Senado aprova criação da Alada, empresa pública para projetos espaciais

Criação da Alada pode alavancar o Programa Espacial Brasileiro.Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado.

O Senado Federal autorizou, na última quinta-feira, 12, a criação da Alada, uma empresa pública brasileira voltada para projetos aeroespaciais. A medida foi aprovada por meio do Projeto de Lei 3.819/2024, de iniciativa da Presidência da República, que agora segue para sanção presidencial. O parecer foi elaborado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC) e aprovado previamente pela Comissão de Relações Exteriores (CRE).

A Alada será uma subsidiária da NAV Brasil, estatal vinculada ao Ministério da Defesa e responsável por serviços de navegação aérea. Criada em 2020, a NAV Brasil assumiu funções anteriormente exercidas pela Infraero, como operação de radares e monitoramento meteorológico.

Objetivos e atribuições

A nova empresa terá como missão principal fortalecer o Programa Espacial Brasileiro, promovendo atividades como:

  • Desenvolvimento e comercialização de tecnologias aeroespaciais;
  • Certificação e suporte logístico para soluções tecnológicas;
  • Proteção e gestão da propriedade intelectual relacionada ao setor;
  • Consultoria comercial em navegação aérea e espacial;
  • Promoção de ações no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro.

Além disso, a Alada será contratada para projetos de interesse do Comando da Aeronáutica, com recursos do Fundo Aeronáutico, e poderá patrocinar planos de previdência complementar para seus empregados.

Impacto estratégico e econômico

O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), ex-ministro da Ciência e Tecnologia, elogiou a criação da Alada, destacando sua importância para consolidar o Programa Espacial Brasileiro no mercado internacional. “Tenho o prazer de ter trabalhado nessa ideia com a Força Aérea já há muitos anos. Ela é a última peça que falta no nosso conjunto para tornar o Programa Espacial Brasileiro realmente viável do ponto de vista do mercado internacional”.

O senador também ressaltou o potencial econômico da empresa, prevendo benefícios significativos para o país. “A NAV Brasil cuida do tráfego aéreo, enquanto a Alada será responsável pela comercialização de voos espaciais. Se conquistarmos 1% do mercado global de micros e pequenos satélites, isso poderá gerar cerca de US$ 3 bilhões para o programa espacial brasileiro”.

Contratação de pessoal

O projeto aprovado prevê a possibilidade de contratação temporária de pessoal nos primeiros quatro anos de operação da Alada. A medida também autoriza a cessão de servidores e militares para a nova empresa, com reembolso dos custos salariais pela NAV Brasil.

Com a criação da Alada, o Brasil dá um passo estratégico para posicionar-se como um player relevante no setor aeroespacial global, potencializando investimentos e promovendo avanços tecnológicos no país.

(Com: Agência Senado)

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