<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Marcus Granadeiro &#8211; starten.tech</title>
	<atom:link href="https://starten.tech/author/marcus-granadeiro/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://starten.tech</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 04 Aug 2026 21:44:35 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.8</generator>

<image>
	<url>https://starten.tech/wp-content/uploads/2024/02/cropped-st_icon2-32x32.png</url>
	<title>Marcus Granadeiro &#8211; starten.tech</title>
	<link>https://starten.tech</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>openBIM, Inteligência Artificial e o futuro da engenharia</title>
		<link>https://starten.tech/2026/08/04/openbim-inteligencia-artificial-e-o-futuro-da-engenharia/</link>
					<comments>https://starten.tech/2026/08/04/openbim-inteligencia-artificial-e-o-futuro-da-engenharia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcus Granadeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 21:44:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://starten.tech/?p=12090</guid>

					<description><![CDATA[O setor de arquitetura, engenharia e construção está passando por uma transformação profunda e irreversível. A digitalização do ambiente construído não é mais uma questão de &#8220;se&#8221;, mas, sim, de &#8220;como&#8221; implementá-la de forma escalável e confiável. A indústria está deixando para trás os fluxos de trabalho fragmentados e lineares para abraçar um ecossistema colaborativo, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O setor de arquitetura, engenharia e construção está passando por uma transformação profunda e irreversível. A digitalização do ambiente construído não é mais uma questão de &#8220;se&#8221;, mas, sim, de &#8220;como&#8221; implementá-la de forma escalável e confiável. A indústria está deixando para trás os fluxos de trabalho fragmentados e lineares para abraçar um ecossistema colaborativo, centrado em dados e nativo em Inteligência Artificial (IA). </p>



<p>A base para essa revolução é o openBIM, que atua como a &#8220;cola digital&#8221; de todo o processo construtivo. Ele padroniza a troca de informações por meio de formatos como IFC (Industry Foundation Classes) e BCF (BIM Collaboration Format), prevenindo a perda de dados ao longo das décadas de vida útil de um projeto. </p>



<p>Com o rápido avanço da Inteligência Artificial, surgiu um consenso claro entre os especialistas: esta tecnologia não tem utilidade sem dados de qualidade. O openBIM fornece o &#8220;combustível&#8221; estruturado e interoperável que a IA necessita para identificar padrões, prever cenários e automatizar tarefas. Afinal, a regra fundamental para a adoção da IA na construção é &#8220;trust in, trust out&#8221; (confiança na entrada, confiança na saída) e, nesse quesito, dados estruturados são essenciais para que a IA entregue valor real. </p>



<p>Um dos maiores potenciais dessa união entre BIM e dados abertos é a automação de conformidades. Iniciativas pioneiras, como o programa nacional holandês de licenciamento digital, local onde é reconhecido internacionalmente como um dos países líderes em implementação BIM, e o projeto internacional <em>Hyve</em> (FireBIM) para prevenção e combate a incêndios, realizado na Europa e que combina os códigos de diversos países, mostram como as validações de projetos podem ser integradas desde as fases iniciais de design. Assim, o principal desafio atual não é a tecnologia em si, mas a tradução de leis urbanas e regulamentações ambíguas para regras lógicas legíveis por máquinas. </p>



<p>Por isso, para suportar fluxos de dados em tempo real, o próprio padrão IFC está mudando. Especialistas criticam a fricção dos modelos monolíticos atuais e propõem uma evolução do IFC para uma arquitetura de &#8220;cintura fina&#8221; (narrow waist), ou seja, um núcleo simples, rápido e estável com extensões flexíveis. Isso permitirá o uso de atualizações baseadas em pequenas mutações (deltas) ao invés de transferências de arquivos pesados, facilitando a coordenação ágil e criando modelos verdadeiramente federados. </p>



<p>Nesse contexto, para que a digitalização funcione na prática, é necessária uma forte mudança cultural. O setor precisa parar de tratar o BIM como mera ferramenta de visualização 3D e passar a entender os modelos como complexos ativos de informação. O uso de fluxos de trabalho baseados na norma ISO 19650 e em Ambientes Comuns de Dados (CDE) abertos garante responsabilidade, rastreabilidade e integração precisa com sistemas de logística e gestão. </p>



<p>Apesar da empolgação em torno de motores de IA multimodais e da convergência entre BIM e Sistemas de Informação Geográfica (GIS), a mensagem final das lideranças do setor é de cautela. A IA é uma ferramenta para aumentar a capacidade criativa e produtiva, e não para substituir o julgamento humano. A responsabilidade por aprovações de projetos, decisões políticas e o desenvolvimento de soluções originais e autênticas deve permanecer nas mãos de profissionais experientes. </p>



<p>No futuro, a linguagem comum fornecida por padrões abertos continuará sendo a chave para garantir a confiança e o alinhamento de visão entre arquitetos, empreiteiros e gestores, transformando dados complexos em infraestruturas eficientes e sustentáveis. O verdadeiro avanço não está apenas na adoção de novas tecnologias, mas na capacidade das organizações de estruturar dados confiáveis, revisar processos e promover uma cultura orientada à colaboração e interoperabilidade. A IA poderá acelerar análises, automatizar conformidades e ampliar a produtividade, mas seu potencial dependerá diretamente da qualidade das informações que alimentam esses sistemas. </p>



<p>Nesse cenário, a tecnologia seguirá como aliada estratégica dos profissionais, ampliando a capacidade de decisão e execução em toda a cadeia da construção.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://starten.tech/2026/08/04/openbim-inteligencia-artificial-e-o-futuro-da-engenharia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
