Os sinais de alerta para a necessidade de criar sistemas de proteção dos dados armazenados desde 1974 pela Funcorsan, entidade fechada de Previdência Complementar (EFPC), começaram a se acender ainda durante a pandemia de Covid-19, em 2020, e em seguida a enchente de maio de 2024, que deixou a sede da instituição tomada por água por cerca de um mês e meio.
Ciente disso, o gerente de TI da entidade, Lohran Costa Fagundes, passou a buscar uma parceria para realizar a migração de forma a transferir as informações com segurança e garantir a continuidade das atividades, mesmo quando ocorrem intercorrências como as vividas nos últimos anos. Para isso, a companhia escolhida foi a Adentro.
“Em um primeiro momento, começamos a fazer um estudo de migração plena para a cloud privada, armazenando uma replicação semanal de mais de 20 servidores, em torno de dois bancos de dados com mais de 750 gigas de dados desde a década de 80 até 2024”, relata o especialista.
Hoje, são cerca de 3,5 teras conservados nas estruturas da Adentro. “A intenção era fazer a migração completa visando uma reforma, condensar nosso trabalho em dois andares e suprimir espaços que já não eram mais usados. Mas fazer isso com data center é impossível, O deslocamento de um rack com servidores e storages exige mão de obra especializada, pois é necessário desmontar e refazer todas as conexões de energia e rede. Além disso, o processo expõe os equipamentos à poeira, o que pode causar danos e comprometer seu funcionamento”, explica.
Diante disso e do fato de o servidor local ser antigo e prestes a ficar obsoleto, foi iniciada a transferência dos dois servidores principais para os novos ambientes. “Precisávamos de garantias de que as bases dos cerca de 4 mil assistidos não deixariam de receber seus benefícios. Com o auxílio da Adentro, o backup foi um sucesso, sendo fundamental para a continuidade dos nossos trabalhos”, detalha o gestor.
Entre os pontos fortes do trabalho da Adentro, Fagundes destaca o deslocamento de um profissional exclusivo para ajudar nesse processo. “Nesse meio tempo, ocorreu a enchente, mas já estávamos preparados para migrar, testar e efetivar as mudanças. Com isso, e com o fato de as máquinas virtuais estarem aptas desde a pandemia, faltava só entrar com uma base de dados atualizada para que conseguíssemos dar continuidade ao nosso trabalho”, conta.
Quando a diretoria da entidade avisou do desligamento da energia, caso as águas passassem pelas comportas do Cais Mauá, no dia 3 de maio do ano passado, a equipe se antecipou no teste dos servidores e reuniu uma força-tarefa para realizar a configuração do ambiente. “Geramos todos os acessos à VPN para os funcionários e, no dia 6, já estava tudo operando, o sistema rodando perfeitamente”, destaca o gestor.
Desde então, as relações entre a Funcorsan e a Adentro seguem crescendo, e a parceria está prevista nos próximos passos do desenvolvimento tecnológico da entidade.


