b62e34a2&amp;e=6aa82ca59b" rel="noreferrer noopener" target="_blank">site</a>&#8220;.</p>



<p>Já o Google disse que &#8220;a segurança on-line de crianças e adolescentes é uma prioridade&#8221;. &#8220;Participamos ativamente do debate público para a construção de políticas eficazes e, como parte desse processo, colaboramos com legisladores e com a sociedade civil de forma transparente por diversos meios, incluindo audiências públicas, grupos de trabalho e compartilhamento de documentos contendo informações técnicas e experiências internacionais&#8221;, afirmou a empresa em nota enviada à reportagem.</p>



<p>Na nota técnica,&nbsp;a associação que faz lobby para as big techs alega que as sugestões feitas para o projeto de lei que visa a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais seriam motivadas, por exemplo, pela &#8220;necessidade de equilibrar a proteção dos menores com os direitos dos usuários e os interesses comerciais dos fornecedores de serviços&#8221;.&nbsp;A entidade vai além e opina ainda que a legislação brasileira não deveria &#8220;impor barreiras desproporcionais ao acesso e à inovação digital&#8221;.</p>



<p>Especialistas ouvidos pela&nbsp;<strong>Pública&nbsp;</strong>defendem que o PL 2.628/22 é maduro e já estaria &#8220;mais avançado&#8221;. &#8220;Ele traz uma série de avanços para a proteção de crianças e adolescentes&#8221;, afirmou Emanuella Halfeld, analista de Relações Governamentais do Instituto Alana, organização que atua para garantir condições para o desenvolvimento integral da infância. Ela defende que as redes devem ser responsabilizadas &#8220;quando os sistemas algorítmicos apoiam na perpetração de violências&#8221;.</p>



<p>Ainda assim, a extrema direita tem tentado emplacar a falsa narrativa de que o texto pode gerar censura, e o PL e o Novo já sinalizaram que pretendem obstruir projetos contra a &#8220;adultização&#8221; se considerarem que existe esse risco. Os partidos, no entanto, foram responsáveis por 10 das 15 emendas aceitas pelo relator na confecção do PL 2.628/22.<a href="https://apublica.us8.list-manage.com/track/click?u=47bdda836f3b890e13c9f416d&amp;id=4f891cd740&amp;e=6aa82ca59b" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Google reforçou questionamentos ao PL 2.628</strong></h3>



<p>Outro documento enviado ao gabinete de Jadyel Alencar acessado pela&nbsp;<strong>Pública&nbsp;</strong>repete o receio das empresas de tecnologia com a obrigação de guardar dados sobre conteúdo de abuso sexual infantil para subsidiar as autoridades. O documento é apócrifo, ou seja, sem identificação de autoria, mas a reportagem apurou que o texto foi enviado pela Google.</p>



<p>A empresa questionou o artigo que impõe a obrigação sob o argumento de que ele não estaria detalhado o suficiente e poderia &#8220;abrir espaço para: envio de informações de forma inadequada ou insegura; sobreposição ou duplicação de notificações, que compromete a triagem eficiente; [e] risco de responsabilização das plataformas por denúncias não qualificadas, em contextos sem respaldo jurídico claro&#8221;.</p>



<p>A plataforma argumenta que o modelo proposto pelo artigo não estaria de acordo com as práticas internacionais e tenta terceirizar a responsabilidade, sugerindo &#8220;que a notificação seja feita preferencialmente por meio de entidades certificadas e especializadas, com competência técnica para tirar, documentar e encaminhar os casos às autoridades competentes&#8221;. A nota técnica foi produzida em maio de 2025.</p>



<p>O advogado e coordenador-adjunto do Observatório Nacional de Cibersegurança, Inteligência Artificial e Proteção de Dados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Fabrício da Mota Alves, avalia que os argumentos das empresas têm &#8220;risco de serem fragilizados no debate legislativo e em casos de enfrentamento judicial posterior&#8221;, pois a Constituição Brasileira estabelece que é &#8220;dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade&#8221;. &#8220;Existe o direito à proteção de dados e o direito à privacidade, mas há que se equacionar uma relativização em benefício de algum lado. E a Constituição já está dizendo, se for relativizar, esse lado tem que ser o lado da criança e do adolescente&#8221;, lembra.<a href="https://apublica.us8.list-manage.com/track/click?u=47bdda836f3b890e13c9f416d&amp;id=5bf2ddde84&amp;e=6aa82ca59b" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Prazo para armazenamento de provas não é consenso</strong></h3>



<p>Enquanto a necessidade de retenção de provas de autoria de conteúdos abusivos é uma necessidade validada por especialistas ouvidos pela&nbsp;<strong>Pública</strong>, o prazo proposto no projeto ainda não tem a mesma recepção.</p>



<p>De acordo com Fabrício da Mota Alves, a solução encontrada pela relatoria, de determinar um prazo de seis meses para a retenção desses dados, seria positiva: &#8220;Se você não define um tempo, você cria um armazenamento infinito. Isso é incompatível com a proteção de dados&#8221;, explica.</p>



<p>Graziela Jurça Fanti, por outro lado, alerta que o prazo é curto: &#8220;O judiciário é extremamente moroso, infelizmente essa é uma realidade no Brasil inteiro, há raras exceções à regra, e seis meses pode vir a ser um tempo bastante ínfimo para preservar e, principalmente, para conseguir investigar&#8221;.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2025/08/Foto2_PL-2628-Big-techs-pressionam-para-excluir-trechos-de-lei-de-protecao-a-criancas-nas-redes.jpg?resize=640%2C410&amp;ssl=1" alt="Amanhecer no Congresso Nacional"/><figcaption class="wp-element-caption"> PL 2.628/22 deve ser pautado ainda nesta semana, em regime de urgência, na Câmara dos Deputados. | Foto: Pedro França/Agência Senado.</figcaption></figure>
</div>


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Empresas também se opuseram a relatórios de transparência</strong></h3>



<p>As empresas de tecnologia se opuseram a outras questões, como a obrigação de que empresas com mais de um milhão de usuários com menos de 18 anos produzam relatórios semestrais com a quantidade de denúncias recebidas, de moderação de conteúdos e contas, além de providências adotadas quanto a atos ilícitos ou abusivos.</p>



<p>O Conselho Digital pediu a exclusão completa do artigo, argumentando, que é &#8220;impossível atribuir ou delegar [para fora do Judiciário] tal tarefa de identificar ilícitos que violem direitos de crianças e adolescentes&#8221; e que moderação de conteúdo ou contas &#8220;é algo excessivamente abrangente e não trará benefícios para compreender a incidência de conteúdo potencialmente ilegal&#8221;.</p>



<p>A obrigatoriedade de apresentação de relatórios foi mantida na versão publicada do projeto. Foi adicionado um inciso que dispensaria &#8220;a exigência de consolidação estatística e envio semestral de relatórios de moderação e denúncias&#8221; a alguns serviços, que não ficam claros. A adição poderia abrir brecha para as empresas, mas o gabinete do relator afirmou que se tratou de um &#8220;erro material&#8221; que &#8220;passou batido na revisão&#8221; e será retirado.</p>



<p>A mais recente versão do projeto mantém a proibição do perfilamento de crianças e adolescentes para fins comerciais, tópico que foi alvo de pressão das empresas, mas o relator cedeu à retirada do termo &#8220;dever de cuidado&#8221; do texto. Em nota técnica, a Google afirma que a obrigação promoveria &#8220;exigências desproporcionais às plataformas, como o monitoramento prévio de conteúdos&#8221;. A Meta também questionou o uso do conceito.</p>



<p>Jadyel Alencar, por meio de seu gabinete, argumentou que a retirada não significaria uma diminuição da intenção &#8220;protetiva&#8221; do projeto de lei, pois o termo foi substituído pela obrigação dos fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia de informação observarem &#8220;os deveres de prevenção, de proteção, de informação e de segurança&#8221; – o que, na avaliação da equipe do deputado, equivaleria ao &#8220;dever de cuidado&#8221;.</p>



<p><a href="https://apublica.us8.list-manage.com/track/click?u=47bdda836f3b890e13c9f416d&amp;id=f50dea4ae6&amp;e=6aa82ca59b" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Reportagem originalmente publicada na Agência Pública</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Startup Summit 2025 quer consolidar Santa Catarina como hub internacional de inovação</title>
		<link>https://starten.tech/2025/08/17/startup-summit-2025-quer-consolidar-santa-catarina-como-hub-internacional-de-inovacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 00:06:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[especial]]></category>
		<category><![CDATA[tech]]></category>
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					<description><![CDATA[No calendário dos principais eventos de inovação do Brasil, o Startup Summit 2025 chega à sua oitava edição, entre os dias 27 e 29 de agosto, no CentroSul, em Florianópolis/SC, com um objetivo claro: consolidar Santa Catarina como um dos principais hubs de inovação e negócios da América Latina. A expectativa é contar com um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No calendário dos principais eventos de inovação do Brasil, o <a href="https://www.startupsummit.com.br">Startup Summit 2025</a> chega à sua oitava edição, entre os dias 27 e 29 de agosto, no CentroSul, em Florianópolis/SC, com um objetivo claro: consolidar Santa Catarina como um dos principais hubs de inovação e negócios da América Latina. A expectativa é contar com um público presencial de 10 mil pessoas, mas projeta alcançar cerca de 30 mil participantes somando a audiência online. Organizado pelo <a href="https://programas.sebraestartups.com.br/">Sebrae Startups</a>, <a href="https://www.acate.com.br/">Associação Catarinense de Tecnologia (Acate)</a> e parceiros como o <a href="https://www.sc.gov.br/">Governo do Estado de Santa Catarina</a>, a conferência vai reunir mais de 200 palestrantes distribuídos em 20 trilhas de conteúdo, nove palcos e uma plenária, além de 150 expositores e a participação de 250 fundos de venture capital.</p>



<p>O gerente de Inovação do Sebrae/SC, Alexandre Souza, destaca que entre 20 e 25 delegações internacionais devem marcar presença no evento, vindas de países como Índia, Canadá e Portugal. “Estamos transformando o evento em uma vitrine global. Florianópolis está se consolidando como um ambiente estratégico para startups fazerem soft landing no Brasil e para brasileiras acessarem outros mercados”, pontua.</p>



<p>O movimento para atrair players internacionais é estratégico para o Sebrae, que vê no evento uma oportunidade para fomentar a vinda de negócios estrangeiros para Santa Catarina. “Alguns países, como Canadá e Índia, já têm uma relação mais próxima com o nosso ecossistema. Queremos ampliar essas pontes e consolidar Florianópolis como um hub de inovação internacional”, destaca o gerente de Inovação do Sebrae/SC.</p>



<p>Uma das novidades da conferência será a ampliação dos espaços de conexão entre startups e fundos de investimento. Com áreas exclusivas para matchmaking com investidores e iniciativas como o LinkLab Open Day, que promove interação entre startups e 250 corporações em programas de inovação aberta, o evento pretende estimular novas rodadas de investimento e parcerias comerciais.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Impacto econômico</strong></h3>



<p>Florianópolis é a capital brasileira com maior participação do setor de tecnologia no PIB, com 25% da economia local vinculada ao segmento. A densidade de startups por habitante chega a ser dez vezes maior que a de São Paulo/SP. Ao todo, são mais de seis mil empresas de tecnologia gerando mais de 38 mil empregos diretos. Segundo Souza, o Startup Summit é um importante motor para a economia local. Ele destaca que um estudo está sendo realizado pelo Sebrae, em parceria com a <a href="https://brasilcvb.com.br/Index.aspx">Brasil Convention &amp; Visitors Bureau</a>. </p>



<p>A pesquisa deve apontar que a edição 2025 pode gerar entre R$ 16 milhões e R$ 29 milhões em impacto econômico para Florianópolis. O valor será calculado através da estimativa de gasto diário em alimentação, hospedagem e transporte local para cinco dias (os três do evento, mais o final de semana), que oscila entre R$ 320,00 e R$ 580,00. “Agosto está se transformando em um mês estratégico para o turismo de negócios na cidade, muito por conta do Summit”, diz o gerente de Inovação do Sebrae/SC. Em 2024, o impacto econômico foi estimado em cerca de R$ 20 milhões.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="814" height="492" src="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/08/DIO.webp" alt="" class="wp-image-7467" srcset="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/08/DIO.webp 814w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/08/DIO-300x181.webp 300w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/08/DIO-768x464.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption class="wp-element-caption">DIO – Inteligência Odontológica foi a grande vencedora da primeira edição do Prêmio Sebrae Startups, realizado em 2024. | Foto: Hermínio Nunes.</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Prêmio Sebrae Startups</strong></h3>



<p>Um dos destaques desta edição é o <a href="https://programas.sebraestartups.com.br/in/premiosebraestartups2025">Prêmio Sebrae Startups</a>, que já mobilizou 1.000 startups brasileiras. Na parte da manhã, as startups terão acesso a mentorias, encontros com investidores e oportunidades de negócios com grandes empresas e entidades internacionais.</p>



<p>As 30 finalistas vão participar de pitches durante os três dias de evento. No terceiro dia, as Top 3 disputam ao vivo o grande prêmio de R$ 300 mil, com pitches apresentados na plenária principal. “Mais do que o recurso financeiro, o prêmio gera conexões estratégicas e visibilidade nacional para as startups”, ressalta Souza.</p>



<p><a href="https://programas.sebraestartups.com.br/in/premiosebraestartups2025">Confira a lista das 30 startups que seguem na disputa aqui.</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>IA no centro do debate</strong></h3>



<p>A programação do Startup Summit 2025 reflete a maturidade do ecossistema brasileiro e o avanço do evento como um espaço de referência no que diz respeito a temas como inovação aberta, inteligência artificial, transformação digital, empreendedorismo, e investimentos para startups. A nova edição busca aprofundar o debate em áreas estratégicas e proporcionar maior capilaridade ao conteúdo, com foco em fundadores, executivos de grandes empresas, investidores e governo.</p>



<p>Entre as trilhas de conteúdo, destacam-se as de Customer Experience e Customer Success, Deeptech, Fusões e Aquisições, Indústria 4.0, Varejo e Internacionalização. Além disso, o Startup Summit também vai abordar temas como governança corporativa, sustentabilidade e o papel das startups no fortalecimento da economia do conhecimento. Souza destaca que a ideia é ter conteúdo relevante para startups em diferentes estágios de maturidade, da validação à tração e crescimento. Ele entende que a IA será um dos eixos centrais da programação, refletindo seu impacto no futuro das startups. “Estamos vivendo uma ruptura. Startups que não incorporarem IA em seus produtos e processos correm o risco de ficar para trás”, alerta o gerente de Inovação do Sebrae/SC.</p>



<p>Entre os palestrantes confirmados para esta edição estão Tom Gruber, cocriador da Siri (Apple) e defensor da IA humanística; Werner Vogels, CTO global da Amazon; Mois Navon, cofundador da Mobileye, vendida à Intel por US$ 15 bilhões; Benedict Evans, referência do Vale do Silício em análise de tendências tecnológicas; e Claudia Rosa, uma das principais investidoras anjo do país. O evento também vai contar com figuras relevantes do mercado brasileiro, como Carolina Strobel (Antler), Guilherme Horn (WhatsApp), Diego Barreto (iFood), Daniele Amaro (Paytrack), Diego Contezini (Asaas), e Bianca Andrade (Boca Rosa).</p>



<p><a href="https://www.startupsummit.com.br">Confira a programação completa aqui.</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O que esperar</strong></h3>



<p>Com uma programação intensa e foco na conexão entre startups, investidores, grandes empresas e o setor público, a conferência se consolida como um dos principais palcos de inovação da América Latina. “Estamos prontos para receber o Brasil e o mundo em Florianópolis. O Startup Summit 2025 será um marco na história do ecossistema”, conclui Souza.</p>
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		<title>Brasil está no centro da estratégia da Photoroom para expansão na América Latina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2025 20:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[especial]]></category>
		<category><![CDATA[tech]]></category>
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					<description><![CDATA[Com a criatividade dos usuários brasileiros e a rápida adoção de ferramentas de inteligência artificial (IA), a Photoroom, startup francesa especializada em soluções visuais para negócios digitais, mira o Brasil como um dos mercados-chave para sua expansão na América Latina. Em entrevista ao starten.tech, o CFO da empresa, Julien Lafouge, detalha como o país influencia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com a criatividade dos usuários brasileiros e a rápida adoção de ferramentas de inteligência artificial (IA), a <a href="https://www.photoroom.com/pt-br">Photoroom</a>, startup francesa especializada em soluções visuais para negócios digitais, mira o Brasil como um dos mercados-chave para sua expansão na América Latina. Em entrevista ao <strong>starten.tech</strong>, o CFO da empresa, Julien Lafouge, detalha como o país influencia o roadmap da empresa e quais tendências devem moldar o futuro da IA.</p>



<p>Fundada há seis anos, a Photoroom começou com uma proposta simples: oferecer um aplicativo para edição de imagens com foco na remoção de fundos. O sucesso foi rápido e a empresa se transformou em uma espécie de ‘agência criativa digital’, oferecendo recursos para que pequenos empreendedores pudessem criar identidade visual, anúncios e estratégias de marketing sem depender de softwares complexos ou equipes especializadas. Grandes marcas, como <a href="https://www.decathlon.com.br/">Decathlon</a> e <a href="https://www.amazon.com.br/">Amazon</a>, também passaram a utilizar a ferramenta para otimizar operações de e-commerce.</p>



<p>Disponível em 180 países para dispositivos móveis e na versão web, a Photoroom oferece recursos que vão além da edição básica de imagens. É possível remover fundos com um clique, gerar fotos com novos cenários por IA, criar logotipos, kits de marca e acessar modelos prontos para anúncios e redes sociais. “Nosso objetivo é que qualquer negócio consiga construir uma identidade visual completa, gerar materiais de marketing e alcançar mais clientes. Para mostrar o impacto real, disponibilizamos até uma calculadora de retorno sobre investimento”, explica Lafouge.</p>



<p>Com soluções próprias de IA e parcerias estratégicas com empresas como a <a href="https://openai.com/pt-BR/">OpenAI</a>, a Photoroom busca oferecer os melhores modelos de edição e criação visual, sempre com foco em ganhos concretos para os usuários.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-medium-font-size"><blockquote><p>A Photoroom vai muito além de editar fotos. Ela ajuda empresas de todos os portes a construir marca e vender melhor. Incorporamos modelos próprios de IA e também firmamos parcerias com players globais para oferecer aos clientes as melhores soluções.</p><cite>CFO da Photoroom, Julien Lafouge.</cite></blockquote></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/9665dd368eaa98b7ac7fcc02ae025187-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-7122" srcset="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/9665dd368eaa98b7ac7fcc02ae025187-1024x683.jpg 1024w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/9665dd368eaa98b7ac7fcc02ae025187-300x200.jpg 300w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/9665dd368eaa98b7ac7fcc02ae025187-768x512.jpg 768w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/9665dd368eaa98b7ac7fcc02ae025187-330x220.jpg 330w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/9665dd368eaa98b7ac7fcc02ae025187-420x280.jpg 420w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/9665dd368eaa98b7ac7fcc02ae025187-615x410.jpg 615w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/9665dd368eaa98b7ac7fcc02ae025187-860x573.jpg 860w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/9665dd368eaa98b7ac7fcc02ae025187.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">CFO da Photoroom, Julien Lafouge. | Foto: Divulgação/Photoroom.</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Potencial estratégico</strong></h3>



<p>Segundo o <a href="https://aitools.xyz/">AITools.xyz</a>, que monitora mais de 10.500 ferramentas de IA, o <a href="https://chatgpt.com/">ChatGPT </a>segue líder de acessos com 4,6 bilhões de visitas em junho de 2025, equivalente a 48% do uso global. A Photoroom ocupa a 28ª posição (20,1 milhões de visitas), enquanto o Brasil se mantém como o terceiro país que mais utiliza ferramentas de IA, com 5,22% do tráfego mundial, atrás apenas dos Estados Unidos (18,43%) e da Índia (9,27%).</p>



<p>A Photoroom rapidamente percebeu que o Brasil era um ponto fora da curva. Dados internos da empresa mostram que o país é um dos locais onde a adoção de IA é mais acelerada: 40% da população declara já utilizar soluções do tipo, índice superado apenas pela Índia. Para Lafouge, isso reflete não só a curiosidade tecnológica, mas também uma necessidade prática. “Muitos brasileiros têm um emprego formal e, ao mesmo tempo, buscam aumentar a renda com pequenos negócios. A Photoroom ajuda desde quem revende roupas em marketplaces até artistas que usam a versão gratuita para criar conteúdo para redes sociais. É um país onde as pessoas experimentam e incorporam rapidamente novas soluções”.</p>



<p>Em <a href="https://starten.tech/2025/07/17/brasil-em-alta-o-que-atrai-startups-de-ia-ao-mercado-latino-americano-mais-influente/">artigo recente publicado no starten.tech</a>, o executivo destacou que o Brasil entrou ‘com consistência no mapa de prioridades de startups globais que atuam com IA’, passando de mercado promissor a elo estratégico para a expansão internacional. Esse movimento é impulsionado por:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>&#8211; Cultura digital engajada:</strong> o país é um dos maiores consumidores de plataformas visuais como <a href="https://www.instagram.com/">Instagram</a> e <a href="https://www.tiktok.com/">TikTok</a>.</li>



<li><strong>&#8211; Ambiente de validação acelerada:</strong> ajustes que levam trimestres em outros mercados são feitos em semanas no Brasil, permitindo testar e aprimorar produtos rapidamente.</li>



<li><strong>&#8211; Talento local e custo competitivo:</strong> engenheiros, designers e cientistas de dados formam uma base sólida para desenvolvimento de soluções.</li>



<li><strong>&#8211; Diversidade cultural:</strong> fundamental para treinar modelos de IA mais justos e adaptáveis.</li>
</ul>



<p>Esses fatores fazem com que tecnologias validadas no Brasil tenham potencial de operar em escala global. “O crescimento do ecossistema de startups e os investimentos em IA mostram que o país se consolidou como centro de inovação na América Latina”, destaca Lafouge.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="645" src="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/photoroom3-1024x645.jpg" alt="" class="wp-image-7318" srcset="https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/photoroom3-1024x645.jpg 1024w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/photoroom3-300x189.jpg 300w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/photoroom3-768x484.jpg 768w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/photoroom3-860x542.jpg 860w, https://starten.tech/wp-content/uploads/2025/07/photoroom3.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Photoroom está disponível para dispositivos móveis e na versão web.</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Crescimento sustentável e internacionalização</strong></h3>



<p>No início de 2025, a Photoroom intensificou os esforços de localização do aplicativo, adaptando não apenas a tradução para o português brasileiro, mas também a experiência digital aos hábitos locais de consumo. Além disso, a empresa iniciou ações com influenciadores, movimento que antecede um passo maior: a expansão para atender empresas de grande porte e, futuramente, estabelecer uma estrutura regionalizada. “Nosso roadmap para o Brasil é claro: queremos aprimorar a experiência dos usuários, aumentar a presença no mercado corporativo e investir em canais que nos aproximem dos clientes. Entre os países estratégicos, o Brasil está no topo da lista, ao lado de Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão”, revela o CFO da Photoroom.</p>



<p>Ao contrário de muitas startups de IA que ‘queimam caixa’, a Photoroom mantém operação financeiramente saudável desde o início. Isso garante liberdade para investir em novos mercados e produtos sem comprometer o equilíbrio do negócio. Sobre o processo de internacionalização, Lafouge diferencia dois caminhos: empresas que exigem presença física e serviços digitais, que conseguem escalar globalmente sem estrutura local inicial. “Nosso modelo digital permite conquistar mercados rapidamente, mas à medida que crescemos, é natural buscar talentos e operações locais. O Brasil tem profissionais de altíssimo nível e vamos aproveitar isso”.</p>



<p>A monetização das soluções de IA, segundo o CFO da Photoroom, é uma das grandes tendências do setor. Com o avanço dos modelos e a comprovação de ganhos de produtividade, a expectativa é de maior propensão ao pagamento por parte de empresas e profissionais autônomos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Desafios regulatórios e tendências da IA</strong></h3>



<p>A regulamentação da IA ainda é uma construção em andamento, tanto na Europa quanto no Brasil. Para Lafouge, é natural que exista defasagem entre a velocidade de evolução tecnológica e os prazos legislativos, mas ele avalia que aspectos essenciais, como proteção de dados e uso responsável de imagens, já estão razoavelmente cobertos. “Há uma discussão importante em torno da LGPD, riscos e ética no uso da tecnologia. O desafio é global: regular com pragmatismo e conhecimento técnico”.</p>



<p>No cenário global, ele aponta três movimentos que devem ganhar força nos próximos anos: consolidação do setor por meio de fusões e aquisições; aumento da adoção sistemática de IA em processos de negócios; e evolução da percepção de valor, com foco no retorno sobre investimento.</p>



<p>Lafouge também compartilha conselhos para startups em busca de expansão internacional. Ele entende que para negócios digitais, a entrada em novos mercados pode ser feita de forma escalável, sem grandes estruturas físicas, mas exige abertura para entender culturas e aproveitar talentos locais. “É preciso ter mente aberta. Muitas vezes, empresas europeias e norte-americanas ignoram talentos e potenciais de países emergentes. Algumas das melhores pessoas com quem trabalhei são brasileiras”.</p>



<p>Com uma operação sustentável e foco em mercados estratégicos, a Photoroom enxerga o Brasil não apenas como destino de expansão, mas como peça central para definir sua próxima fase de crescimento e influenciar a evolução global da IA aplicada ao comércio digital.</p>
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