<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Clarisse Medeiros &#8211; starten.tech</title>
	<atom:link href="https://starten.tech/author/clarisse-medeiros/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://starten.tech</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 23 Jun 2026 19:56:57 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://starten.tech/wp-content/uploads/2024/02/cropped-st_icon2-32x32.png</url>
	<title>Clarisse Medeiros &#8211; starten.tech</title>
	<link>https://starten.tech</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Marketing na era da IA: quando o feed satura, o produto precisa se vender</title>
		<link>https://starten.tech/2026/06/23/marketing-na-era-da-ia-quando-o-feed-satura-o-produto-precisa-se-vender/</link>
					<comments>https://starten.tech/2026/06/23/marketing-na-era-da-ia-quando-o-feed-satura-o-produto-precisa-se-vender/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clarisse Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 19:55:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://starten.tech/?p=11589</guid>

					<description><![CDATA[Sigo sendo uma voyeur entusiasta do TikTok, mas confesso: a onipresença das sacolinhas laranja tem testado minha paciência desde que o TikTok Shop desembarcou no Brasil. Meu reflexo, assim que o olho bate no ícone do social commerce, é pular o vídeo antes de ouvir o fatídico &#8220;eu sinto muito se você comprou ontem este [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Sigo sendo uma <em>voyeur </em>entusiasta do TikTok, mas confesso: a onipresença das sacolinhas laranja tem testado minha paciência desde que o TikTok Shop desembarcou no Brasil. Meu reflexo, assim que o olho bate no ícone do social commerce, é pular o vídeo antes de ouvir o fatídico &#8220;eu sinto muito se você comprou ontem este jogo de lençóis&#8221;. No entanto, na semana passada, a barreira caiu. Fui convencida a clicar: comprei um kit de escovas de dentes coloridas por uma fração do preço daquela marca suíça das farmácias. No dia seguinte o produto estava na minha porta, embalado na caixa mais bonita que já vi para um item tão trivial.</p>



<p>Velocidade, preço, qualidade e a experiência tátil do <em>unboxing</em> redimiram o esforço de mídia de uma plataforma que, instantaneamente, ganhou um pouquinho da minha atenção. A conclusão é um nó na garganta da marqueteira aqui: a comunicação me afastou, mas o produto e a experiência me trouxeram de volta.</p>



<p>Pulemos as <em>buzzwords</em> habituais:&nbsp; economia da atenção, interrupção, relevância. O ponto central aqui é a eficiência: o que fazemos hoje para vender se o público desenvolveu imunidade à propaganda? A resposta é o retorno à essência: o produto.</p>



<p>A publicidade prometeu ao longo do tempo formatos menos invasivos, mas a entrega ficou na superfície. A categoria apenas sofisticou as formas de driblar o &#8220;skip&#8221;. O resultado? No esforço de sussurrar, acabamos gritando. Do outro lado da tela, o consumidor sabe que é disputado e se vê na posição de aumentar muito a exigência. Já não basta capturar a atenção, precisamos merecer o cliente. Como o discurso das marcas já não tem lá muita credibilidade, a prova real precisa chegar na porta de casa em 24 horas, dentro de uma caixa que surpreenda.</p>



<p>Dados da Edelman publicados em 2025 indicam que a confiança apareceu, pela primeira vez, como um critério de compra com o mesmo peso que preço e qualidade. A Kantar reforça essa tese: 75% da construção de marca ocorre fora da mídia paga, nas interações diretas e na experiência cotidiana.</p>



<p>A entrada da inteligência artificial na equação complica e simplifica ao mesmo tempo. Complica porque reduziu a quase zero o custo de produção de conteúdo, gerando uma &#8220;escassez às avessas&#8221;: o feed se transformou em um aterro de coisas iguais. Simplifica porque, neste cenário de ruído absoluto, o diferencial é o que sustenta o barulho: o produto. É aqui que uma marca <em>AI native</em> brilha. A IA pode não criar sozinha um anúncio &#8220;impulável&#8221;, mas, se bem dominada, ela viabiliza um produto digno de nota.</p>



<p>No Jota, por exemplo, aprendemos que nosso melhor argumento não é nosso, mas do cliente. Em reações como <em>&#8220;Meu Deus, isso funciona&#8221;</em>, <em>&#8220;Caraca, dá pra fazer isso?&#8221;</em> ou <em>&#8220;Eita, nunca tinha visto esse dado&#8221;, </em>o produto se vende. O marketing tem a função de instigar o teste. Depois disso, o produto assume a régua e um abraço.</p>



<p>Antes que se conclua que o marketing virou departamento decorativo: calma. Um vestido de alta costura trancado no armário é menos útil que uma camisola de camelô. As pessoas ainda precisam saber que sua marca existe, precisam de uma porta de entrada e de um motivo pra testar. A confiança que a Edelman mediu não nasce do nada, alguém precisa construir. O marketing de hoje constrói essa ponte com coerência entre o que a marca promete e o que ela entrega. Marca, produto e experiência agora jogam no mesmo time. É o novo <em>growth</em> e <em>branding</em>: produto, experiência e marketing sentando juntos no recreio.</p>



<p>A sugestão objetiva para quem senta na cadeira de marketing amanhã de manhã é: pare de tentar maquiar produtos medianos com campanhas geniais e vai colocar a mão na jornada. Seu próximo grande projeto não deveria ser um vídeo de 15 segundos para driblar o <em>skip</em>, mas sim garantir que o <em>onboarding</em> seja mágico, que o suporte resolva rápido, que a embalagem tire o fôlego. E se parte do orçamento de mídia financiar a experiência?&nbsp; Porque quando a entrega é impecável, o produto faz o barulho por você. E quando não é&#8230; bom, aí só resta cruzar os dedos e torcer para ninguém pular o vídeo da sacolinha laranja.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://starten.tech/2026/06/23/marketing-na-era-da-ia-quando-o-feed-satura-o-produto-precisa-se-vender/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
