Um levantamento inédito do Reportei, plataforma brasileira de relatórios de marketing, mostra que não é o volume de perguntas enviadas à Inteligências Artificiais, como o ChatGPT, que encarece a operação, mas sim o tamanho das respostas que ela devolve. A pesquisa analisou 707 mil requisições, 2,46 bilhões de tokens processados e US$2.465 em custos entre 2023 e 2025. Segundo o estudo, respostas mais longas podem fazer a fatura subir até quatro vezes, já que os tokens de saída (o texto gerado pela IA) são de três a quatro vezes mais caros que os tokens de entrada (texto que o usuário envia para a IA).
Token é a unidade usada pela OpenAI para medir e cobrar o uso: são pequenos pedaços de texto, como partes de palavras. Cada pergunta enviada à IA é dividida em tokens (input), e cada palavra produzida como resposta também vira token (output). Como o output custa muito mais, pequenas mudanças no tamanho da resposta têm peso direto no custo final.
A análise do Reportei mostra que, apesar de a empresa manter uma média estável de 20,2 mil requisições mensais, o gasto variou conforme a extensão das respostas, especialmente ao longo de 2025, quando o volume de output aumentou sem que houvesse crescimento proporcional no uso da plataforma. “Muitas empresas negociam preço por milhão de tokens, mas negligenciam o fator mais determinante: quanta coisa a IA escreve. Quando a aplicação gera respostas mais detalhadas, o custo escala rapidamente”, afirma o CMO e cofundador do Reportei, Renan Caixeiro.
O peso das respostas na conta
O estudo valida, na prática, a estrutura de tarifas da OpenAI. Como os tokens de output são consideravelmente mais caros, qualquer ajuste que incentive respostas maiores amplia a despesa, seja mudança de modelo, seja alteração em prompts. Os dados mensais do período indicam estabilidade no volume de input desde o início de 2024, enquanto o volume de output cresceu ao longo de 2025. O custo médio por requisição ficou em US$0,0035, com custo médio por token de US$0,000001.
O relatório também aponta um pico atípico em janeiro de 2024, quando a empresa teve aumento significativo de custos. A causa foi o uso de um modelo mais caro do que o necessário para a tarefa. Modelos mais robustos processam melhor tarefas complexas, mas têm preço maior por token.
“Escolher o modelo errado custa caro. IA não é só pedir respostas: é entender qual modelo atende a aplicação com eficiência. Sem essa curadoria, a empresa paga por performance que nem sempre precisa”, explica Caixeiro.
Os dados mostram que modelos lançados em 2024 e 2025 começaram a dominar o volume de tokens processados. O modelo o4-mini 2025, por exemplo, representa 13% das requisições, mas responde por 21% de todo o volume, indicando maior peso de processamento e custo por operação. Já o gpt-4o-mini 2024 concentra 41,4% do volume total de tokens.
Para empresas que usam IA em larga escala, como plataformas SaaS, ferramentas de atendimento e geradores de conteúdo, o estudo aponta um alerta de gestão financeira. Monitorar apenas o número de chamadas à IA é insuficiente. O fator determinante está na “quantidade de texto” produzida pela máquina.
“A engenharia de prompt passa a ser uma área estratégica. É preciso buscar respostas objetivas e eficientes, sem excesso de detalhes, para manter a operação sustentável. O impacto chega também ao consumidor final. Se as plataformas passam a pagar mais por respostas longas, o preço tende a ser repassado em assinaturas, limites de uso ou novos planos”, diz Caixeiro.
Sobre o Reportei
O Reportei é a primeira empresa brasileira de relatórios e dashboards de marketing e vendas, criada em 2015 para tornar a visualização de dados mais rápida e intuitiva. Integrando diversas fontes, como CRM, e-commerce e redes sociais, permite monitorar indicadores em tempo real e gerar análises completas em apenas 3 segundos. Com uma interface intuitiva e automação avançada, oferece relatórios personalizados e insights estratégicos para otimizar a performance de campanhas e tomadas de decisão. A plataforma se destaca pela autonomia do usuário, facilidade de uso e velocidade na entrega de insights, atendendo mais de 10 mil clientes em 50 países, entre eles Forbes, Stone e Carrefour. O Reportei foi eleito duas vezes como o melhor relatório e o melhor dashboard de marketing do mundo pelo GetApp, consolidando-se como a principal ferramenta brasileira especializada em dados de marketing.


