<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>cultura &#8211; starten.tech</title>
	<atom:link href="https://starten.tech/tag/cultura/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://starten.tech</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Apr 2026 19:22:32 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://starten.tech/wp-content/uploads/2024/02/cropped-st_icon2-32x32.png</url>
	<title>cultura &#8211; starten.tech</title>
	<link>https://starten.tech</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Linha Imperial é reconhecida como um dos 31 patrimônios culturais do cooperativismo no mundo</title>
		<link>https://starten.tech/2026/04/07/linha-imperial-e-reconhecida-como-um-dos-31-patrimonios-culturais-do-cooperativismo-no-mundo/</link>
					<comments>https://starten.tech/2026/04/07/linha-imperial-e-reconhecida-como-um-dos-31-patrimonios-culturais-do-cooperativismo-no-mundo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[da redação.]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 19:22:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[hubs]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://starten.tech/?p=10448</guid>

					<description><![CDATA[A Linha Imperial, em Nova Petrópolis/RS, sede do Berço do Cooperativismo do Brasil, passa a integrar oficialmente o seleto grupo de patrimônios culturais do cooperativismo reconhecidos pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI). O sítio histórico &#8211; que faz parte da curadoria da Casa Cooperativa Nova Petrópolis &#8211; foi incluído no&#160;Mapa Global do Patrimônio Cultural Cooperativo, plataforma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Linha Imperial, em Nova Petrópolis/RS, sede do Berço do Cooperativismo do Brasil, passa a integrar oficialmente o seleto grupo de patrimônios culturais do cooperativismo reconhecidos pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI). O sítio histórico &#8211; que faz parte da curadoria da Casa Cooperativa Nova Petrópolis &#8211; foi incluído no&nbsp;<a href="https://u48426230.ct.sendgrid.net/ls/click?upn=u001.MJHVOVMgoG5BbQjDFrYwD860xjFBDdCRw-2FK9-2Fbs1Rm-2Bi1bbNczO-2FF5kXsifJTEuYYL3AuljrsFyQdaDBFFXGuRdlewJ-2FcAvDkMGK8jsgqequVApP6xWsEEKid-2FjeBpDSYhnkKAegl5wreJupcQwgKpjcNCy3o8V0nb0NKvPlhSg-3DzoQg_2PZQb3IBZ-2BsMcciiojZE2gDzFmp1KVE9IUscVwNUrz8moY19BHQjCGNy-2Fo8PnK7JY0JYDXwg1cjJZ20Idep7Np6DehVHqO3q91mu2gvM0ShH8ikF-2Fcv4v8BUYalnVSVIBvmwyEJgtfhbwdVfnNtamikH7wcbBx7SyiSu1s8rMyRjf1YCfX4cN7qABoq2lgKUtQA0N2-2BePblghpo9x70wyFai9-2BE39sJYEx1W25QZv7DAdfPfA04UR-2BjJq6J2WlOcjz5-2Bh3c-2FopqavlXzXXGkXrIJ2yM9wv-2FfolLzLcgPPW-2BfzMBqiI9LpJUH0Jlo7TkrxaYkAy-2FL6uPvZYk0u0qDDE2qOk21So70Aer2GLLoxv0euqyUfFuTCF3wKBZZFo8ZNmorfr3QMJJxQNdzj-2BuZ86oR66SGxTU82gznlujYD2UJjje5GSLFwimQB4bIu2GZ8mkCDeKcAJhSdbhoS2Ofzo4rN1dzvDkF-2BX0GTy-2FvieUAT206L-2FmEWZES3ebPDkifvNR-2BudP9qOxkjC94ZL8O14A8c8okRIm3qqfjV5GVpZBGjthHgpyNxQq-2FiY-2B5rtxpQJ1S2dV42no8MmoI4W2miRe-2BVLFA8MY-2F3o-2BhXVW0Ae5K7-2FDRuswQh7LWhiH6toL3" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mapa Global do Patrimônio Cultural Cooperativo</a>, plataforma que reúne apenas 31 locais em todo o mundo, sendo o único representante brasileiro.</p>



<p>A iniciativa da ACI tem como objetivo identificar, valorizar e dar visibilidade ao legado cooperativista em diferentes países, reunindo espaços que simbolizam a história, os princípios e o impacto cultural do movimento. Inspirado no modelo de reconhecimento da Unesco, o mapa digital é colaborativo e está disponível em quatro idiomas, inglês, português, espanhol e francês.</p>



<p>&#8220;A inclusão da Linha Imperial posiciona o Brasil no cenário internacional do cooperativismo como território de origem, memória e continuidade. O reconhecimento internacional reforça a importância de preservar esse legado e amplia a visibilidade da região como destino de conhecimento, inspiração e experiência cooperativa&#8221;, ressalta Heloísa Helena Lopes, presidente da Casa Cooperativa Nova Petrópolis, entidade com foco em promover o cooperativismo por meio da educação.</p>



<p>Localizada em Nova Petrópolis, cidade reconhecida como Capital Nacional do Cooperativismo, a região abriga marcos históricos fundamentais para a construção desse movimento no país. A Linha Imperial, por exemplo, reúne elementos históricos, culturais e simbólicos que narram o surgimento e a evolução do cooperativismo brasileiro.&nbsp;</p>



<p>O projeto da ACI conta com mentoria do Sistema OCB, entidade que representa o cooperativismo brasileiro, e apoio da National Cooperative Development Corporation (NCDC), da Índia. A proposta é que o mapa siga em expansão, incorporando novos territórios e, futuramente, também tradições e práticas imateriais preservadas por cooperativas ao redor do mundo.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://starten.tech/2026/04/07/linha-imperial-e-reconhecida-como-um-dos-31-patrimonios-culturais-do-cooperativismo-no-mundo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Carnaval é o maior acordo cultural do Brasil</title>
		<link>https://starten.tech/2026/02/13/o-carnaval-e-o-maior-acordo-cultural-do-brasil/</link>
					<comments>https://starten.tech/2026/02/13/o-carnaval-e-o-maior-acordo-cultural-do-brasil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Lazuta]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 15:05:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://starten.tech/?p=9633</guid>

					<description><![CDATA[O Carnaval é um dos maiores ativos culturais do Brasil. Não apenas pela escala, pela visibilidade internacional ou pelo impacto econômico, mas pela sua capacidade rara de organizar um país inteiro em torno da cultura. Durante alguns dias, o Brasil se reorganiza: férias são planejadas, empresas ajustam seus calendários, cidades mudam seus fluxos e milhões [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Carnaval é um dos maiores ativos culturais do Brasil. Não apenas pela escala, pela visibilidade internacional ou pelo impacto econômico, mas pela sua capacidade rara de organizar um país inteiro em torno da cultura. Durante alguns dias, o Brasil se reorganiza: férias são planejadas, empresas ajustam seus calendários, cidades mudam seus fluxos e milhões de pessoas alinham seus desejos em torno de uma mesma experiência. Poucos consensos sociais têm essa força. O Carnaval é, talvez, o maior acordo cultural do país.</p>



<p>Ele nos oferece algo cada vez mais escasso: uma experiência coletiva de sentido. Em um mundo fragmentado, o Carnaval ainda opera no plural. Ele suspende a rotina, reorganiza o tempo e cria uma licença simbólica para que o país se observe sem mediação, sem filtros e sem a necessidade de tradução.</p>



<p>Durante o Carnaval, o Brasil vive uma imersão cultural em escala máxima. Não se trata de consumo passivo de cultura, mas de participação. Aprende-se sobre religiões de matriz africana pela presença de seus símbolos no espaço público. Aprende-se sobre o Nordeste ao ouvir o frevo de Pernambuco, o maracatu, os blocos afro, o samba de roda e o axé que domina as ruas de Salvador. Reconhece-se a força simbólica do boi‑bumbá no Norte, a tradição dos blocos cariocas e paulistanos, as marchinhas e as referências que atravessam gerações. É também uma oportunidade de aprendizado sobre a história de povos originários, culturas afro-brasileiras e minorias, reforçando como a diversidade é o núcleo do Brasil. Em Salvador, mais de 3,5 milhões de pessoas participaram das festas em 2025, gerando mais de R$ 7 bilhões em receita e consolidando a folia como patrimônio cultural e econômico da região.</p>



<p>Cada brasileiro vive o Carnaval à sua maneira, seja nas ruas, nos desfiles ou no aconchego de casa. Essa liberdade reforça o caráter democrático da festa e explica por que ela é tão universal e, ao mesmo tempo, tão pessoal.</p>



<p>O Carnaval também é um motor criativo. Fantasias, músicas, coreografias, memes e narrativas nascem nas ruas e continuam circulando durante o ano inteiro. Ele produz linguagem, repertório e memória compartilhada, influencia publicidade, moda, audiovisual e a forma como o Brasil se comunica consigo mesmo e com o mundo. A criatividade brasileira não se encerra na Quarta‑feira de Cinzas. Ela se acumula.</p>



<p>Minha relação com o Carnaval é atravessada por memória e prática. Quando criança, eu ouvia minha avó contar histórias dos carnavais de sua juventude em Porto Alegre, nos bailes dançantes, na emoção coletiva que marcava aquele período. Anos depois, já adulta, passei a viver o Carnaval do Rio de Janeiro de perto, acompanhando desfiles e festas de rua. Em meio ao caos e à intensidade da cidade, encontrei alegria, pertencimento e a liberdade que só o Carnaval oferece.</p>



<p>Olhar para o Carnaval apenas como entretenimento é uma leitura limitada. Ele é também um ativo cultural estratégico e econômico. Para o Carnaval de 2025, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo estimou que a festa deve movimentar cerca de R$ 12,03 bilhões em receitas, com crescimento real em relação ao ano anterior e atração de quase 869 mil turistas estrangeiros, o maior número desde 2018. Aproximadamente 32,6 mil empregos temporários foram projetados, concentrados em bares, restaurantes, hospedagem e transporte, mostrando como celebrar a brasilidade também é gerar oportunidades.</p>



<p>Consumir Carnaval é consumir brasilidade. E brasilidade, hoje, é um ativo global. Em uma viagem a Barcelona, ao entrar em uma loja da Zara na Passeig de Gràcia, encontrei uma coleção com referências diretas à bandeira do Brasil. Isso aconteceu um ano antes da Copa do Mundo. Era desejo. O Brasil já estava ali, em um dos maiores centros de moda da Europa, estampado em cor, identidade e narrativa. O Carnaval, em essência, é democrático, plural e sinônimo do Brasil.</p>



<p>O mundo olha para a América Latina com mais atenção porque reconhece sua potência criativa. O Super Bowl deste ano mostrou que nosso continente é palco global de cultura e tendências. Nosso repertório cultural, nossa capacidade de criar a partir da mistura, nossa habilidade de transformar escassez em invenção se tornaram ativos centrais. O Carnaval é a expressão mais organizada, visível e sofisticada desse capital simbólico.</p>



<p>Cabe às marcas, às empresas e às instituições compreender que não se trata apenas de patrocinar festas ou estampar símbolos. Trata-se de respeitar contextos, histórias e origens. Quem entende o Carnaval como acordo cultural percebe que ele não é um evento isolado, mas um ecossistema de sentidos, memórias e futuros possíveis.</p>



<p>No Carnaval, o Brasil se reconhece em sua diversidade, criatividade e história. A festa transforma cultura em memória, celebração e potência social e econômica.</p>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p>BRASIL. Ministério da Cultura. Carnaval fortalece bens culturais e desenvolve a economia criativa das regiões. Disponível em: https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/noticias/carnaval-fortalece-bens-culturais-e-desenvolve-a-economia-criativa-das-regioes. Acesso em: fev. 2026.</p>



<p>GENTE GLOBO. Cultura do Carnaval: identidade brasileira e potência social. Coleção Expoentes Culturais. Disponível em: https://gente.globo.com/colecao/expoentes-culturais/texto/cultura-do-carnaval-identidade-brasileira-e-potencia-social.ghtml. Acesso em: fev. 2026.</p>



<p>INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). Bens culturais registrados como patrimônio imaterial brasileiro. Disponível em: https://www.gov.br/iphan. Acesso em: fev. 2026.</p>



<p>CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO (CNC). Projeções Econômicas do Carnaval 2025. Dados de receita, fluxo turístico e emprego. Disponível em: https://www.gov.br/turismo. Acesso em: fev. 2026.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://starten.tech/2026/02/13/o-carnaval-e-o-maior-acordo-cultural-do-brasil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cultura como ativo estratégico: é o momento da América Latina</title>
		<link>https://starten.tech/2026/02/04/cultura-como-ativo-estrategico-e-o-momento-da-america-latina/</link>
					<comments>https://starten.tech/2026/02/04/cultura-como-ativo-estrategico-e-o-momento-da-america-latina/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Lazuta]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 18:04:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://starten.tech/?p=9514</guid>

					<description><![CDATA[Tem alguma coisa mudando no mundo. E, pela primeira vez em muito tempo, essa mudança não parece pedir licença. Ela simplesmente começou. A cultura latino-americana está deixando de ser tratada como “exótica”, “alternativa” ou “tendência passageira” para ocupar um lugar de influência real. Uma influência que movimenta a indústria, altera comportamentos, reposiciona marcas e redefine [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Tem alguma coisa mudando no mundo. E, pela primeira vez em muito tempo, essa mudança não parece pedir licença. Ela simplesmente começou.</p>



<p>A cultura latino-americana está deixando de ser tratada como “exótica”, “alternativa” ou “tendência passageira” para ocupar um lugar de influência real. Uma influência que movimenta a indústria, altera comportamentos, reposiciona marcas e redefine o que o mercado chama de desejo.</p>



<p>E talvez o sinal mais bonito desse movimento seja este: ele não nasce de uma tentativa de validação externa. Ele nasce de dentro, com mais orgulho, mais estética própria e mais voz.</p>



<p>Quando Bad Bunny ganha o Grammy e segue sendo um fenômeno global cantando em espanhol, isso não é só uma vitória individual. É um marco. Ele prova que o centro cultural do mundo pode ser deslocado. Que idioma não é barreira quando existe verdade, identidade e consistência estética. E que o mercado internacional não “tolera” a latinidade: ele consome, reverencia e aprende com ela quando ela se impõe com qualidade e coragem.</p>



<p>E aqui entra um ponto que o Brasil sente na pele: a síndrome do vira-latismo. Esse impulso histórico de achar que o que vem de fora é melhor, mais sofisticado, mais digno de respeito. No mundo corporativo, isso aparece de forma silenciosa: na preferência por referências gringas mesmo quando não cabem na nossa realidade; no medo de parecer “popular demais”, “brasileiro demais”; na busca constante por uma legitimidade que só chega quando alguém de fora aprova.</p>



<p>Só que o mundo está mudando e a gente precisa mudar junto. Porque a América Latina já não está pedindo para entrar. Ela está criando a própria sala.</p>



<p>O Brasil tem um desafio adicional, e ele é concreto: falamos português. Isso nos isola culturalmente dentro de uma região majoritariamente hispânica e cria fricção no consumo imediato global, dominado por inglês e espanhol. Muitas vezes, o Brasil ainda é percebido como “um universo à parte”.</p>



<p>Mas esse mesmo ponto pode ser lido de outro jeito: o português também é assinatura. Um som que não se confunde. E quando o Brasil acerta, acerta com força própria, porque não depende de copiar. Depende de traduzir o que é nosso para o mundo.</p>



<p>É por isso que faz sentido trazer o cinema brasileiro para essa conversa. Quando produções brasileiras ganham visibilidade internacional e nomes como Fernanda Torres e Wagner Moura seguem atravessando fronteiras com potência artística, o recado é o mesmo: não é só sobre premiação. É sobre presença. É sobre repertório. É sobre contar histórias com sotaque, corpo e verdade.</p>



<p>Esse é um ponto que o corporativo precisa entender com maturidade: cultura não é apenas entretenimento. Cultura é infraestrutura simbólica. Ela cria imaginário coletivo, organiza desejo, constrói pertencimento. E pertencimento é uma das moedas mais valiosas do nosso tempo.</p>



<p>Quando uma marca entende isso, ela para de tentar “parecer relevante” e começa a ser. O Brasil tem exemplos claros de como cultura vira valor de mercado. Havaianas transformou um produto simples em símbolo global, carregando um Brasil solar, leve e reconhecível. A FARM mostra como estética, identidade e consistência criativa podem atravessar fronteiras e ganhar escala sem perder o DNA.</p>



<p>Não é só sobre vender roupa ou sandálias. É sobre exportar linguagem.</p>



<p>E se cultura virou vantagem competitiva para marcas, ela também precisa virar competência organizacional dentro das empresas.</p>



<p>Como Head de Cultura, eu vejo isso todos os dias: existe uma distância grande entre o que as empresas dizem sobre cultura e o que elas sustentam na prática. Cultura não se prova no discurso. Ela se prova no cotidiano: no que é incentivado, no que é tolerado, no que é corrigido e no que vira referência.</p>



<p>O problema é que muitas empresas ainda tentam construir cultura como se fosse um manual. Mas cultura é organismo. Precisa de coerência, intenção e manutenção. Precisa de narrativa e de estrutura. Precisa de símbolos e de decisões.</p>



<p>E talvez esse seja o grande aprendizado desse momento latino-americano: consistência vence tradução.</p>



<p>Bad Bunny não virou global porque “adaptou” sua identidade. Ele virou global porque aprofundou. O Brasil não vai ser mais respeitado quando parecer menos Brasil. Vai ser quando assumir o que tem de mais forte: criatividade, mistura, emoção, estética e o nosso jeito brasileiro de criar, com alegria e densidade ao mesmo tempo.</p>



<p>Existe uma inteligência muito particular na nossa forma de existir. E isso é ativo estratégico.</p>



<p>Se a cultura latino-americana está ganhando o mundo, o corporativo precisa fazer a pergunta certa: o que a minha empresa está fazendo para não ficar para trás?</p>



<p>Porque o mundo não está só consumindo música, cinema e moda. Ele está consumindo visão de mundo. E visão de mundo é cultura.</p>



<p>E aqui entra uma oportunidade enorme: o Brasil vive um momento em que o turismo volta a ganhar força, com mais atenção internacional, mais circulação e mais desejo pelo país. Em 2025, batemos recorde histórico, com mais de 9,3 milhões de turistas internacionais e cerca de US$ 7,9 bilhões deixados na economia brasileira. Isso não é apenas um dado econômico. É um termômetro cultural. O interesse por um lugar nunca é só pelo lugar, é pela experiência simbólica que ele oferece. E o Brasil, quando consegue ser lido com menos estereótipo e mais complexidade, vira potência.</p>



<p>Esse é o nosso momento de fazer diferente. De construir marcas e empresas que entendem que cultura não é “soft”. Cultura é o que sustenta crescimento quando o resto vira commodity.</p>



<p>A América Latina está mostrando para o mundo que não precisa se diminuir para ser aceita. Precisa se reconhecer para ser inevitável.</p>



<p>E o Brasil, quando para de pedir desculpas por ser Brasil, vira exatamente aquilo que sempre foi, mas nem sempre assumiu: um país que não segue tendência. Um país que cria.</p>



<p>Para a indústria corporativa, fica um recado de legado: quem trata cultura como acessório perde futuro. Quem trata cultura como infraestrutura constrói relevância, reputação e permanência.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a><strong>Referências</strong></h2>



<p>G1. Podcast O Assunto. Episódios sobre cultura latino-americana, tendências culturais e comportamento. Disponível em:<a href="https://g1.globo.com/podcast/o-assunto/"> </a><a href="https://g1.globo.com/podcast/o-assunto/">https://g1.globo.com/podcast/o-assunto/</a>. Acesso em: 02 fev. 2026.</p>



<p>Recording Academy. GRAMMY Awards. Informações oficiais e registros de premiações. Disponível em:<a href="https://www.grammy.com/"> </a><a href="https://www.grammy.com/">https://www.grammy.com/</a>. Acesso em: 02 fev. 2026.</p>



<p>Embratur. Dados e relatórios sobre turismo internacional no Brasil. Disponível em:<a href="https://www.embratur.com.br/"> </a><a href="https://www.embratur.com.br/">https://www.embratur.com.br/</a>. Acesso em: 02 fev. 2026.</p>



<p>FARM Rio. Site institucional e presença internacional da marca. Disponível em:<a href="https://www.farmrio.com.br/"> </a><a href="https://www.farmrio.com.br/">https://www.farmrio.com.br/</a>. Acesso em: 02 fev. 2026.</p>



<p>Havaianas. Site institucional e posicionamento global da marca. Disponível em:<a href="https://www.havaianas.com/"> </a><a href="https://www.havaianas.com/">https://www.havaianas.com/</a>. Acesso em: 02 fev. 2026.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://starten.tech/2026/02/04/cultura-como-ativo-estrategico-e-o-momento-da-america-latina/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quando a transformação digital esbarra na cultura organizacional </title>
		<link>https://starten.tech/2025/09/21/quando-a-transformacao-digital-esbarra-na-cultura-organizacional/</link>
					<comments>https://starten.tech/2025/09/21/quando-a-transformacao-digital-esbarra-na-cultura-organizacional/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[da redação.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2025 14:14:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://starten.tech/?p=7952</guid>

					<description><![CDATA[O termo já parece até um pouco antigo: transformação digital. No entanto, são muitas as empresas que ainda estão passando por digitalização de processos em diferentes áreas e um dos erros mais comuns nesta jornada é subestimar o impacto da cultura organizacional. Segundo a McKinsey,&#160;empresa global de consultoria de gestão estratégica, 70% das transformações digitais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O termo já parece até um pouco antigo: transformação digital. No entanto, são muitas as empresas que ainda estão passando por digitalização de processos em diferentes áreas e um dos erros mais comuns nesta jornada é subestimar o impacto da cultura organizacional. Segundo a McKinsey,&nbsp;empresa global de consultoria de gestão estratégica, 70% das transformações digitais falham, e a principal causa apontada é a resistência cultural.</p>



<p>&#8220;Muitos líderes focam demais na tecnologia e de menos nas pessoas, acreditando que adotar novas ferramentas será suficiente. Outro erro frequente é não engajar as equipes desde o início do processo&#8221;, explica a ex-executiva, coach e sócia-proprietária da <a href="https://www.quantumdev.me/">Quantum Development</a>, Bianca Aichinger. Ela afirma ainda que estudos mostram que empresas que envolvem seus times de forma ativa têm até cinco vezes mais chances de sucesso. &#8220;Além disso, quando os líderes não modelam os comportamentos esperados ou não comunicam com clareza o propósito da mudança, geram desconfiança e insegurança, o que enfraquece o processo de transformação&#8221;, detalha. </p>



<p><strong>Liderança tem papel central nas mudanças</strong></p>



<p>Com frequência, quando os planos de transformação digital são implantados, eles são incluídos no planejamento estratégico das empresas, como se essa formalização fosse suficiente para adesão ao projeto. No entanto, a falta de engajamento das pessoas chave nos processos é decisiva para o sucesso. Bianca explica que é responsabilidade do líder garantir essa adesão: &#8220;São de responsabilidade da liderança dar clareza ao norte e ao &#8216;porquê&#8217; da organização e das equipes, definir a estratégia para se chegar lá, e manter a comunicação clara e fluida no decorrer do processo. Além disso, gestão de talentos é responsabilidade da liderança (e não do RH)! Contratar e treinar as pessoas certas tanto em termos comportamentais quanto técnicos, é responsabilidade dos líderes&#8221;, avalia.&nbsp;</p>



<p>O líder tem, portanto, papel central nas transições tecnológicas bem-sucedidas. Se esses profissionais compreendem profundamente a cultura e a cultivam com intencionalidade, as chances de sucesso são maiores. &#8220;A liderança é modelo e exemplo pro restante da organização, então precisam ser os primeiros a internalizar novos valores de trabalho e hábitos em seu dia-a-dia&#8221;, completa Bianca.&nbsp;</p>



<p>Além disso, decisões práticas como a definição de responsáveis pelo processo, mensuração de seus elementos/indicadores a cada ciclo e comunicação constante e alinhada ao que se propõem transformar são pontos decisivos para implementação de uma transformação digital de forma consistente. Bianca, sugere ainda, que seja mantido um canal de comunicação direta com os colaboradores para, principalmente, ouvi-los. &#8220;É muito positivo quando agentes de transformação são selecionados dentro de diversas áreas e níveis organizacionais, e assim se conquista capilaridade no processo&#8221;, conclui.</p>



<p><strong>Sobre a Quantum Development</strong></p>



<p>Com foco no desenvolvimento de equipes de liderança de alta performance, a Quantum Development apoia seus clientes na sua profissionalização e na transformação da cultura organizacional em um mundo em constante evolução. Criada em 2021 pelas sócias-fundadoras Bianca Aichinger e Susana Azevedo, que possuem mais de duas décadas de experiência no mercado corporativo nacional e internacional, a Quantum Development tem em seu portfólio de clientes empresas como Grupo Leveros e Uappi.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://starten.tech/2025/09/21/quando-a-transformacao-digital-esbarra-na-cultura-organizacional/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cultura não é soft</title>
		<link>https://starten.tech/2025/07/07/cultura-nao-e-soft/</link>
					<comments>https://starten.tech/2025/07/07/cultura-nao-e-soft/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Lazuta]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 17:08:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://starten.tech/?p=6945</guid>

					<description><![CDATA[A cultura de uma empresa não é o que ela diz. É o que ela permite. É o que ela silencia. É o que ela repete. É o que ela ensina, mesmo sem dizer. Você já viu uma estratégia brilhante naufragar antes mesmo de sair do papel? Já presenciou uma empresa com ótimos planejamentos que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A cultura de uma empresa não é o que ela diz. É o que ela permite.</p>



<p>É o que ela silencia. É o que ela repete.</p>



<p>É o que ela ensina, mesmo sem dizer.</p>



<p>Você já viu uma estratégia brilhante naufragar antes mesmo de sair do papel?</p>



<p>Já presenciou uma empresa com ótimos planejamentos que não se sustentam no dia a dia?</p>



<p>Esses cenários raramente acontecem por falta de talento ou boas intenções. Muitas vezes, o que está por trás do descompasso é um elemento invisível, mas determinante: a cultura.</p>



<p>Cultura não é detalhe. É estrutura invisível. Durante muito tempo, foi tratada como algo “soft”, um complemento que vinha depois. No brinde, no mural colorido, no RH.</p>



<p>Mas cultura não é cenário. É sistema.</p>



<p>Ela molda decisões, relações e prioridades. Está presente no onboarding, claro, no que se diz aos novos talentos, mas principalmente no que eles observam nos primeiros dias.</p>



<p>Cultura vive na prática: quem lidera reuniões, como o erro é tratado, quem é promovido e por que.</p>



<p>A estrategista Ana Couto resume bem:</p>



<p>“Cultura é o que sustenta a marca”.</p>



<p>E a escritora Erin Meyer complementa:</p>



<p>“A forma como as pessoas pensam, lideram e tomam decisões dentro das empresas é diretamente moldada pela cultura que as cerca”.</p>



<p>No mundo pós-pandemia, com o trabalho remoto e os modelos híbridos, a cultura se tornou o elo que conecta equipes dispersas e orienta comportamentos mesmo à distância.</p>



<p>Investidores e consumidores estão cada vez mais atentos ao alinhamento entre discurso e prática. Principalmente quando o assunto é diversidade, ESG ou ética.</p>



<p>Quem trata a cultura como base estratégica sai na frente: gera confiança, atrai diversidade e constrói reputação de dentro pra fora</p>



<p>A <a href="https://www.natura.com.br/">Natura </a>é um exemplo emblemático de como a cultura, quando alinhada aos valores corporativos, impacta resultados concretos. Com um compromisso claro com diversidade e sustentabilidade, a empresa implementou práticas que vão além do discurso. Políticas inclusivas, desenvolvimento de lideranças diversas e transparência nos processos são algumas delas.</p>



<p>O resultado? Maior engajamento dos colaboradores, reconhecimento internacional em rankings de sustentabilidade e crescimento consistente no mercado. <strong>Cultura coerente é diferencial competitivo.</strong></p>



<p>Você pode ter metas ambiciosas. ESG, inovação, crescimento. Mas se os comportamentos valorizados no dia a dia não estiverem alinhados a essas metas, elas não saem do papel.</p>



<p>Exemplos não faltam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Empresas que pregam “diversidade”, mas mantêm sempre as mesmas vozes nas decisões.</li>



<li>Marcas que defendem “inovação”, mas punem quem ousa e erra.</li>



<li>Organizações que escrevem “transparência” nas paredes, mas tratam salário como tabu.</li>
</ul>



<p>Nenhum valor se sustenta sem coerência.</p>



<p>A cultura educa a sensibilidade. No olhar, na escuta e nas escolhas do cotidiano.</p>



<p>Na <a href="https://www.agenciabistro.com.br/">Agência Bistrô</a>, onde atuo, diversidade não é valor decorativo nem página no manual institucional. É prática viva. Nossa equipe reúne olhares múltiplos que impactam diretamente a qualidade das estratégias que entregamos.</p>



<p>Recentemente, fomos premiados com o primeiro lugar no ranking Diversidades do GPTW, na categoria LGBTQIA +. Esse reconhecimento reforça nosso compromisso real e contínuo com a inclusão e com uma cultura plural.</p>



<p>Essa diversidade, presente no nosso processo criativo e decisório, ampliou nossa inteligência coletiva. E isso tem sido reconhecido pelo mercado.</p>



<p><strong>Quando a cultura é coerente com o discurso, os ganhos vão além da reputação. São estratégicos.</strong></p>



<p>Cultura estratégica não é abstrata. Ela se manifesta nas rotinas, nas lideranças, nas microdecisões do dia a dia. Empresas que entendem cultura como estrutura são mais consistentes, confiáveis e adaptáveis. Não por serem agradáveis, mas por saberem quem são. E quem não são.</p>



<p>Essa clareza fortalece vínculos, orienta decisões difíceis e constrói reputação de dentro para fora. E, para isso, pesquisas de clima organizacional são fundamentais. Elas oferecem insights concretos sobre o que funciona, o que gera desconforto e onde agir para alinhar comportamentos e valores.</p>



<p>Como colunista de opinião do <strong>starten.tech</strong>, quero abrir conversas reais sobre o que sustenta organizações vivas por dentro. Cultura não é acessório. Não é post bonito no LinkedIn. Não é frase na parede.</p>



<p><strong>Cultura é escolha. É prática. É estrutura.</strong></p>



<p>E na sua empresa,</p>



<p><strong>o que tem sido repetido, mesmo sem perceber?</strong></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://starten.tech/2025/07/07/cultura-nao-e-soft/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
