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	<title>colunistas &#8211; starten.tech</title>
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	<title>colunistas &#8211; starten.tech</title>
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		<title>Inteligência Artificial é mesmo inteligente &#8211; ou ainda estamos ensinando máquinas a serem apenas obedientes?</title>
		<link>https://starten.tech/2026/04/08/inteligencia-artificial-e-mesmo-inteligente-ou-ainda-estamos-ensinando-maquinas-a-serem-apenas-obedientes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Nicolau Ramalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 19:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[O objetivo de muitos profissionais de segurança corporativa é simples de descrever e extremamente difícil de alcançar: identificar uma ameaça real antes que ela se concretize e evitar que o pior aconteça. Com esse objetivo em mente, a solução mais comum costuma ser o incremento de tecnologia nos projetos de segurança — quase sempre passando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O objetivo de muitos profissionais de segurança corporativa é simples de descrever e extremamente difícil de alcançar: identificar uma ameaça real antes que ela se concretize e evitar que o pior aconteça.</p>



<p>Com esse objetivo em mente, a solução mais comum costuma ser o incremento de tecnologia nos projetos de segurança — quase sempre passando pelo monitoramento remoto. Porém, na prática, as centrais de monitoramento frequentemente recebem alertas que exigem atenção imediata do operador, mas que acabam sendo acionamentos indevidos.</p>



<p>Ainda que o sistema funcione corretamente e o alarme tenha sido tecnicamente disparado de forma adequada, o resultado final é o mesmo: um falso alarme.</p>



<p>Na tentativa de melhorar a qualidade desses alertas, muitas vezes avançamos para soluções mais sofisticadas. Depois de longas discussões sobre custo de projeto, conseguimos incluir analíticos avançados no monitoramento: áreas de interesse com tempo de permanência, detecção de sentido de veículos, identificação de objetos abandonados, cercas virtuais inteligentes e interpretação de objetos e pessoas.</p>



<p>A lógica parece impecável. Pensamos em todas as possibilidades de risco, combinamos os analíticos disponíveis e integramos diferentes fornecedores em um sistema central de gestão de alertas.</p>



<p>Mas será que isso realmente resolve o problema?</p>



<p>Será que conseguimos, de fato, prever todas as possibilidades de risco em um projeto de segurança?</p>



<p>Será que a rotina daquela unidade permanecerá a mesma até a próxima atualização do sistema, muitas vezes anos depois?</p>



<p>E será que o contexto de segurança permanecerá imutável por tanto tempo?</p>



<p>É importante reconhecer que esse cenário — repleto de tecnologia embarcada e altamente parametrizado — ainda representa uma abordagem limitada. Nesse modelo, instruímos a máquina em detalhes minuciosos, configurando regras, parâmetros e exceções. Em troca, recebemos respostas igualmente parametrizadas, restritas às perguntas que fomos capazes de fazer.</p>



<p>Em outras palavras: isso é Inteligência Artificial.</p>



<p>Mas será que, apesar disso, é realmente inteligente?</p>



<p>Quando falamos em predição de eventos, estamos buscando algo muito mais complexo. Queremos análises subjetivas, dinâmicas e em tempo real, capazes de correlacionar cenários, comportamentos e contextos diversos para identificar quando um crime ou incidente está prestes a acontecer.</p>



<p>Durante muito tempo, essa ideia parecia ficção científica — algo próximo ao universo retratado no filme <em>Minority Report</em>, ambientado em 2054. No entanto, paradoxalmente, já começamos a acessar essa capacidade cognitiva de máquina décadas antes do previsto.</p>



<p>Com os avanços em redes neurais, machine learning, deep learning e reinforcement learning, aliados à capacidade de processamento em larga escala e baixo custo, tornou-se possível algo muito diferente da simples parametrização de regras.</p>



<p>Imagine, por exemplo, um grupo de quatro pessoas circulando do outro lado da rua, próximo ao perímetro de uma instalação. Elas transitam entre diferentes câmeras por mais tempo do que o padrão esperado para aquela área. Aproximam-se do portão de entrada, observam o ambiente e demonstram comportamentos e gestos fora do padrão habitual.</p>



<p>Nenhuma dessas ações, isoladamente, necessariamente configuraria uma ameaça.</p>



<p>Mas, quando analisadas de forma conjunta — e comparadas com milhares de horas de comportamento previamente observado — podem indicar algo muito mais relevante: um possível planejamento de invasão.</p>



<p>Nesse tipo de abordagem, a máquina não apenas executa regras programadas. Ela aprende.</p>



<p>Durante a fase de implantação do projeto, milhares de horas de imagens são analisadas automaticamente. A partir daí, o sistema apresenta possíveis alertas ao operador humano, que valida ou descarta os eventos e atribui níveis de criticidade. Esse processo alimenta continuamente o aprendizado do sistema.</p>



<p>O resultado é um modelo capaz de compreender o que é rotina e, principalmente, identificar o que foge dela.</p>



<p>Assim, qualquer comportamento anômalo — mesmo que nunca tenha sido previsto pelo ser humano — passa a ser detectado. Quando correlacionado com outras câmeras e fontes de dados, o sistema pode acionar intervenções humanas de forma muito mais preditiva e eficiente.</p>



<p>Há ainda um detalhe fundamental: o contexto não é estático. Mudanças no ambiente, na operação ou nos padrões de comportamento passam a ser continuamente assimiladas pela máquina. O aprendizado torna-se dinâmico.</p>



<p>Talvez estejamos, portanto, extraindo menos da tecnologia disponível do que poderíamos. Em grande parte, isso acontece porque ainda pensamos segurança dentro de um modelo mental baseado em comando e controle, no qual tudo precisa estar previamente estruturado e parametrizado.</p>



<p>Mas o mundo real não funciona assim.</p>



<p>Vivemos em um ambiente cada vez mais caórdico — onde ordem e caos coexistem — sujeito a mudanças rápidas de comportamento, contexto e risco. O caos tornou-se parte da rotina.</p>



<p>Curiosamente, a mesma tecnologia que contribui para acelerar esse cenário também oferece a resposta.</p>



<p>Em vez de tentar antecipar todos os cenários possíveis e limitar a tecnologia a regras previamente definidas, talvez devêssemos permitir que ela participe ativamente da análise do risco. Ao identificar padrões e comportamentos que nós mesmos não conseguimos perceber, de forma autônoma, a tecnologia deixa de ser apenas um sistema de resposta programada.</p>



<p>E, finalmente, passa a ser aquilo que sempre prometeu ser:<br>uma Inteligência Artificial verdadeiramente inteligente.</p>
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		<title>Inovação real ou de palco? O que a internacionalização em Portugal tem mostrado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Carara Lemos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 19:16:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
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					<description><![CDATA[Estou em um período de doutorado sanduíche em Lisboa e tenho aproveitado para desbravar o universo da inovação, tecnologia e empreendedorismo por aqui. Faço isso por duas razões: atuo nesse segmento no Brasil (na comunicação e marketing do Tecnopuc – Parque Científico e Tecnológico da PUCRS) e as lideranças desses ambientes formam o público que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Estou em um período de doutorado sanduíche em Lisboa e tenho aproveitado para desbravar o universo da inovação, tecnologia e empreendedorismo por aqui. Faço isso por duas razões: atuo nesse segmento no Brasil (na comunicação e marketing do Tecnopuc – Parque Científico e Tecnológico da PUCRS) e as lideranças desses ambientes formam o público que estou entrevistando para a minha pesquisa.</p>



<p>Para além de juntar o útil ao agradável, busco compreender o que a inovação tem a compartilhar sobre a comunicação com o diferente, uma vez que é exatamente na diferença que ela encontra terreno fértil.</p>



<p>Antes de vir, comecei a estudar esse ecossistema e algo me inquietava: por que um país tão pequeno, de economia historicamente questionada e cuja língua-mãe é o português, possui um ecossistema tão dinâmico? Afinal, o país sedia um dos eventos mundiais de tecnologia mais atraentes (lembro de quando vim pela primeira vez, em novembro de 2017, e só se falava em Web Summit).</p>



<p>Bem, já se passaram alguns meses e, depois de participar de muitos encontros — entre eles o lançamento do Programa de Incubação da ApexBrasil e do SEBRAE, que marcou o início da internacionalização de dez startups brasileiras —, além de <em>meetups</em>, seminários e <em>happy hours</em>, começo a ter uma percepção que compartilho aqui:</p>



<p>1. A porta de entrada para a Europa: O destino é Portugal, mas atua claramente como uma rampa de lançamento para o mercado europeu, pois o país isolado não oferece escala para grandes negócios. Cientes disso, o inglês é o idioma principal em qualquer evento ou aula de inovação. Até hoje, não assisti a um <em>pitch</em> em português.</p>



<p>2. Excelência acadêmica e conexão com o mercado: As universidades portuguesas são referência europeia em empreendedorismo. O corpo docente é altamente qualificado — muitos com bagagem global — e a interação com o mercado é fortíssima, potencializada por programas <em>Alumni</em>.</p>



<p>3. Guerra global por talentos e qualidade de vida: A União Europeia tem seus desafios de regulamentação, mas oferece seus benefícios na transição de talentos. Na Universidade Católica Portuguesa, o português é um dos idiomas que menos ouço; alemão, francês e inglês dominam. Se existe evasão de talentos locais em busca de salários maiores na UE, há também uma imigração expressiva de profissionais globais que escolhem morar aqui. Por quê? Pela qualidade de vida.</p>



<p>Dia desses, ouvi duas pessoas de países diferentes justificando a escolha por Portugal pelo seu <em>lifestyle</em>, clima agradável e facilidade de acesso. Como o país sabe que não pode competir puramente com salários atrativos de outras potências europeias, buscou focar no bem-estar. Em tempos onde o olhar humano está sendo resgatado num mundo artificial, a humanização das relações de trabalho tornou-se estratégia de retenção.</p>



<p>4. Inovação de Palco vs. Inovação de Fato: O mais interessante que percebi foi a maturidade do mercado. Os eventos não são momentos para &#8220;jogar confete&#8221;, mas espaços para discussões práticas e intensas sobre como melhorar o cenário. Muita gente por aqui já percebeu a diferença entre a &#8220;inovação de palco&#8221; e a &#8220;inovação de fato&#8221;. Inovar de fato não é apenas adotar a última tecnologia; é ter a coragem de mudar processos, melhorar a comunicação e humanizar a gestão.</p>



<p>Pelo que percebo, Portugal não quer apenas estar no <em>hype</em> de um evento, mas busca oferecer um mercado genuinamente sustentável para o desenvolvimento de novos negócios.</p>
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		<title>Mulheres, leitura e transformação social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sonia de Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 18:44:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[transformação social]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar de nos momento atuais estarmos questionando o nível baixo de alfabetização brasileira, um fenômeno silencioso reescreve a história, mulheres não apenas leem mais, mas estão transformando a sociedade através dos livros. Segundo o mais recente levantamento da Câmara Brasileira do Livro, publicado em 2025, 49% das mulheres se declaram leitoras, superando os 44% dos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Apesar de nos momento atuais estarmos questionando o nível baixo de alfabetização brasileira, um fenômeno silencioso reescreve a história, mulheres não apenas leem mais, mas estão transformando a sociedade através dos livros.</p>



<p>Segundo o mais recente levantamento da Câmara Brasileira do Livro, publicado em 2025, 49% das mulheres se declaram leitoras, superando os 44% dos homens. Porém, a história vai além, 62% dos leitores mais intensos (aqueles que leem 10 ou mais livros por ano) são mulheres. Em um cenário onde apenas 16% da população adulta adquiriu ao menos um livro no período, esse protagonismo feminino não pode ser ignorado.</p>



<p>Mas por trás desses números há uma história. Esse protagonismo não é coincidência, é resultado de séculos de luta pelo acesso à educação. Nesse contexto, a leitura deixa de ser apenas lazer e passa a ser ferramenta de autonomia. Ao consumir livros (principalmente aqueles voltados ao desenvolvimento pessoal, carreira e saúde mental), mulheres ampliam repertórios, constroem senso crítico e, sobretudo, ocupam espaços de decisão.</p>



<p>Não por acaso, a pesquisa aponta que grande parte das leitoras pertence às classes B e C. Nesses contextos, o livro funciona como porta de entrada para novos mundos, novas carreiras, novas possibilidades. Em outras palavras, ler é cada vez mais uma estratégia de ascensão e as mulheres sabem disso.</p>



<p>O impacto vai além do indivíduo. Mulheres são, majoritariamente, construtoras de comunidades de leitura: incentivam filhos, recomendam títulos, movimentam clubes de leitura e influenciam tendências nas redes sociais. Elas não apenas consomem cultura; elas a disseminam.</p>



<p>O protagonismo feminino já impacta diretamente o mercado editorial. Editoras ampliam catálogos com autoras, investem em narrativas mais diversas e acompanham demandas que emergem desse público.</p>



<p>Se as mulheres estão liderando a leitura, talvez a pergunta mais relevante não seja &#8220;por que elas leem mais?&#8221;, mas sim &#8220;o que o restante da sociedade pode aprender com esse comportamento?&#8221; A resposta passa por reconhecer que o livro não é apenas um produto cultural, mas uma tecnologia social. Ele forma pensamento, amplia horizontes e impacta diretamente a capacidade de participação cidadã.</p>



<p>Quando mulheres leem mais, reescrevem as próprias trajetórias. E organizações como a Afesu existem justamente para garantir que todas as mulheres, independentemente de sua origem, tenham acesso a essa ferramenta transformadora.</p>
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		<title>O maior risco hoje não é investir em sustentabilidade, é ignorá-la</title>
		<link>https://starten.tech/2026/03/30/o-maior-risco-hoje-nao-e-investir-em-sustentabilidade-e-ignora-la/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rossana Parizotto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 20:50:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante muitos anos a sustentabilidade nas organizações foi tratada como uma agenda de reputação. Algo importante para comunicação institucional, relatórios anuais e posicionamento de marca. No entanto, à medida que o ambiente econômico se torna mais complexo, competitivo e instável, essa visão se mostra cada vez mais limitada. A sustentabilidade deixou de ser um discurso [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Durante muitos anos a sustentabilidade nas organizações foi tratada como uma agenda de reputação. Algo importante para comunicação institucional, relatórios anuais e posicionamento de marca. No entanto, à medida que o ambiente econômico se torna mais complexo, competitivo e instável, essa visão se mostra cada vez mais limitada. A sustentabilidade deixou de ser um discurso aspiracional para se tornar uma estratégia concreta de geração de valor para as organizações.</p>



<p>O primeiro benefício real e tangível está na eficiência operacional. Processos produtivos mais eficientes, redução do consumo de energia, otimização do uso de água e gestão adequada de resíduos geram economia direta de recursos. Empresas que investem em eficiência energética, por exemplo, conseguem reduzir significativamente custos operacionais ao longo do tempo. Da mesma forma, iniciativas de economia circular que reaproveitam materiais e reduzem desperdícios impactam diretamente na estrutura de custos das operações.</p>



<p>Outro ganho concreto está na gestão de riscos. Organizações que incorporam práticas de sustentabilidade conseguem antecipar vulnerabilidades que muitas vezes passam despercebidas em modelos tradicionais de gestão. Mudanças regulatórias, pressões de mercado, crises climáticas e instabilidade nas cadeias de suprimento são fatores que já impactam diretamente os negócios. Empresas que monitoram esses riscos e desenvolvem estratégias mais resilientes tornam-se mais preparadas para enfrentar cenários de incerteza.</p>



<p>A sustentabilidade também tem impacto direto no acesso a capital. O mercado financeiro passou a incorporar critérios ambientais, sociais e de governança na avaliação de empresas. Fundos de investimento, bancos e organismos multilaterais analisam cada vez mais esses fatores na concessão de crédito e na decisão de investimento. Organizações que demonstram compromisso consistente com práticas sustentáveis tendem a acessar melhores condições de financiamento, ampliar oportunidades de investimento e fortalecer sua credibilidade perante o mercado.</p>



<p>Outro benefício tangível aparece na capacidade de inovação. A busca por soluções mais sustentáveis estimula o desenvolvimento de novos produtos, serviços e modelos de negócio. Empresas que investem em sustentabilidade frequentemente descobrem oportunidades que antes não estavam no radar estratégico. Novos materiais, tecnologias mais eficientes, modelos baseados em compartilhamento ou circularidade são exemplos de como a sustentabilidade pode impulsionar inovação e gerar diferenciação competitiva.</p>



<p>Há também um impacto significativo na relação com pessoas. Organizações que incorporam práticas responsáveis e demonstram coerência entre discurso e ação tendem a atrair e reter talentos com mais facilidade. Profissionais, especialmente das novas gerações, buscam cada vez mais trabalhar em ambientes que tenham propósito, responsabilidade social e compromisso com o futuro. Isso se traduz em maior engajamento, produtividade e fortalecimento da cultura organizacional.</p>



<p>Outro aspecto muitas vezes subestimado é a relação com o mercado consumidor. A percepção de valor das marcas está cada vez mais associada à sua postura diante de desafios sociais e ambientais. Consumidores estão mais atentos à origem dos produtos, às condições de produção e ao impacto das empresas na sociedade. Organizações que conseguem comunicar e demonstrar práticas responsáveis constroem relações de confiança mais sólidas com seus públicos.</p>



<p>No entanto, talvez o maior valor da sustentabilidade esteja na capacidade de ampliar a visão estratégica das organizações. Incorporar essa agenda exige olhar para o negócio de forma sistêmica, compreender interdependências e considerar impactos de longo prazo. Isso transforma a maneira como decisões são tomadas, como investimentos são planejados e como o futuro da organização é projetado.</p>



<p>Empresas que tratam sustentabilidade apenas como um departamento isolado ou uma obrigação regulatória dificilmente capturam esses benefícios. O valor real surge quando essa agenda é integrada à estratégia, orientando decisões, investimentos e prioridades organizacionais.</p>



<p>Em um cenário marcado por mudanças climáticas, pressão por transparência, transformação tecnológica e instabilidade econômica, investir em sustentabilidade não é apenas uma escolha ética ou reputacional. É uma decisão estratégica que fortalece a competitividade, reduz riscos e cria novas oportunidades de crescimento.</p>



<p>No fim das contas, a pergunta mais relevante talvez não seja por que investir em sustentabilidade, mas qual será o custo para as organizações que decidirem ignorá-la. Afinal, em um mundo cada vez mais atento aos impactos das atividades econômicas, a sustentabilidade deixa de ser um diferencial e passa a ser uma condição para permanecer relevante no mercado.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O poder da influência: como fazer o ChatGPT recomendar sua empresa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nicolau Ramalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 14:15:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[marketing digital]]></category>
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					<description><![CDATA[O avanço da Inteligência Artificial mudou profundamente a forma como pesquisamos praticamente qualquer tema. Com isso, o marketing digital também entrou em uma nova fase. Durante anos, empresas investiram pesadamente em estratégias de SEO (Search Engine Optimization) para posicionar seus conteúdos nos primeiros resultados de busca em plataformas como o Google. O objetivo era claro: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O avanço da Inteligência Artificial mudou profundamente a forma como pesquisamos praticamente qualquer tema. Com isso, o marketing digital também entrou em uma nova fase.</p>



<p>Durante anos, empresas investiram pesadamente em estratégias de <strong>SEO (Search Engine Optimization)</strong> para posicionar seus conteúdos nos primeiros resultados de busca em plataformas como o Google. O objetivo era claro: aparecer bem ranqueado e conquistar cliques.</p>



<p>Agora, porém, surge um novo desafio.</p>



<p>Com a popularização de plataformas baseadas em modelos de linguagem, como o ChatGPT, a lógica começa a mudar. Já não basta apenas ser encontrado em um mecanismo de busca. O novo objetivo passa a ser <strong>ser compreendido e recomendado por sistemas de Inteligência Artificial</strong>.</p>



<p>Nesse contexto, novos conceitos começam a ganhar espaço no marketing digital: <strong>AEO (Answer Engine Optimization)</strong> e <strong>GEO (Generative Engine Optimization)</strong>.</p>



<p>O SEO continua sendo fundamental. Ele garante visibilidade e relevância nos mecanismos de busca tradicionais. O AEO, por sua vez, trata da otimização de conteúdos para que assistentes e agentes de IA consigam interpretar informações e apresentá-las como respostas claras durante uma interação. Já o GEO busca tornar o conteúdo compreensível, confiável e persuasivo dentro de sistemas de IA generativa.</p>



<p>Em outras palavras:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>&#8211; <strong>SEO ajuda você a ser visto.</strong></li>



<li>&#8211; <strong>AEO ajuda a IA a explicar o que você faz.</strong></li>



<li>&#8211; <strong>GEO ajuda a IA a confiar em você e recomendá-lo.</strong></li>
</ul>



<p>Esse novo cenário cria uma camada adicional de complexidade. Antes, bastava estruturar bem a informação para humanos e algoritmos de busca. Agora, é preciso considerar também <strong>como agentes de IA interpretam, sintetizam e utilizam essas informações durante um diálogo com o usuário</strong>.</p>



<p>A concorrência, portanto, deixa de ser apenas sobre visibilidade. Passa a ser também sobre <strong>relevância e influência dentro dos sistemas de IA</strong>.</p>



<p>Felizmente, algumas práticas já podem ajudar empresas a se posicionarem melhor nesse novo ambiente.</p>



<p><strong>1. Informações técnicas claras e consistentes</strong></p>



<p>A base de qualquer estratégia de AEO e GEO é a qualidade das informações disponíveis sobre seu produto ou serviço.</p>



<p>Isso significa manter <strong>fichas técnicas claras, consistentes e atualizadas</strong> em todas as plataformas. Datasheets bem estruturados, perguntas frequentes (FAQ), especificações técnicas, arquitetura da solução e diferenciais competitivos ajudam sistemas de IA a compreender melhor sua oferta.</p>



<p>Outro ponto essencial é a consistência entre canais. Informações presentes no site da empresa devem ser coerentes com reviews, vídeos e outros conteúdos publicados na internet.</p>



<p><strong>2. Conteúdo orientado à dor do cliente</strong></p>



<p>Influência, nesse novo cenário, passa pela capacidade de <strong>educar o mercado</strong>.</p>



<p>Conteúdos eficazes começam explicando o problema do cliente antes de apresentar a solução. Isso inclui exemplos de aplicação real, comparações entre alternativas disponíveis, boas práticas de uso e recomendações complementares.</p>



<p>Quanto mais estruturado, completo e útil for o conteúdo, maior a probabilidade de ele ser utilizado por agentes de IA como base para recomendações.</p>



<p><strong>3. Autoridade e credibilidade</strong></p>



<p>Assim como acontece com humanos, sistemas de IA também avaliam sinais de confiança.</p>



<p>Avaliações de usuários, menções em veículos de imprensa, certificações, parcerias estratégicas e estudos de caso contribuem para construir a reputação digital de uma empresa.</p>



<p>Quanto maior a presença de evidências externas de credibilidade, maior tende a ser a probabilidade de recomendação.</p>



<p>No fundo, esse novo marketing digital impulsionado por Inteligência Artificial não é tão diferente do processo tradicional de tomada de decisão humana.</p>



<p>Quando queremos comprar algo, buscamos informações em múltiplas fontes, avaliamos opiniões de terceiros, analisamos aspectos técnicos da solução e ponderamos riscos antes de decidir.</p>



<p>Sistemas de IA seguem uma lógica muito semelhante.</p>



<p>Tornar-se recomendável para uma LLM depende, essencialmente, de <strong>ser claro, confiável e relevante em diferentes fontes de informação</strong>.</p>



<p>Em outras palavras: no novo marketing digital, não basta aparecer nas buscas.<br>É preciso <strong>tornar-se recomendável para as máquinas que ajudam as pessoas a decidir</strong>.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Sustentabilidade não é agenda ambiental: é estratégia em um mundo em conflito</title>
		<link>https://starten.tech/2026/03/16/sustentabilidade-nao-e-agenda-ambiental-e-estrategia-em-um-mundo-em-conflito/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rossana Parizotto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 16:51:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colunistas]]></category>
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					<description><![CDATA[A sustentabilidade costuma ser tratada como uma agenda de longo prazo, associada à transição energética, à proteção da biodiversidade ou à responsabilidade social das organizações. No entanto, nos últimos anos ficou evidente que a sustentabilidade também precisa ser compreendida como uma agenda profundamente conectada à estabilidade global. As crises geopolíticas contemporâneas, guerras, disputas por recursos [&#8230;]]]></description>
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<p>A sustentabilidade costuma ser tratada como uma agenda de longo prazo, associada à transição energética, à proteção da biodiversidade ou à responsabilidade social das organizações. No entanto, nos últimos anos ficou evidente que a sustentabilidade também precisa ser compreendida como uma agenda profundamente conectada à estabilidade global. As crises geopolíticas contemporâneas, guerras, disputas por recursos naturais, tensões comerciais e rearranjos de poder entre países, revelam que a sustentabilidade não pode ser analisada apenas sob a ótica ambiental ou corporativa. Ela está diretamente ligada à segurança alimentar, energética, econômica e social das nações.</p>



<p>A instabilidade geopolítica tem provocado efeitos em cadeia que impactam diretamente os sistemas que sustentam a vida e as economias. Conflitos armados, sanções econômicas e disputas territoriais alteram fluxos de comércio, pressionam cadeias produtivas e ampliam a vulnerabilidade de populações inteiras. Quando a energia se torna instrumento de disputa, por exemplo, países passam a buscar alternativas rápidas para garantir abastecimento, muitas vezes recorrendo novamente a fontes fósseis, retardando compromissos climáticos. Da mesma forma, a insegurança alimentar se intensifica quando regiões produtoras são afetadas por guerras ou bloqueios comerciais, impactando o preço dos alimentos em escala global.</p>



<p>Esses movimentos revelam um paradoxo importante. Em momentos de crise, governos e organizações tendem a priorizar respostas imediatas de segurança e estabilidade econômica, o que muitas vezes coloca a agenda ambiental em segundo plano. No entanto, ignorar a sustentabilidade nesses contextos tende a aprofundar os próprios riscos que se busca mitigar. Mudanças climáticas, escassez de água, degradação ambiental e desigualdades sociais não desaparecem em cenários de conflito; pelo contrário, tornam-se fatores adicionais de tensão e disputa.</p>



<p>A relação entre sustentabilidade e geopolítica também se manifesta na corrida por recursos estratégicos. Minerais críticos necessários para tecnologias de energia limpa, como lítio, níquel e terras raras, estão no centro de novas disputas globais. A transição energética, essencial para enfrentar a crise climática, depende de cadeias produtivas complexas e concentradas em determinadas regiões do mundo. Isso cria novos desafios diplomáticos e econômicos, exigindo cooperação internacional, governança transparente e responsabilidade socioambiental na exploração desses recursos.</p>



<p>Outro aspecto importante é o impacto das crises geopolíticas sobre a governança global. A sustentabilidade depende, em grande medida, de acordos multilaterais, compromissos climáticos e cooperação internacional. Contudo, em momentos de polarização política e disputas estratégicas, a capacidade de coordenação entre países tende a se fragilizar. Isso pode comprometer avanços importantes em temas como redução de emissões, preservação ambiental e financiamento climático, justamente quando esses esforços se tornam mais urgentes.</p>



<p>Nesse cenário, a sustentabilidade deixa de ser apenas uma agenda de responsabilidade ambiental ou reputação corporativa. Ela passa a ocupar um espaço estratégico na construção de resiliência social, econômica e institucional. Países que investem em sistemas energéticos diversificados, em agricultura sustentável, em gestão eficiente da água e em políticas sociais robustas tornam-se mais preparados para enfrentar choques externos e crises globais. A sustentabilidade, portanto, também é uma estratégia de segurança.</p>



<p>Para as organizações, esse contexto exige uma mudança de perspectiva. Não se trata apenas de cumprir metas de ESG ou responder a pressões regulatórias e de mercado. As empresas precisam compreender que a instabilidade geopolítica afeta cadeias de suprimento, acesso a insumos, mercados consumidores e reputação institucional. Incorporar a sustentabilidade nas decisões estratégicas significa também reduzir vulnerabilidades, diversificar fornecedores, fortalecer relações com comunidades e antecipar riscos sistêmicos.</p>



<p>Ao mesmo tempo, as crises globais podem abrir oportunidades para acelerar transformações estruturais. A busca por independência energética, por exemplo, tem impulsionado investimentos em energias renováveis em diversas regiões do mundo. A necessidade de cadeias produtivas mais resilientes estimula práticas de economia circular, produção local e inovação tecnológica. Em outras palavras, a instabilidade pode funcionar como um catalisador para mudanças que talvez demorassem mais tempo para acontecer.</p>



<p>No entanto, essas transformações exigem liderança política, visão de longo prazo e capacidade de articulação entre diferentes atores sociais. Governos, empresas, academia e sociedade civil precisam atuar de forma coordenada para evitar que as crises aprofundem desigualdades ou comprometam compromissos ambientais já estabelecidos. A sustentabilidade, nesse contexto, não pode ser tratada como uma agenda periférica ou opcional. Ela precisa estar no centro das estratégias de desenvolvimento.</p>



<p>Em um mundo cada vez mais interconectado, as crises geopolíticas demonstram que os desafios ambientais, sociais e econômicos não respeitam fronteiras. A segurança energética de um país pode depender da estabilidade política de outro. A disponibilidade de alimentos pode ser impactada por conflitos a milhares de quilômetros de distância. A sustentabilidade, portanto, não é apenas uma responsabilidade local ou setorial; é um elemento fundamental para a estabilidade global.</p>



<p>Talvez a principal lição desse cenário seja a necessidade de repensar a forma como entendemos desenvolvimento e segurança. Durante muito tempo, esses conceitos foram tratados de maneira separada. Hoje, torna-se evidente que não haverá estabilidade duradoura sem sustentabilidade. Em um contexto marcado por incertezas e disputas geopolíticas, investir em sustentabilidade é também investir em paz, resiliência e futuro.</p>
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		<title>Colaboração não é tendência. É condição de existência.</title>
		<link>https://starten.tech/2026/03/13/colaboracao-nao-e-tendencia-e-condicao-de-existencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Liana Rigon]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 17:47:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Reunir pessoas em torno de um tema, conversar, discordar, ouvir, refletir e agir. Parece simples — e é. Esse é um hábito antigo, talvez um dos mais antigos da vida em sociedade. E continua sendo extremamente eficiente. Não há inovação sem esse movimento. Ideias precisam circular, ser questionadas, ganhar novas camadas. Pensar junto quase sempre [&#8230;]]]></description>
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<p>Reunir pessoas em torno de um tema, conversar, discordar, ouvir, refletir e agir. Parece simples — e é. Esse é um hábito antigo, talvez um dos mais antigos da vida em sociedade. E continua sendo extremamente eficiente. Não há inovação sem esse movimento. Ideias precisam circular, ser questionadas, ganhar novas camadas. Pensar junto quase sempre é uma forma mais inteligente de decidir.</p>



<p>Nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão sujeitos a viver em bolhas que apenas confirmam o que já acreditamos. A tecnologia ampliou o alcance das interações, mas não garante encontro de verdade. E sem encontro real não há transformação. Colaborar é uma escolha. É uma postura. É decidir somar em vez de competir o tempo todo, integrar em vez de fragmentar, escutar mesmo quando há divergência. Não se trata de evitar conflitos, mas de sustentar o diálogo até que algo melhor apareça.</p>



<p>Nos ecossistemas de inovação isso fica evidente. Ideias relevantes raramente nascem isoladas. Elas surgem da combinação de competências diferentes, de olhares que se cruzam e se desafiam.</p>



<p>Temos exemplos claros disso. O Pacto Alegre nasceu da decisão de diferentes instituições pensarem juntas o futuro da cidade. Universidade, empresas, setor público e sociedade civil sentaram à mesma mesa e assumiram que alguns desafios são grandes demais para serem enfrentados sozinhos. A chegada do South Summit Brazil ao Brasil também é fruto desse tipo de articulação. Não foi obra de um único ator, mas de uma convergência de esforços em torno de uma visão comum: colocar a cidade no mapa global da inovação.</p>



<p>O mesmo acontece com o Instituto Caldeira, que se consolidou como um hub de inovação porque foi construído por muitas mãos e visões. Inspiradoras na colaboração que foi experimentado em lugares ao redor do mundo. Hoje, empresas, universidades, empreendedores e poder público compartilham ali um mesmo espaço de discussão e sinergia constantes.</p>



<p>Iniciativas como a Coalizão pelo Impacto seguem essa mesma lógica: conectar organizações diferentes para ampliar a capacidade de gerar transformação social. E essa dinâmica também aparece na periferia. Projetos como Territórios Inovadores mostram que inovação não acontece apenas em laboratórios ou centros tecnológicos. Ela também nasce quando diferentes atores se conectam para criar oportunidades onde antes havia distância do ecossistema.</p>



<p>Todos esses movimentos têm algo em comum: são feitos em camadas. Cada organização entrega uma parte. Cada pessoa contribui com um pedaço. E é justamente essa soma que torna as iniciativas mais fortes do que qualquer esforço individual.</p>



<p>Na verdade, isso não é novidade. Povos e culturas prosperaram ao longo da história porque entenderam algo simples: ninguém se sustenta sozinho. A cooperação sempre foi uma estratégia de sobrevivência — e também de evolução.</p>



<p>Dentro das organizações, o princípio é o mesmo. Quando áreas trabalham isoladas, a empresa perde velocidade e desperdiça inteligência coletiva. Quando compartilham contexto e assumem responsabilidade pelo todo, as decisões ficam melhores e a execução ganha coerência. Colaborar não diminui identidade. Amplia possibilidades.</p>



<p>No fim das contas, a questão não é se colaboração é importante. A pergunta é se estamos dispostos a escolhê-la. Porque quando ela não acontece, nada necessariamente para.</p>



<p>Mas tudo demora mais. E quase sempre chega primeiro quem decidiu construir junto.</p>
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		<title>Como construir um playbook comercial — menos palco, mais método</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nicolau Ramalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 18:22:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Existe hoje um fetiche perigoso em torno do empreendedorismo de startup. A narrativa dominante sugere que basta uma boa ideia em PowerPoint, um time de tecnologia caro e alguns aportes sucessivos para que o crescimento exponencial aconteça quase por inércia. Essa visão romantizada ignora o elemento mais básico — e menos glamuroso — de qualquer [&#8230;]]]></description>
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<p>Existe hoje um fetiche perigoso em torno do empreendedorismo de startup. A narrativa dominante sugere que basta uma boa ideia em PowerPoint, um time de tecnologia caro e alguns aportes sucessivos para que o crescimento exponencial aconteça quase por inércia. Essa visão romantizada ignora o elemento mais básico — e menos glamuroso — de qualquer negócio: vender.</p>



<p>Nem todo negócio é, ou precisa ser, uma startup. O modelo startup exige uma tríade clara: base tecnológica sólida, descolamento entre custo e receita e alta escalabilidade. Sem isso, não há startup — e tudo bem. O problema começa quando essa glamourização cria um ecossistema de palco, onde aceleradoras, cursos e “mentores” vendem atalhos para quem ainda não atravessou o primeiro abismo: conquistar clientes reais.</p>



<p>O erro mais recorrente do empreendedor iniciante é começar pela tecnologia, não pelo cliente. Tecnologia é meio, nunca fim. Startups não são “de IA”, “de blockchain” ou “de qualquer buzzword da moda”; elas usam tecnologia para resolver uma dor concreta. Antes de escalar, antes de automatizar, antes de estruturar, é preciso vender — mesmo que isso signifique, no início, prestar serviços pouco eficientes do ponto de vista técnico.</p>



<p>É nesse contexto que surge a importância do playbook comercial. Ele não é um manual estático, mas um registro vivo da execução. Serve para documentar hipóteses, aprendizados, erros e acertos ao longo da jornada. Sem ele, o empreendedor se perde entre impressões subjetivas e decisões erráticas.</p>



<p>O primeiro objetivo do playbook é orientar a busca pelos clientes visionários — aqueles poucos que pautam seu mercado, aceitam risco e ajudam a moldar o produto. Não se trata de volume, mas de qualidade. Três a cinco clientes bem escolhidos são suficientes para validar hipóteses iniciais e construir o Product Market Fit.</p>



<p>A partir daí, o playbook precisa evoluir junto com a empresa, acompanhando as etapas naturais do negócio: MVP, Product Market Fit, tração e escala. Em cada fase, devem estar claros o objetivo, o posicionamento de valor, o Perfil Ideal de Cliente (PIC), as personas, o processo comercial, as métricas e a rotina de vendas.</p>



<p>Mapear corretamente PIC e personas é fundamental. Um mesmo setor abriga diferentes perfis decisores, com dores, motivações e gatilhos distintos. Falar com compras, inovação ou área técnica exige abordagens completamente diferentes. O playbook existe para evitar que isso dependa apenas da intuição do vendedor.</p>



<p>Outro ponto crítico é alinhar a jornada do cliente às etapas da venda. Clientes não compram quando o fornecedor quer vender, mas quando estão prontos. O papel do comercial é conduzir esse avanço: gerar consciência do problema, educar o mercado, qualificar a demanda, estruturar a solução e só então apresentar a proposta.</p>



<p>Esse processo exige disciplina e teste constante de hipóteses. A maioria falhará. É esperado errar entre 85% e 90% dos testes. E mesmo os acertos costumam gerar incrementos marginais. Crescimento consistente não vem de uma grande ideia, mas da soma de pequenos ajustes bem documentados.</p>



<p>Por fim, o playbook comercial só funciona se estiver refletido na operação: CRM, métricas, rotinas e integração com marketing e sucesso do cliente. Ele dá previsibilidade ao caos inicial e permite que a empresa cresça sem depender exclusivamente de heróis individuais.</p>



<p>Empreender não é sobre palco, rodadas ou narrativa. É sobre método, execução e aprendizado contínuo. O playbook comercial é o instrumento que transforma tentativa e erro em estratégia.</p>
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		<title>Evasão escolar compromete a inserção de mulheres no mercado de tecnologia e perpetua a desigualdade econômica</title>
		<link>https://starten.tech/2026/03/09/evasao-escolar-compromete-a-insercao-de-mulheres-no-mercado-de-tecnologia-e-perpetua-a-desigualdade-economica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Sonia de Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 18:46:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[transformação digital]]></category>
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					<description><![CDATA[A transformação digital avança em ritmo acelerado e reposiciona o mercado de trabalho global. Áreas como desenvolvimento de software, análise de dados e inteligência artificial estão entre as que mais crescem e oferecem melhores salários. No entanto, para milhares de meninas brasileiras, o acesso a essas oportunidades é interrompido muito antes da escolha profissional, pois [&#8230;]]]></description>
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<p>A transformação digital avança em ritmo acelerado e reposiciona o mercado de trabalho global. Áreas como desenvolvimento de software, análise de dados e inteligência artificial estão entre as que mais crescem e oferecem melhores salários. No entanto, para milhares de meninas brasileiras, o acesso a essas oportunidades é interrompido muito antes da escolha profissional, pois é comprometido pela evasão escolar.</p>



<p>Seguir carreira na área de&nbsp; Tecnologia da Informação exige domínio de matemática, raciocínio lógico, interpretação de texto e letramento digital, tais competências construídas ao longo da educação básica. Quando meninas abandonam a escola por vulnerabilidade social, necessidade de trabalhar ou gravidez precoce, perdem a chance de consolidar essa base essencial.</p>



<p>Segundo levantamento de 2025, realizado na Paraíba pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), cerca de 56% das crianças e adolescentes em evasão escolar no Estado são meninas. Sem ensino médio completo, o acesso ao ensino superior já se torna mais restrito. Sem formação sólida em disciplinas exatas, o ingresso em cursos como ciência da computação, engenharia ou sistemas de informação se distancia ainda mais. E, sem qualificação técnica, a porta de entrada para o setor de tecnologia praticamente se fecha. Forma-se um funil excludente: menos escolaridade gera menos qualificação, que gera menos acesso a carreiras de alta renda.</p>



<p>O setor de tecnologia é hoje um dos principais motores da economia digital. No Brasil, a demanda por profissionais de TI cresce consistentemente, enquanto a oferta de mão de obra qualificada ainda não acompanha esse ritmo. Uma pesquisa de 2025 da consultoria global de gestão Bain &amp; Company revelou que, no país, com 5,2 mil profissionais do setor de tecnologia no país, 39% dos executivos relatam que a limitação de expertise interna já atrasa a adoção da tecnologia em suas empresas.</p>



<p>Quando mulheres ficam de fora desse ecossistema, o impacto não é apenas individual, mas estrutural. Elas passam a ocupar, majoritariamente, setores com menor remuneração, maior informalidade e menor estabilidade. A desigualdade de renda se amplia e se perpetua. Cada ano adicional de escolaridade aumenta significativamente a renda futura de uma pessoa. Quando uma menina abandona a escola precocemente, ela não perde somente um diploma, mas décadas de potencial de renda acumulada.</p>



<p>A evasão escolar é o início de um ciclo intergeracional de desigualdade e, por isso, deve ser sanado para possibilitar autonomia financeira, capacidade de investimento, segurança previdenciária e mobilidade social.</p>



<p><strong>Sobre a Afesu</strong></p>



<p>Fundada em 1963, a Afesu (Associação Feminina de Estudos Sociais e Universitários) é uma organização sem fins lucrativos que promove a inclusão social de meninas e mulheres por meio da educação. Com cursos 100% gratuitos, voltados para beneficiárias de 7 a 25 anos, a instituição oferece formação integral, apoio escolar, qualificação profissional e desenvolvimento socioemocional e atua sempre sem conjunto a família da aluna. Com unidades em regiões vulneráveis nas cidades de São Paulo — Jardim Taboão, Vila Missionária e Cotia —, a instituição já atendeu mais de 15 mil beneficiárias, impactando direta e indiretamente cerca de 60 mil pessoas.</p>



<p>A Afesu mantém uma sólida rede de parcerias com mais de 50 empresas e instituições — como WEG, Porto, Craft, Schneider Electric, Instituto Ambikira — que colaboram para a formação humana e iniciação profissional das beneficiárias. A organização também já recebeu diversos reconhecimentos por seu impacto social e por sua contribuição à educação de qualidade e equitativa no Brasil.</p>



<p>Para saber mais ou apoiar, acesse: <a href="http://www.afesu.org.br">www.afesu.org.br</a></p>
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		<title>Além do Emoji: quando a violência contra mulheres também se esconde na linguagem digital</title>
		<link>https://starten.tech/2026/03/08/alem-do-emoji-quando-a-violencia-contra-mulheres-tambem-se-esconde-na-linguagem-digital/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Lazuta]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2026 23:30:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[tech]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[A violência contra mulheres nem sempre começa com um grito.&#160; Às vezes começa com uma piada.&#160; Às vezes com um meme.&#160; E, no ambiente digital, às vezes começa com algo que parece inofensivo: um emoji. Todos os dias, no Brasil, mulheres sofrem algum tipo de violência. Algumas dessas histórias chegam às manchetes. Muitas outras permanecem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A violência contra mulheres nem sempre começa com um grito.&nbsp;</p>



<p>Às vezes começa com uma piada.&nbsp;</p>



<p>Às vezes com um meme.&nbsp;</p>



<p>E, no ambiente digital, às vezes começa com algo que parece inofensivo: um emoji.</p>



<p>Todos os dias, no Brasil, mulheres sofrem algum tipo de violência.</p>



<p>Algumas dessas histórias chegam às manchetes. Muitas outras permanecem invisíveis. Ainda assim, os números ajudam a revelar a gravidade do problema. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registra, em média, quatro feminicídios por dia. São mulheres assassinadas simplesmente por serem mulheres.</p>



<p>Por trás desses dados existem histórias interrompidas, famílias devastadas e uma pergunta que insiste em permanecer: como chegamos até aqui?</p>



<p>A violência contra mulheres não surge de forma repentina. Ela é construída em camadas.</p>



<p>Está nas estruturas sociais, nas desigualdades historicamente naturalizadas, nas narrativas culturais que banalizam o desrespeito e nas microagressões cotidianas que muitas vezes passam despercebidas.</p>



<p>E, cada vez mais, também se manifesta no ambiente digital.</p>



<p>A internet ampliou exponencialmente nossas formas de comunicação, aproximou pessoas e criou novas linguagens. Mas também abriu espaços onde discursos misóginos encontram terreno fértil para se reorganizar e se sofisticar.</p>



<p>Em comunidades online associadas à chamada cultura incel, grupos que se estruturam a partir de ressentimento e hostilidade direcionados às mulheres, surgem códigos, símbolos e linguagens próprias.</p>



<p>Para quem observa de fora, muitos desses elementos parecem apenas parte da estética informal da internet.</p>



<p>Mas, dentro desses ambientes, eles podem carregar significados associados à ridicularização, à intimidação e ao desprezo sistemático pelas mulheres.</p>



<p>A misoginia contemporânea raramente se apresenta de forma explícita. Muitas vezes ela se reorganiza em códigos, ironias e símbolos compartilhados em comunidades digitais. Linguagens que parecem banais para quem está fora desses espaços, mas que funcionam como marcadores de pertencimento e hostilidade para quem participa deles.</p>



<p>A cultura pop recente tem revelado esse fenômeno com inquietante precisão. Na série Adolescence, por exemplo, acompanhamos como jovens podem ser gradualmente expostos a comunidades digitais que normalizam discursos de ressentimento e misoginia, muitas vezes por meio de códigos aparentemente banais da cultura online.</p>



<p>Esse tipo de narrativa ficcional ecoa um fenômeno muito real.</p>



<p>Foi justamente a partir dessa reflexão que nasceu a campanha Além do Emoji, criada pela Agência Bistrô para o mês das mulheres.</p>



<p>A ideia surgiu a partir de uma experiência vivida pela VP Institucional e de ESG da agência, Fernanda Aldabe. Durante uma conversa online, ao dizer “não” para um homem, ela recebeu como resposta uma sequência de emojis de urso.</p>



<p>À primeira vista, aquilo poderia parecer apenas uma reação curiosa ou infantil.</p>



<p>Mas a situação causou estranhamento.</p>



<p>Ao pesquisar depois, Fernanda descobriu que aquele símbolo circulava em determinados espaços digitais como parte de códigos utilizados em comunidades misóginas.</p>



<p>Aquilo levantou uma pergunta inevitável.</p>



<p>Quantas outras linguagens de violência estão circulando na internet sem que a maioria das pessoas perceba?</p>



<p>Foi a partir dessa inquietação que nasceu Além do Emoji.</p>



<p>A campanha busca lançar luz sobre essas formas contemporâneas de agressão simbólica que se disseminam no ambiente digital, muitas vezes ocultas em códigos, memes e símbolos aparentemente inofensivos.</p>



<p>Porque compreender essas linguagens também é uma forma de enfrentamento.</p>



<p>Mas a reflexão não pode se limitar à denúncia.</p>



<p>Se desejamos alterar padrões culturais profundamente arraigados, precisamos falar sobre prevenção.</p>



<p>E é justamente nesse ponto que emerge uma das iniciativas mais relevantes desse projeto.</p>



<p>Como parte da campanha, a Bistrô convidou Natália Mansan, doutoranda e mestra em Educação, especialista em gestão educacional e pedagoga, para desenvolver um livro voltado à educação infantil e juvenil.</p>



<p>A obra foi concebida como um instrumento pedagógico para ajudar educadores a conversar com crianças e adolescentes sobre respeito, convivência no ambiente digital e identificação de comportamentos violentos online.</p>



<p>Alguns exemplares impressos serão distribuídos a coordenadores pedagógicos de escolas de Porto Alegre. Ao mesmo tempo, o e-book também está disponível gratuitamente no site da campanha, permitindo que essa mensagem alcance ainda mais pessoas.</p>



<p>A proposta é simples, mas estrutural. Contribuir para a formação de uma geração mais consciente sobre como se relacionar, tanto no mundo físico quanto no digital.</p>



<p>Porque enfrentar a violência contra mulheres não significa apenas reagir quando ela acontece.</p>



<p>Significa também educar para que ela não aconteça.</p>



<p>Eu atuo na Bistrô como Head de Cultura e estive à frente da gestão desse projeto. Ao longo desse processo, uma pergunta nos acompanhou de forma recorrente.</p>



<p>O que cada um de nós está fazendo, de forma concreta, para alterar os alarmantes índices de violência contra mulheres no Brasil?</p>



<p>Empresas ocupam hoje um papel incontornável na construção cultural. Elas produzem narrativas, influenciam comportamentos e têm a capacidade de amplificar debates urgentes.</p>



<p>A campanha Além do Emoji nasce como uma tentativa de provocar essa reflexão.</p>



<p>Porque nem toda violência começa com um grito.</p>



<p>Às vezes começa com uma palavra.&nbsp;</p>



<p>Às vezes com uma piada.&nbsp;</p>



<p>Às vezes com um símbolo aparentemente inocente.</p>



<p>E é justamente por isso que precisamos aprender a olhar além deles.</p>



<p>No mês das mulheres, fica uma pergunta inevitável.</p>



<p>O que a sua empresa tem feito, de forma concreta, para contribuir para a redução da violência contra mulheres?</p>



<p>Conheça a campanha e acesse o e-book em&nbsp;</p>



<p><a href="https://www.alemdoemoji.com/">alemdoemoji.com</a></p>
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